Qual é o melhor formato de agenda e calendário para 2018

Chegando a esta altura do ano, algumas pessoas que usam agenda em papel começam a pensar em comprá-la.

Por isso, hoje volto a partilhar um artigo que escrevi há tempos sobre “qual é a melhor agenda para mim” que lhe vai dar algumas dicas sobre qual é o formato de agenda em papel mais adequado às suas necessidades.

Se além da agenda precisa de tirar notas e organizar papelada, espreite o sistema ARC. Para quem usa este sistema, deixo aqui dois calendários  de 2018 com os feriados de portugal para imprimir.

Será que as suas mensagens de voz são claras?

Confesso: escrevo este artigo num estado de resmunguice e para resolver um problema que tenho.

Às vezes, tenho mensagens no atendedor do telemóvel que não consigo perceber, em particular o nome da pessoa ou o contacto. E eu até quero ligar de volta mas não consigo!

Às vezes as pessoas falam tão depressa que é difícil perceber ou tirar nota.

Eu sei que posso ligar para o número de onde a chamada foi feita. Só que às vezes, as chamadas foram feitas do telefone da empresa e quando ligo para lá vou ter ao número geral e não sei quem me ligou.

Deixo algumas sugestões para deixar mensagens de áudio. Leia, a sério. Mesmo que ache que não tem este problema.

  1. Não deixe uma mensagem de áudio. 🙂 Envie uma sms ou um email. É mais fácil de processar e dar seguimento.
  2. Comece por dizer o seu nome e (e se relevante o nome da empresa da qual está a ligar) claramente, pausadamente, articulando bem as palavras.
  3. Explique o que pretende.
  4. Deixe o seu número de contacto, dizendo cada algarismo lentamente e articulando bem as palavras para que não haja enganos.

Respiro agora fundo. Se calhar era melhor eu acrescentar estas dicas na minha […]

Uma história sobre autoestima e conflitos

Já partilhei vários contos dos livros do Ajahn Brahm no blog porque este autor consegue, de um modo leve e divertido, colocar-nos a pensar sobre a vida e o modo como lidamos com problemas. Infelizmente os seus livros não estão traduzidos em Português.

Hoje partilho um conto do livro “Don’t worry, be grumpy” chamado “Metade de uma folha de papel” sobre como um homem ultrapassou a sua raiva e falta de autoestima ao longo da vida.

Uma viúva estava a apresentar o elogio fúnebre do seu marido. Segurava meia folha de papel, explicando que o seu marido mantinha esta folha na sua carteira desde os tempos antes de se terem casado e que esta folha o tinha impedido de ficar zangado com outros ou negativo sobre si mesmo.

O seu marido tinha-lhe contado que um dia, quando era adolescente e andava num liceu só de rapazes, uma grande briga estava em vias de acontecer na sua turma. Tinham estado a “cozinhá-la” há dias. A professora, usando a última oportunidade de exercer a sua autoridade, ordenou que cada aluno ficasse na sua secretária e retirasse cuidadosamente uma folha do seu caderno de exercícios. Disse-lhes então para escreverem no topo da página o nome […]

Porque há pessoas que querem mesmo aprender a liderar melhor…

Recentemente lancei um programa de treino de liderança avançado para empresas. Criei este programa com a intenção de ajudar quem lidera equipas a adotar estratégias para lidar com os obstáculos que tipicamente os líderes enfrentam e que os impedem de potenciar os resultados das suas equipas.

Este programa tem vários formatos e um deles é o programa de treino individual. Aqui o trabalho a fazer é altamente personalizado e consiste num trabalho de estudo e reflexão do participante complementado por sessões de treino/coaching individuais onde o participante terá oportunidade de aplicar o que aprendeu à sua realidade específica.

A quem se destina o programa de treino individual?

