Eventos e cursos para o primeiro trimestre de 2017

Duas estratégias para gerir expetativas

Há pequenas coisas que podemos fazer num determinado momento que, gerindo a pressa e ansiedade das pessoas que nos contactam, nos vão poupar tempo, interrupções e clarificações no futuro.

Gestão de expetativas no email

Há uma coisa muito simples que tenho observado que, se algumas pessoas com quem comunico fizessem, evitariam mais emails (meus) e telefonemas (meus)…e provavelmente de outras pessoas.

Já lhe aconteceu receber um email com uma pergunta e não poder responder logo porque não tem informação, não tomou uma decisão, precisa de feedback de alguém, precisa de fazer algo, etc.?

Por vezes sabemos que precisamos de responder a esse email e até quando o vamos fazer mas a pessoa que o enviou não adivinha se o lemos, se estamos a fazer algo e precisa de resposta. Como não tem resposta, vai voltar a enviar o email, vai telefonar, vai fazer o que está ao seu alcance para garantir que tem a resposta que precisa…e isso vai-nos fazer perder mais tempo.

Provavelmente essa pessoa deixaria de tentar obter resposta se soubesse que não está esquecido. Por isso, às vezes basta responder rapidamente ao email a dizer “respondo até ao fim da semana”, “deixe-me pensar sobre isto melhor”, “assim que tiver a informação […]

Seremos um país de profissionais sérios?

Excelente comida, serviço “profissional”

Nestas férias fui a um restaurante que me aconselharam pela qualidade da comida. A comida era excelente e a atitude dos empregados inspirou-me … a escrever um artigo sobre o que NÃO fazer.

Desde que entrei a atitude dos empregados foi correta: indicaram-me a mesa, alertaram-me para as mesas mais expostas ao ar condicionado, explicaram o menu. Fizeram-no sempre com um ar sério, muito direitos, sem mostrar um sorriso. Ao escrever este texto quase que escrevi profissional e aqui está o problema.

Sério não significa profissional

Sério, sisudo não significa profissional. Talvez esta ideia venha de expressões parvas como “muito riso, pouco siso”, “não lhes posso mostrar os dentes”.

Em particular em ambiente profissional, ainda há muita gente (em particular em Portugal) que acredita que mostrar uma fisionomia séria e uma atitude demasiado formal cria uma imagem de profissionalismo e confiança.

Ser sério não é ser profissional. Ser sério é ser mal disposto, antipático e de pouca confiança(!).

Sorrir ou não sorrir

Não sorrir torna-nos menos acessíveis, cria menos empatia e dificulta a comunicação. Tudo isto são características indesejáveis para quem precisa de interagir e convencer outros. E todos precisamos.

Além disso, sorrir reduz os níveis de stress, ansiedade e faz-nos sentir mais felizes. […]

Comunicação eficaz, gestão de conflitos e liderança

Muitos dos desafios que a maior parte de nós hoje enfrenta no seu trabalho não estão propriamente relacionados com desafios técnicos mas sim com pessoas.

A comunicação, a capacidade de interacção e criar compromisso, de gerir conflitos e liderar são competências tão essenciais hoje como saber usar um computador. 

Tal como usar um computador, todas estas competências se podem desenvolver. Com este objetivo, há já algum tempo que tenho vindo a trabalhar com a ferramenta DiSC com excelentes resultados, não só em treino individualizado/coaching, como também treinando grupos para:

  • Reconhecerem diferentes perfis de interlocutores e adaptarem, a sua comunicação de um modo mais eficaz;
  • Gerirem conflitos de um modo mais eficaz e aumentarem a sua influência;
  • Melhorarem a eficácia das equipas que lideram (ou onde estão integrados), reconhecendo barreiras ao desempenho, delegando de um modo mais eficaz e tirando partido dos pontos fortes de cada um, tornando-se melhores líderes;
  • Aumentarem o seu desempenho profissional, motivação, produtividade e bem-estar, melhorando várias vertentes da inteligência emocional.

Ultimamente não tenho realizado estes cursos em regime aberto mas vou fazê-lo agora em Novembro, em Lisboa e no Porto.

