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O telemóvel do diretor de obra (e outros profissionais que requerem muita mobilidade e falam muito ao telemóvel)

Não é por usarmos apps ou ferramentas informáticas que vamos ser mais organizados ou gerirmos melhor o tempo. Estas ferramentas podem-nos ajudar muito mas precisam de ser capazes de se adaptar às nossas necessidades e, principalmente, estarem integradas na nossa rotina em que as usamos consistentemente. Usar estas ferramentas não é, por si só, condição para que tenhamos resultados.

No entanto, hoje em dia podemos facilitar muito a nossa vida com o uso inteligente destas ferramentas e o “smart phone” é uma delas.

Hoje deixo algumas indicações especialmente úteis a diretores de obra ou outros profissionais que têm a necessidade de comunicar onde quer que estejam e são muito solicitados telefonicamente.

A escolha do telemóvel

Se o telemóvel estiver ligado à internet, além de lhe permitir estar ligado ao email e à sua agenda digital, permite aceder a ficheiros (se os tiver armazenados na nuvem) e à sua aplicação de gestão de tarefas (que aconselho vivamente a que seja digital e integrada no telemóvel).

É importante no entanto que o telemóvel tenha dimensão suficiente para que seja fácil visualizar a informação. Telemóveis muito pequenos dificultam por exemplo visualizar a agenda ou ler algum documento.

Aconselho a que quando trocar de telemóvel considere os seguintes fatores […]

Quais são as fotos que guarda?

Já referi várias vezes neste blog os divertidos e inspiradores textos do Ajahn Brahm cujos livros infelizmente não estão traduzidos em português.

Deixo hoje uma das ideias que ele propõe num dos seus contos do livro “Don’t worry, be grumpy”.

Muitas pessoas têm álbuns de fotografias onde guardam as memórias dos seus momentos felizes como das férias, do casamento, da infância. Hoje em dia já as guardamos no telemóvel mas em geral documentam momentos felizes. Por outro lado, não conhecemos ninguém que tenha álbuns de fotografias dos momentos menos bons.

Ao mesmo tempo, temos um outro álbum que mantemos na nossa cabeça ao qual chamamos memória. Neste álbum incluímos muitas fotografias de momentos menos bons: quando nos irritámos com alguém, quando nos sentimos desapontados, quando fomos maltratados. Neste álbum há surpreendentemente menos fotos dos bons momentos o que não faz muito sentido.

O Ajahn Brahm sugere fazermos uma purga ao álbum da nossa cabeça. Apagar as memórias pouco inspiradoras e nesse lugar colocar o mesmo tipo de memórias que estão no álbum de fotos real. Colar aí momentos com as pessoas que amamos, ou quando fomos surpreendidos por uma generosidade inesperada, ou quando as nuvens se dissiparam e o sol brilhou com uma […]

Os meus filmes favoritos de 2017

Há dias partilhei um artigo em que lhe propunha a ideia de fazer um diário. Uma das coisas que registo no meu são os livros e filmes que vejo. Estive a rever os de 2017  e lembrei-me de partilhar dois dos filmes que mais me marcaram.

Hacksaw ridge (Até o último homem) é baseado numa histórica verídica e conta a história de um médico no exército americano que durante a Segunda Guerra Mundial se recusou a pegar em armas. Achei inspiradora a força deste homem em defender os seus princípios e ser capaz de contribuir à sua maneira (fazendo uma diferença impressionante). [trailer]

Hidden Figures (Elementos secretos) é também baseado numa histórica verídica e conta a história de três mulheres afro-americanas que fizeram a diferença na corrida espacial americana apesar de todos os preconceitos a que estiveram sujeitas.[trailer]

Talvez o que me tenha mais impressionado nestes filmes foi serem baseados em históricas verídicas de pessoas que, apesar das dificuldades, conseguiram manter os seus princípios e atingir resultados. Gosto de filmes assim. E estes acabam bem (spoiler alert!)

