Liderança em Portugal

Há umas semanas lancei um questionário para recolher informação sobre os comportamentos dos líderes em Portugal.

Queria verificar se a realidade de outros países, em que os líderes têm dificuldade em adotar uma série de comportamentos, também se verificava cá.

Resposta curta: sim, em Portugal verifica-se a mesma realidade de outros países.

Parti de métricas internacionais que indicavam que os 5 comportamentos que os líderes têm mais dificuldade em adotar para se conectarem com as equipas e alavancarem o seu potencial são, por ordem de dificuldade:

  • falham em dar feedback (reconhecimento e redirecionar para um melhor desempenho);
  • falham em ouvir e envolver;
  • falham em usar o estilo de liderança certo (demasiada ou pouca supervisão);
  • falham em definir objetivos claros;
  • falham no desenvolvimento de outros.

Os respondentes ao questionário responderam à questão “como que frequência, quando liderado, os seus líderes adotam cada um destes comportamentos?”.

As respostas reforçam que em Portugal também existem estas dificuldades embora com um peso diferente.

O comportamento “desenvolver os outros” é o comportamento que as respostas revelaram ser menos frequente em Portugal ao contrário das respostas internacionais que indicavam que, dos 5 comportamentos indicados, era o que os líderes tinham menos dificuldade em adotar.

Destaca-se que o comportamento “ouvir e envolver” é, […]

6 dicas práticas para lidar com quem não nos ouve (e ouvir melhor)

Em situações de conflito ou discussão de ideias, por vezes temos a sensação de que não estamos a ser ouvidos. Esta é uma das maiores dificuldades nestas situações: se não somos ouvidos, como podemos comunicar a nossa posição?

E quando sentimos que não estamos a ser ouvidos também tendemos a não ouvir o outro.

Saber ouvir cria rapport/empatia o que facilita a relação e consequentemente a capacidade de juntos chegarmos a uma solução (agrada-lhe ajudar ou fazer concessões a alguém de quem não gosta ou que o está a irritar?).

Como não pode amarrar a outra pessoa e obriga-la a ouvi-lo, pode pelo menos contribuir para que o outro sinta que está a ser ouvido na esperança que fique também mais disposto a ouvir.

Aqui há duas coisas que pode fazer:

  1. Ouvir!
  2. Como pode estar a ouvir e a outra pessoa não ter essa perceção, faça perceber que está realmente a ouvir.

De seguida deixo-lhe algumas dicas muito práticas nesse sentido.

  1. Mostre que ouviu e clarifique mal entendidos dizendo por exemplo “deixa-me ver se percebi, o que estou a perceber é que…” e repita o que outro disse. Assim, caso não tenha interpretado bem, há a oportunidade de o outro o corrigir. Passando a […]

Como criar confiança nos seus clientes

Se as pessoas gostam de si elas o escutarão mas se confiarem em si farão negócios consigo.

Zig Ziglar

Quem trabalha na área comercial reconhece a importância de criar uma relação de confiança com os seus clientes. Para isso é essencial entregar um produto/serviço que traga valor mas também ser capaz de potenciar uma relação de empatia com os clientes.

Todos temos noção de que é mais fácil criar empatia, confiança e influenciar algumas pessoas do que outras. Pode até haver clientes que evita ou procrastina o contacto.

Muitas vezes essa dificuldade está relacionada com diferenças de personalidade, atitude e das coisas que valorizamos e que se refletem no modo como se abordam os clientes e que tipo de argumentos usamos.

As nossas preferências individuais levam-nos a agir e comunicar de um determinado modo e por vezes esse modo pode ser contraproducente.

Há dois tipos de informação que nos podem ajudar neste caminho:

  1. Reconhecer as nossas preferências comportamentais e de comunicação, quais os nossos pontos fortes e como é que algumas dessas preferências, em determinados contextos nos limitam
  2. Reconhecer as preferências comportamentais dos nossos interlocutores e adaptarmos os nossos comportamentos e estratégias de comunicação de modo a “falarmos” a […]

Cursos para o segundo trimestre de 2017

Pacote especial DiSC: os 4 estilos do comercial eficaz

Se trabalha na área comercial, gostaria de ter mais facilidade em interagir com alguns dos seus clientes e consequentemente ter diferentes resultados? Por vezes, a nossa abordagem não é a mais eficaz tendo em conta o perfil da pessoa com quem estamos a lidar.

Durante Abril vou oferecer um pacote especial para o ajudar a adaptar-se aos estilos dos seus clientes e adotar estratégias de  comunicação mais eficazes para conseguir criar relações que potenciem os seus resultados.

Para isso vamos usar a ferramenta DiSC.capa-relatorio-disc

Como funciona o DiSC? Questionário + Relatório de 23 páginas

Começa por responder a um questionário online com 28 perguntas e terá acesso a um relatório de 23 páginas com o seu perfil comportamental no trabalho que descreve as suas motivações, pontos fortes e potenciais comportamentos que adota e estão a limitar os seus resultados.

 

A popularidade e validade do DiSC

Todos os anos, mais de um milhão de pessoas em todo o mundo utilizam o modelo DiSC que poderá utilizar e que está no mercado há mais de 40 anos.

Este modelo DiSC em particular é suportado por fundamentos teóricos que garantem que nos revejamos na narrativa do seu relatório. Está validado para a população portuguesa e […]

Liderança em Portugal e os 5 comportamentos que desconectam os líderes das suas equipas

Num dos livros do Ken Blanchard, uma das referências mundiais na área da liderança, ele refere que

“Quando os líderes fazem uma diferença positiva,
 as pessoas agem como se fossem donos do negócio e 
trazem o seu cérebro para o trabalho”.