Pelas pessoas que me têm contactado e pelas razões que me levaram a criar este formato, imagino que se está num dos cenários abaixo, talvez lhe interesse:

  • Criou a sua empresa e tem uma pequena equipa a trabalhar consigo. Talvez seja especialista na sua área de negócio mas na prática, ou nunca liderou equipas ou tem consciência que pode melhorar essa competência. Percebe que, quando isso acontecer, vai ajudar a sua equipa a ter melhores resultados e a tornar-se mais autónoma. No limite, sabe que além de melhorar os resultados do seu negócio, isso […]

Pessoas sob pressão de tempo não pensam mais depressa

“Pessoas sob pressão de tempo não pensam mais depressa.” Tim Lister

Encontrei esta frase no livro “Slack: Getting Past Burnout, Busywork, and the Myth of Total Efficiency” de Tom DeMarco que aconselho vivamente a todos os que gerem equipas de “profissionais do conhecimento” (knowledge workers), ou seja, pessoas que criam algo com base nos seus conhecimentos específicos, criatividade e capacidade de análise.

Não existe versão em Português deste livro mas se sabe inglês reforço a minha sugestão de leitura. Nos próximos tempos vou partilhar algumas das ideias deste livro.

Uma destas ideias é que muitos gerem “profissionais do conhecimento” segundo os mesmos princípios da gestão de trabalhadores fabris que realizam um trabalho mecanizado. Sujeitarem profissionais do conhecimento à pressão de tempo é contraproducente já que a maior parte da sua atividade requer pensarem e a pressão de tempo não os faz pensar mais depressa.

Há no entanto a ilusão que esta estratégia gera resultados já que numa primeira fase, aparentemente, há uma maior produtividade mas isso não é sustentável.

pressao-demarco

 

Segundo o autor, e como ilustrado na zona I do gráfico, sob pressão existe, numa primeira fase, uma maior produtividade (menos tempo para completar a tarefa) já […]

Sobre os líderes que confiam…

Tive o privilégio de ser liderada por líderes com L grande com quem aprendi muito.

Quando reflito sobre uma das coisas que essas pessoas fizeram para “merecer” este L grande, uma das que se salienta foi a confiança que eu sentia depositarem em mim, mesmo quando ainda não tinha dado provas de ser capaz.

Essa confiança fazia com que eu desse tudo por tudo para NÃO OS DESAPONTAR.

O mais importante não eram os prémios, não era a minha reputação, não eram os resultados, não era o medo da sua autoridade mas sim a minha vontade de ser capaz de os ajudar na sua missão e não quebrar a confiança que depositavam em mim.

Uma confiança serena, disponível, inspiradora.

Quando falo com pessoas que estão enfrentar alguns desafios com as equipas que lideram, observo com alguma frequência que não confiam nas suas equipas ou que demonstram não confiar. Às vezes manifestam-no em pequenas coisas e comentários que fazem.

Não sei o que veio primeiro: se as razões para não confiarem foram resultado de comportamentos da equipa ou estes comportamentos foram resultado de não confiarem…mas isso realmente não interessa.

O que interessa é como é que podemos demonstrar confiança…de um modo sereno, disponível, e inspirador.

Para pensar…

Pergunta-se o líder: “a minha equipa é competente?”

Progressão “natural”

Trabalho bastante com engenheiros e tenho visto esta história repetir-se vezes sem conta.

Tipicamente no início de carreira, a maior parte dos engenheiros assume funções técnicas. Com a experiência, ficam a saber cada vez mais da sua área, antecipam riscos, resolvem problemas de forma autónoma. Tornam-se especialistas. À medida que se vão especializando nessas funções, a evolução “natural” é começarem a liderar pequenas equipas e a assumirem cada vez mais funções de gestão.

Muitos têm dificuldade nesta transição porque deixam de realizar funções em que se sentem completamente confortáveis e gostam do que fazem para assumirem funções em que não conseguem obter o desempenho que estão habituados já que passam a depender mais da sua capacidade de lidar com pessoas. E às vezes têm tanta dificuldade em lidar com esta transição que continuam a querer fazer o trabalho técnico pelas pessoas que o deviam estar a fazer ou envolvem-se de tal maneira nos detalhes que não têm tempo para as novas funções.

Repare que esta história não é exclusiva dos engenheiros e passa-se noutras áreas.