Se é um tema que lhe interessa e não tem capacidade de realizar este treino na sua […]

O demónio que se alimentava de raiva

Há muitos e muitos anos, num reino muito distante, um demónio entrou num palácio enquanto o rei estava fora. O demónio era muito feio, cheirava mal e dizia coisas horríveis. Como os guardas estavam aterrorizados, o demónio conseguiu chegar à sala do trono e sentar-se no trono! Vendo o demónio ali, os guardas decidiram fazer algo e começaram a gritar com ele “Sai daí! Tu não pertences aí, se não saíres já… vamos atacar-te com as nossas espadas!”.

À medida que estas ameaças eram feitas, o demónio crescia, a sua cara ficava mais feia, começava a cheirar pior e a sua linguagem passava a ser ainda mais obscena.

As espadas foram agitadas no ar, os punhais mostrados e mais ameaças foram feitas. A cada palavra zangada, a cada gesto irritado, a cada pensamento com raiva, o demónio crescia mais e mais, tornava-se cada vez mais medonho.

O confronto manteve-se até o rei chegar. Quando o rei voltou, viu o demónio gigantesco no seu trono. Nunca tinha visto nada tão repulsivo.

Mas o rei era sábio. Ele sabia o que fazer.

Então, o rei disse ao demónio calorosamente “Bem-vindo ao meu palácio! Já alguém lhe deu algo para comer ou beber?”. A este pequeno gesto […]

14 comportamentos que demonstram profissionalismo e respeito na comunicação por email

Todos nós projetamos uma imagem quando comunicamos e os outros formam uma opinião sobre nós, a nossa competência e profissionalismo com base nas coisas que dizemos e como dizemos. Quando comunicamos por email isso também acontece, com o agravamento de que como não temos a pessoa à nossa frente não conseguimos avaliar a impressão que estamos a causar e esclarecer algum mal entendido.

Vou partilhar algumas boas práticas da comunicação por email que demonstram profissionalismo e respeito. Como sabemos não é só o que diz mas também como diz, ou seja, como usa o email para comunicar.

1. Seja claro e sucinto: hoje em dia recebemos tantos emails que é sempre bem vindo um email ser fácil de ler, estar bem estruturado, de preferência por pontos e ter um assunto que claramente nos dê indicação do que é pretendido ainda antes de o abrirmos.

2. Antes de enviar um email corra o corretor ortográfico: erros ortográficos denotam pouca atenção e formação. É o equivalente a linguagem pouco cuidada e más conjugações na comunicação oral. É essa a imagem que pretende passar?

3. Use corretamente os campos Para, CC e BCC

No campo Para devem estar os contactos das pessoas que devem agir/responder ao seu […]

O coelho que gostava de espinafres

Era uma vez um coelho que adorava espinafres. Todos lhe davam cenouras porque toda a gente sabe que os coelhos adoram cenouras. Mas este era diferente: gostava mesmo era de espinafres e só os tinha comido uma vez na vida. Olhava para as cenouras com um ar desapontado e enfado, eram cor-de-laranja, duras…e o que ele queria mesmo era espinafres que ninguém lhe dava!

Um dia conheceu uma tartaruga. A tartaruga já tinha muitos e muitos anos. Tinha viajado, devagarinho, muito devagarinho mas já conhecia muito do mundo, das pessoas e dos animais.

O coelho contou-lhe da sua tristeza. A tartaruga refletiu por uns instantes e perguntou-lhe “Já disseste a quem te dá cenouras que não gostas? Já lhes disseste que gostas mais de espinafres? Não deve ser assim tão difícil trocarem…”.

O coelho fitou-a com um ar surpreso e impaciente “Não, não vale a pena, não me ouvem”.

“Já lhes perguntaste?”, disse a tartaruga. O coelho acenou que não.

A tartaruga divertida perguntou-lhe “Então, como sabes que não te ouvem se nunca experimentaste perguntar?”

O coelho cada vez mais impaciente respondeu “Não ouvem, não querem saber e isso é muito complicado… íam lá agora arranjar espinafres em vez de cenouras, sempre me deram cenouras”.