Esqueça os objetivos para 2018

Com o fim do ano muitos começam a pensar e a definir os objetivos para o ano que aí vem. Somos bombardeados pela ideia de que é a única maneira de termos “sucesso” e, pior do que isso, de sermos felizes.

Depois do entusiasmo da definição dos objetivos vem muitas vezes a frustração. A frustração de não os conseguir alcançar. A frustração de olhar para o ano que passou e perceber que nada mudou. A frustração de viver num estado de quase-fracasso porque estamos sempre a correr para algo.

E há também a frustração de ao chegar lá, ao realizar o objetivo, percebermos que a satisfação não é assim tão duradoura.

Não estou a dizer que definirmos objetivos não é importante. Eles guiam-nos e dão-nos propósito mas o modo como muitos de nós estamos a lidar com isso, na prática, reduz a nossa probabilidade de os alcançarmos e, principalmente, de nos sentirmos satisfeitos.

Alguns especialistas defendem uma abordagem alternativa: em vez de definir objetivos defina um sistema.

Aristóteles dizia que “Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é uma ação mas um hábito”. E a ideia é mesmo essa. Se dermos pequenos passos sistematicamente, vamos sempre avançar.

Um sistema é um comportamento que […]

Sugestão de rotina para aprender e focar-se no que quer

Se pensa seriamente (mas só se for seriamente) em melhorar alguma área da sua vida, deixo-lhe a sugestão de começar a escrever um diário.

Muitos de nós quando pensam num diário, pensam no registo do que nos acontece no dia-a-dia mas não é necessariamente isso. Muitos escritores, cientistas, artistas e outros profissionais mantêm um diário como para os ajudar a refletir sobre o modo como estão/se sentem no mundo, explorar ideias e focarem-se nos resultados que pretendem.

Pensar escrevendo tem a capacidade quase mágica de clarificar e organizar os nossos pensamentos. A escrita remove blocos mentais, entretendo o hemisfério esquerdo e libertando o direito para nos conhecermos melhor, ao mundo à nossa volta e vermos caminhos ainda não explorados.

Alguns estudos sobre este tema sugerem que quem mantém um diário lida melhor com situações de stress, sente menos ansiedade, aumenta o foco e capacidades cognitivas.

Pode aproveitar o início do ano para criar a rotina de algo muito simples como por exemplo escrever no início do dia as coisas que quer realizar, ou como se quer sentir, ou focar.

Resumindo: quais são as suas intenções para esse dia que pode ser qualquer coisa tão simples como sentir-se tranquilo, energético ou realizar algo específico.

Quando trazemos […]

Tudo é urgente e os imprevistos previsíveis numa obra

Depois do artigo “Porque é a função de diretor de obra difícil“,  vou hoje continuar a escrever sobre alguns dos desafios que os diretores de obra enfrentam embora a situação seja transversal a outras profissões e estas reflexões possam ser úteis a outras pessoas.

Tudo é importante e urgente…

Hoje em dia vive-se no modo do “tudo é importante e urgente” (e a ideia errada de que se é urgente é necessariamente importante mas isso é assunto para outro artigo). A ideia de que “tudo é importante e urgente” deixa muita gente sem energia e foco para investir tempo em coisas que, não sendo urgentes, são importantes.

É curioso reconhecermos que quando operamos no modo “importante e urgente” estamos no modo REAGIR: reagimos a problemas e imprevistos, respondemos rapidamente para cumprir prazos e reagimos a emails e telefonemas que precisam de resposta rápida.