Um dos maiores desafios desta transição são as expetativas que os seus líderes destas pessoas têm do seu desempenho nas novas funções e no modo como agem. […]

3 coisas que aprendi com as máquinas

Interagimos com máquinas a toda a hora: os computadores, os telemóveis, os carros, os eletrodomésticos, etc.

E as máquinas podem dar-nos lições. 🙂 Três. São três as lições.

Desliga e volta a ligar

TODA A GENTE SABE que a primeira coisa a fazer quando uma máquina não funciona é desligar e voltar a ligar. Ninguém se atreve a pedir, por exemplo, suporte informático sem ter feito isto antes.

Com as pessoas é o mesmo. Às vezes precisamos de um reset.

Pode ser um grande reset (como desligar de tudo e passar uns dias fora) ou um pequeno reset (como fechar os olhos e fazer umas quantas respirações profundas). Aprenda a fazer reset treinando a mente (inscreva-se aqui neste curso online para aprender a fazer reset).

Fazer manutenção e usar combustível adequado

As máquinas precisam de manutenção. Por exemplo, se não colocar ar nos pneus vai começar a gastar mais gasolina e até os pode estragar.

Cada um sabe quais são as coisas que ajudam a manter-se a funcionar no nível ótimo de energia e satisfação.  Para muita gente é por exemplo dormir, praticar exercício, comer alimentos que lhe tragam energia.

Manter o software atualizado

Algumas máquinas, em particular os computadores, por vezes precisam de ser atualizadas para corrigirem bugs ou […]

Como lidar com alguém irritado

Por vezes lidamos com pessoas que estão irritadas o que dificulta a comunicação com essas pessoas. Muitas vezes demonstram a irritação falando alto e não ouvindo os nossos argumentos o que dificulta a resolução de um problema.

Hoje partilho algumas estratégias que podem ajudar nesta situação.

Tenha presente qual é a SUA intenção

Neste sistema (eu e o outro) só controlamos a nós próprios por isso vamos começar por aí.

Na situação de uma discussão mais acesa, tenha consciente qual é a sua intenção, o seu propósito. Tipicamente quer resolver um problema e a outra pessoa, devido ao seu estado de irritação, está a dificultar.

Cuidado que por vezes a sua intenção (inconsciente) é mostrar que tem razão. Essa intenção pode não ajudar a resolver o problema.

Além disso, às vezes somos influenciados pela irritação do outro e ficamos também irritados…o que também não ajuda.

Quando se encontra nesta situação, responda a estas três perguntas:

  1. Qual é a minha intenção nesta interação? Resolver um problema? Acalmar a outra pessoa? Encontrar uma solução? Esclarecer o que se passou? Justificar-me?
  2. Qual é o estado emocional que facilita esta intenção? O estado irritação não vai com certeza ajudar. Talvez um estado de calma, foco, paciência, empatia sejam mais facilitadores? […]

Essa história da liderança é uma treta…

Um “rico líder”…

Há dias numa conversa com o responsável de uma microempresa, ele dizia-me qualquer coisa como: “Um bom líder tem que se fazer respeitar, ser duro e mandar para que se faça! Porque as pessoas são preguiçosas e não pensam. Preciso de estar sempre em cima e chamar a atenção e da imagem que estão a passar para os clientes! Isto é que é liderar…não é conversas e dar-lhes liberdade. Isto é o que funciona…há tanta gente com negócios e ricos que fazem assim.”

Pois há.

E será que há outras estratégias de liderança com melhores resultados nos seus negócios?

E será que se adotassem outras estratégias de liderança, iam-se preocupar menos, ser mais dispensáveis e terem mais tempo para por exemplo fazer o seu negócio crescer ou mais tempo livre na sua vida pessoal?

Será?

Quer contratar esta pessoa?

Mais ou menos na mesma altura falei com uma pessoa que já conheço há muito tempo e em quem sempre reconheci um alto nível de competência, autonomia, empenho, motivação e entusiasmo naquilo que faz. Se é responsável por uma equipa na sua empresa, já está a pensar que gostaria de ter esta pessoa na sua equipa, certo?

Se calhar tem uma oportunidade!

Encontrei esta pessoa sem […]