Todos nós já tivemos situações em que demos ou não demos o nosso melhor como consequência dos comportamentos de quem nos liderava.

Hoje falo-lhe de alguns comportamentos que os líderes falham em adotar e peço-lhe ajuda. Gostava de ter uma ideia mais clara sobre esta realidade em Portugal. Para isso peço-lhe que responda a um questionário (rápido, muito rápido já que uma das realidades em Portugal é a falta de tempo).

O impacto da liderança no negócio

A vitalidade de uma organização (sustentabilidade a longo prazo e rentabilidade) depende:

  • Indiretamente da liderança estratégica, ou seja, da visão, cultura e questões estratégicas;
  • Diretamente da paixão das equipas e da devoção dos clientes o que depende diretamente da liderança operacional, ou seja, das políticas e processos, do comportamento dos líderes e da perceção de imparcialidade e justiça.

O impacto dos comportamentos dos líderes é cada vez menos uma coisa que se sente (e até minimiza a importância) e cada vez mais algo cujo […]

Eventos e cursos para o primeiro trimestre de 2017

Duas estratégias para gerir expetativas

Há pequenas coisas que podemos fazer num determinado momento que, gerindo a pressa e ansiedade das pessoas que nos contactam, nos vão poupar tempo, interrupções e clarificações no futuro.

Gestão de expetativas no email

Há uma coisa muito simples que tenho observado que, se algumas pessoas com quem comunico fizessem, evitariam mais emails (meus) e telefonemas (meus)…e provavelmente de outras pessoas.

Já lhe aconteceu receber um email com uma pergunta e não poder responder logo porque não tem informação, não tomou uma decisão, precisa de feedback de alguém, precisa de fazer algo, etc.?

Por vezes sabemos que precisamos de responder a esse email e até quando o vamos fazer mas a pessoa que o enviou não adivinha se o lemos, se estamos a fazer algo e precisa de resposta. Como não tem resposta, vai voltar a enviar o email, vai telefonar, vai fazer o que está ao seu alcance para garantir que tem a resposta que precisa…e isso vai-nos fazer perder mais tempo.

Provavelmente essa pessoa deixaria de tentar obter resposta se soubesse que não está esquecido. Por isso, às vezes basta responder rapidamente ao email a dizer “respondo até ao fim da semana”, “deixe-me pensar sobre isto melhor”, “assim que tiver a informação […]

Seremos um país de profissionais sérios?

Excelente comida, serviço “profissional”

Nestas férias fui a um restaurante que me aconselharam pela qualidade da comida. A comida era excelente e a atitude dos empregados inspirou-me … a escrever um artigo sobre o que NÃO fazer.

Desde que entrei a atitude dos empregados foi correta: indicaram-me a mesa, alertaram-me para as mesas mais expostas ao ar condicionado, explicaram o menu. Fizeram-no sempre com um ar sério, muito direitos, sem mostrar um sorriso. Ao escrever este texto quase que escrevi profissional e aqui está o problema.

Sério não significa profissional

Sério, sisudo não significa profissional. Talvez esta ideia venha de expressões parvas como “muito riso, pouco siso”, “não lhes posso mostrar os dentes”.

Em particular em ambiente profissional, ainda há muita gente (em particular em Portugal) que acredita que mostrar uma fisionomia séria e uma atitude demasiado formal cria uma imagem de profissionalismo e confiança.

Ser sério não é ser profissional. Ser sério é ser mal disposto, antipático e de pouca confiança(!).

Sorrir ou não sorrir

Não sorrir torna-nos menos acessíveis, cria menos empatia e dificulta a comunicação. Tudo isto são características indesejáveis para quem precisa de interagir e convencer outros. E todos precisamos.

Além disso, sorrir reduz os níveis de stress, ansiedade e faz-nos sentir mais felizes. […]

Comunicação eficaz, gestão de conflitos e liderança

Muitos dos desafios que a maior parte de nós hoje enfrenta no seu trabalho não estão propriamente relacionados com desafios técnicos mas sim com pessoas.

A comunicação, a capacidade de interacção e criar compromisso, de gerir conflitos e liderar são competências tão essenciais hoje como saber usar um computador. 

Tal como usar um computador, todas estas competências se podem desenvolver. Com este objetivo, há já algum tempo que tenho vindo a trabalhar com a ferramenta DiSC com excelentes resultados, não só em treino individualizado/coaching, como também treinando grupos para:

  • Reconhecerem diferentes perfis de interlocutores e adaptarem, a sua comunicação de um modo mais eficaz;
  • Gerirem conflitos de um modo mais eficaz e aumentarem a sua influência;
  • Melhorarem a eficácia das equipas que lideram (ou onde estão integrados), reconhecendo barreiras ao desempenho, delegando de um modo mais eficaz e tirando partido dos pontos fortes de cada um, tornando-se melhores líderes;
  • Aumentarem o seu desempenho profissional, motivação, produtividade e bem-estar, melhorando várias vertentes da inteligência emocional.

Ultimamente não tenho realizado estes cursos em regime aberto mas vou fazê-lo agora em Novembro, em Lisboa e no Porto.

Se é um tema que lhe interessa e não tem capacidade de realizar este treino na sua […]