Em geral são atividades que precisamos de fazer rapidamente e bem. Por outro lado, se não lhes conseguimos dar resposta, devemos:

  • clarificar prazos (sim, nem sempre o urgente ou para ontem é real, muitas vezes é um desejo de outros até para eles próprios tirarem isso das suas preocupações)
  • renegociar prazos e gerir expetativas. Muitas vezes é melhor assumir conscientemente […]

Porque é a função de diretor de obra difícil…

Muitos dos meus clientes são engenheiros e reconheço que, devido à natureza da função, em particular os diretores de obra são uma das funções da Engenharia em Portugal que enfrenta maiores dificuldades em conseguir responder aos objetivos dos projetos e simultaneamente manter um equilíbrio nas várias dimensões da sua vida. Neste artigo, vou falar sobre isso.

Comecei por tomar consciência desta realidade já há alguns anos no papel de cliente quando construí uma casa e, nos últimos anos, trabalhando com vários diretores de obra no âmbito de cursos e programas de coaching.

Por isso, nos últimos meses, tenho pensado sobre como posso ajudar especificamente este grupo de profissionais. A solução não passa só por capacitá-los em melhores estratégias de gestão de tempo porque as necessidades são bem mais profundas e, inclusive, algumas refletem problemas estruturais e culturais do mercado onde operam.

Quando a ideia de fazer um programa de treino direcionado a diretores de obra começou a surgir, senti a necessidade de consolidar a minha perceção das necessidades destes profissionais e por isso, além de um questionário online, falei com vários diretores de obra, diretores de produção e fiscais.

Comecei por pensar que a maior necessidade estava essencialmente relacionada com a gestão de […]

Ebook 5 reflexões sobre produtividade, motivação e liderança

Estou a preparar-me para compilar o e-book anual com alguns dos artigos do blog Objetivo Lua publicados em 2017.

Lembrei-me de partilhar o e-book “5 reflexões sobre produtividade, motivação e liderança” que publiquei com os artigos de 2016.

Espero que lhe seja útil. Boas leituras! 🙂

Descarregue aqui o ebook

Estimativas: quanto tempo demora?

Uma das razões pelas quais parece que temos sempre mais trabalho do que tempo disponível é porque na realidade não temos uma noção muito clara do tempo que o trabalho leva a realizar.

Recorremos com frequência à “engenharia nasal” para fazer estimativas: “cheira-me que demora 2 horas”. 🙂

Ser capaz de avaliar de um modo mais fidedigno o tempo que algo demora a ser feito, ajuda-nos a avaliar a nossa capacidade de resposta antes de nos comprometermos com prazos irrealistas. E lidamos aqui com dois desafios:

  1. Somos por natureza otimistas na previsão do tempo que uma coisa demora.
  2. Achamos que o tempo que precisamos investir para realizar uma atividade e o tempo que vamos demorar a fazer essa atividade são a mesma coisa.

Em primeiro lugar devemos, distinguir duas coisas:

  • O esforço necessário para realizar a atividade;
  • O tempo decorrido para realizar a atividade.

O esforço é o tempo necessário investir para completar uma atividade.

Em geral somos otimistas a avaliar o esforço necessário para realizar uma atividade em pelo menos em 20%. O nível de precisão destas estimativas depende muito da atividade. Há atividades mais ou menos mecânicas que podemos estimar facilmente. Outras há, mais complicadas, cuja estimativa de esforço fica muito […]

As leis de murphy: se pode correr mal…vai correr!

As leis de Murphy (resumindo, se alguma coisa pode correr mal…vai correr) tiveram origem numa base da Força Aérea nos Estados Unidos em 1949. Existem inúmeras “leis” que se enquadram nesta tão “otimista” perspetiva e hoje partilho algumas. 🙂

Se alguma coisa pode correr mal, vai correr. E vai correr mal da pior maneira, no pior momento e causando o maior dano possível.

Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

Tudo leva mais tempo do que pensamos.

A fila do lado anda sempre mais rápido.

Nunca atribua à malícia aquilo que pode ser explicado pela estupidez.

Se está tudo a correr segundo plano então de certeza que algo está prestes a correr mal.

A única coisa previsível sobre o seu dia é que algo imprevisível vai acontecer.