Venho de um meio onde sempre se valorizou a inteligência lógica. Onde a inteligência emocional é considerada uma coisa meio “esotérica”, uma competência “fofinha” (soft-skills…).

Só que, a partir do momento em que alguém domina as competências técnicas desenvolvidas com a sua inteligência lógica, o que faz realmente diferença nos resultados (e até felicidade…outra coisa meia “esotérica”) é a inteligência emocional.

Hoje vou falar um pouco sobre o que é a inteligência emocional e deixar-lhe um convite para a treinar.

O que é a Inteligência Emocional?

Uma das definições de inteligência emocional é a capacidade para monitorizar as nossas emoções e as dos outros, compreendê-las e usar esta informação para nos guiar os pensamentos e ações.

A boa notícia, segundo Daniel Goleman, é que a inteligência emocional não é inata e pode ser aprendida, ou seja, podemos escolher aprender e praticá-la.

Mas na prática, como é que a inteligência emocional se manifesta?

Segundo Daniel Goleman através de:

  1. Autoconsciência: conhecimento dos nossos estados internos, preferências, recursos e intuições;
  2. Autogestão: com base no conhecimento que a autoconsciência nos traz, somos capazes de gerir os estados internos, impulsos e recursos;
  3. Motivação: tendências emocionais que nos guiam ou facilitam atingir objetivos;
  4. Empatia: termos consciência das emoções, necessidades e receios dos outros;
  5. Competências sociais: termos capacidade para induzir respostas desejáveis nos outros.

Porque é que a inteligência emocional é importante até para pessoas com profissões mais lógicas?

Vários estudos têm mostrado que as competências de inteligência emocional são duas vezes mais importantes para os resultados do que o puro intelecto e experiência.

Na área tecnológica por exemplo, as 6 competências que distinguem pessoas com alto desempenho de pessoas com médio desempenho são:

  1. Alto foco em atingir resultados e standards;
  2. Capacidade de influenciar;
  3. Pensamento conceptual;
  4. Competências analíticas;
  5. Iniciativa em assumir desafios;
  6. Autoconfiança.

Repare que só duas (pensamento conceptual e competências analíticas) são competências puramente intelectuais.

Como treinar a inteligência emocional?

Tudo isto faz sentido mas nem sempre é fácil de passar à prática, não é?

Às vezes, em certas situações, gostaríamos por exemplo de manter a calma e dar uma resposta pensada mas quando damos por isso já é demasiado tarde.

Deparamo-nos com os primeiros obstáculos no treino da inteligência emocional logo quando percebemos que a autoconsciência e a autogestão são recursos difíceis de aceder em determinadas circunstâncias.

A realidade é que muitos dos nossos pensamentos e até aquilo em que nos focamos está condicionado, em piloto automático. Muitos de nós não têm consciência dos seus estados emocionais em momentos por exemplo de maior tensão e não conseguem criar espaço para geri-los e gerir as suas respostas.

Estes obstáculos aparecem em várias áreas da nossa vida, em particular quando temos a intenção de transformar as nossas respostas ou o modo como fazemos algo.

O primeiro passo é treinarmos a nossa autoconsciência, aumentarmos a resolução da nossa perceção para o que está a acontecer quando está a acontecer (e não passado algumas horas) e como é que isso se manifesta internamente em nós. Para isso, o primeiro passo é termos consciência dos nossos pensamentos e emoções em tempo real, distinguindo as “histórias” da realidade e desligando por uns instantes o piloto automático.

Por vezes basta levarmos toda a atenção para o ato de respirar durante 5 segundos. Simples. Prático. Funciona e é usado em todo o mundo em programas por exemplo de desenvolvimento de competências de liderança e outras.

Experimente.

Se quiser treinar a inteligência emocional mais a “sério”…

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