No seguimento do artigo sobre o livro “O legado de Mandela”, que sugeri na semana passada, deixo a sugestão de assistir ao filme Invictus, em particular se ocupa funções de liderança ou gostava de melhorar a sua capacidade para resolver conflitos (chamo em particular a atenção para a estrutura do discurso da cena em que Nelson Mandela se dirige a um comité que se prepara para acabar com a equipa de Râguebi Springboks).

O poema Invictus de William Ernest Henley dá o mote a este filme que retrata a história verídica de como Nelson Mandela usou o Campeonato Mundial de Râguebi de 1995 para unir uma nação e minimizar os confrontos multirraciais do país. O filme conta essencialmente a história de um homem tenaz e solitário, de uma inteligência e sensibilidade que ultrapassam o ser Humano comum, com a clarividência que gostaríamos que os nossos dirigentes tivessem. Nelson Mandela é retratado como um líder inspirador e humano, para quem “ninguém é invisível”. A veracidade da história dá a todo o filme uma dimensão impressionante e faz sobressair a mesquinhez e capacidade para a infelicidade dos homens.

Invictus, William Ernest Henley, 1875

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Aconselho também o filme Goodbye Bafana (em Portugal Meu prisioneiro, meu amigo) se quiser aprofundar o conhecimento sobre época em que Nelson Mandela estava preso. Este filme retrata esse tempo com base nas memórias de um dos carcereiros de Mandela e que veio a tornar-se seu amigo.