A […]

Porque as palavras contam: a importância e como exprimir-se corretamente

Até uma determinada altura da minha vida, tinha a sensação que estava a perder a capacidade de me exprimir corretamente em Português e de me lembrar das palavras certas para comunicar o que desejava. Ou pior, só me lembrava da palavra em Inglês! Já lhe aconteceu?

Tenho a teoria que isto acontece a muita gente principalmente porque cada vez falamos mais em inglês e reduzimos a leitura de livros em bom português. Tenho observado que ler livros de bons autores em português é uma das principais estratégias para termos um vocabulário rico e uma boa capacidade de comunicação.

Como é que nos afastamos da leitura da boa escrita e perdemos vocabulário e capacidade de articulação?

  • Quando estamos na faculdade começamos a ter menos tempo para ler e a restringirmos a leitura a livros técnicos em inglês.
  • Mesmo quando lemos em português, muitos leem livros com a intenção de aprender alguma coisa. Muitas vezes são traduções, nem sempre boas, ou de autores que são especialistas no tema mas não especialistas no uso da língua e por isso o cuidado e a riqueza com o uso da língua não é o seu maior foco.
  • Algumas pessoas trabalham em ambientes internacionais onde a comunicação é feita em inglês. Não […]

A importância da comunicação não-verbal e como é que o estudo de Mehrabian tem vindo a ser mal interpretado

Não podemos negar que, quando comunicamos, a linguagem não-verbal (por exemplo as nossas expressões faciais, o modo como usamos o nosso corpo, o ritmo e tom da nossa voz) tem um impacto muito maior do que a generalidade das pessoas pensa e que, principalmente os perfis mais lógicos, tendem a descurar esta realidade.

Se tem assistido a programas ou seminários sobre comunicação, é provável que já tenha tido contacto com o famoso estudo de Mehrabian e a regra dos 7%-38%-55%. Neste artigo partilho como é que este estudo tem vindo a ser mal interpretado e algumas pistas sobre a importância da comunicação não verbal.

O estudo de Mehrabian: a regra dos 7%-38%-55%

No fim dos anos 60, Mehrabian e colegas fizeram um estudo de que resultou o conhecido gráfico da importância relativa das várias componentes da comunicação. Este estudo levou à generalização de que as palavras que usamos têm um peso de 7% na comunicação, o tom de voz (velocidade, tom, volume) tem um peso de 38% e a linguagem corporal (o modo como nos movemos, as nossas expressões faciais) tem um peso de 55%.

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Porque é que o estudo de Mehrabian é um […]

Porque não somos marionetas: novos pontos de vista para quem gosta de coisas simples e que funcionam

Hoje partilho uma ferramenta comportamental que me está a deixar muito entusiasmada já que nos permite olhar para vários tipos de situações de outro modo e encontrar novas soluções. Permite trabalhar áreas como melhorar o nosso desempenho individual e dentro de uma equipa, motivação, comunicação, gestão de conflitos, liderança e vendas. Gosto da ideia de que não somos marionetas e que quando queremos podemos fazer algo para mudar os nossos resultados. Esta ferramenta ajuda-nos a fazer isso.

Esta ferramenta comportamental chama-se DiSC. Neste artigo vou contar-lhe como o DiSC me ajudou há muitos anos e como o DiSC o pode ajudar agora. Aproveite a campanha de lançamento durante Fevereiro e Março!

O meu primeiro contacto com o DiSC

O DiSC é uma ferramenta de desenvolvimento comportamental que descreve os nossos comportamentos em 4 dimensões: Dominância, Influência, eStabilidade Conscienciosidade.objetivo-lua-disc-relatorio

Tive contacto com o DiSC já há alguns anos quando pela primeira vez preenchi o questionário DiSC que consiste num conjunto de perguntas de escolha múltipla sobre os comportamentos que temos com mais frequência.

Lembro-me de ter observado que o relatório que resultou das minhas respostas fazia todo o sentido. Sinto sempre algum desconforto quando me tentam colocar numa “caixinha” de […]