7 perguntas para ajudar a resolver conflitos e problemas de comunicação

O modo como nos relacionamos com os outros é a causa de parte dos desafios com que lidamos no dia-a-dia. Curiosamente algum do nosso comportamento parte da alucinação de que sabemos o que os outros estão a pensar, quais são as suas intenções e o que quiseram dizer com a sua comunicação.

Partimos do pressuposto que os outros operam segundo as mesmas regras e valores que nós. Acho sempre divertida e formativa a teoria do livro “Os homens são de Marte, as mulheres de Vénus” em que o autor explica que quando uma mulher está a desabafar espera essencialmente ser ouvida. Quando um homem desabafa espera que o ajudem a encontrar soluções. Por isso, quando uma mulher desabafa com um homem, ele faz o que gostaria que lhe fizessem: propõe soluções para resolver o problema…”tu só tens que fazer assim…”. Ela por outro lado não tem essa regra, sente que ele não a entende e desespera respondendo com o “tu nunca me ouves!”.

Neste artigo partilho um conjunto de questões propostas pelo Tony Robbins que acho muito úteis para apoiar a autorreflexão em situações de conflito ou problemas de relação. Estas questões ajudam a examinar a realidade e encontrar novos pontos […]

O que os clientes querem (parte I)

Este artigo e o seguinte é especialmente relevante para quem fornece soluções individualizadas a cada cliente: engenheiros, arquitetos, consultores, formadores, etc. cuja missão é produzirem uma solução que ajude os seus clientes a resolverem problemas. Ser capaz de fazer um levantamento de necessidades e requisitos no início é fundamental para reduzir custos e aumentar a satisfação do cliente.

Porque é importante identificar claramente as necessidades e especificar o que é esperado?

A resposta resumida: clientes satisfeitos e redução de custos.

Na área do desenvolvimento de software leva-se muito a sério o levantamento de necessidades do cliente e a especificação de requisitos, do que é para fazer. Nem todos os profissionais de outras áreas fazem um trabalho tão exaustivo nesta fase o que muitas vezes leva a trabalho extra em fases posteriores do ciclo de vida do projeto ou insatisfação do cliente.

Corrigir um erro ou má interpretação à medida que o projeto avança custa muito mais do que fazê-lo no início já que houve pouco tempo e recursos investidos. Por isso, investir mais tempo na fase inicial para saber exatamente quais são as necessidades do cliente terá um grande retorno.

Imagine que se encontra um problema ou que se identificou mal uma necessidade logo […]

Como o feedback pode melhorar a performance das crianças e das equipas

Seja como pai ou como líder dar feedback específico é essencial para o desenvolvimento, aprendizagem, motivação e perseverança das crianças ou das equipas. Mark Prensky (escritor e palestrante na área da aprendizagem e educação) refere que um dos motivos que as crianças ficam viciadas em jogos é devido ao fluxo constante de feedback que essa atividade lhes dá pois em cada nível aprendem o que funciona e não funciona e usam isso para avançar no jogo. Imagine conseguir promover este nível de entusiasmo e dedicação noutros campos… Partilho neste artigo algumas dicas sobre como dar feedback e um vídeo muito representativo dos resultados do feedback específico.

Provoco-o também a usar a palavra feedforward em vez de feedback já que na prática a nossa intenção é mudar o comportamento futuro.

Seja específico e ligue o feedforward à observação de factos: Quando dizemos “isso não está bem” não estamos a ajudar a pessoa a melhorar. Quando dizemos “bom trabalho” não estamos a reforçar o comportamento específico que nos agradou. Referir os factos que observamos em vez de uma observação abstrata parece menos arbitrário e aumenta a probabilidade de que a pessoa o considere e faça algo para melhorar. Alguns exemplos:

Precisas de melhorar a […]

Será que sabe escrever emails efetivos?

Muita gente acha que sim mas talvez nunca tenham pensado muito nisso. 

Quando escrevemos um email temos em geral uma de duas intenções: (1) levar a pessoa a quem escrevemos a fazer alguma coisa ou (2) informá-la de algo (para que provavelmente no futuro venha a fazer alguma coisa com essa informação).

Por vezes não temos a resposta que queremos, as pessoas não respondem ao que perguntamos, demoram a responder se é que respondem. Isso só nos traz trabalho porque teremos que perder mais tempo ou esclarecer mal entendidos.

Como melhorar a nossa comunicação para reduzirmos estes efeitos? Fazer tudo o que está ao nosso alcance para facilitar a compreensão de quem vai receber o email.

Propósito: antes de começar a escrever, identifique claramente qual é o propósito desse email. O que pretende? Até pode escrever o propósito para começar e depois completar.

Use o assunto para captar a atenção e explicar o propósito: Escreva logo no assunto do email qual é o propósito do email. Seja o mais explícito possível. Não faz sentido colocar só o nome do projeto, ou “urgente”.

Não responda a emails anteriores para falar de assuntos diferentes. Se quiser mesmo fazê-lo para poupar tempo a incluir […]

Conta-me histórias…

As nossas histórias

É fácil contarmos histórias de porque é que uma coisa não funciona, porque é que é difícil, porque é que os outros não ajudam, porque é que não temos tempo, porque é que não é como gostaríamos que fosse. Normalmente somos muito bons a criar estas histórias. Enquanto contamos histórias criamos e reforçamos os argumentos para nos convencer que realmente não há solução e não há nada que possamos fazer.

Há uma grande probabilidade de ao ler isto pensar “sim, sim, há muita gente assim mas eu não!”… mais uma história?

As histórias dos outros

Por outro lado, quando outros nos contam as histórias deles, muitas vezes conseguimos dar a volta essas histórias, encontrar outros finais, outros caminhos. Há quem lhe chame conselhos, bitaites, palpites. Reescrever as histórias dos outros é muito mais fácil do que reescrever a nossa provavelmente porque nessas só temos o papel de guionista e os atores serão outros.

Qual será a história para hoje?

Enquanto contamos ou pensamos nas nossas histórias estamos a perder tempo, nada vai mudar e ainda corremos o risco de nos sentirmos impotentes ou desanimados. Quando começar a contar histórias, lembre-se de ser criativo e experimentar contar uma história diferente. Parta do pressuposto […]

O que é a PNL e porque é que anda tanta gente a falar nisto?

Há uns tempos atrás não sabia o que era a Programação Neuro-Linguística (PNL) e quando comecei a estudar este assunto não tinha ideia de como algumas ferramentas tão simples poderiam transformar o modo como olhamos para o mundo, nos comportamos e comunicamos para atingirmos melhores resultados em várias dimensões da nossa vida. As ferramentas da PNL podem melhorar por exemplo o modo como nos relacionamos, como lidamos com as nossas emoções, como comunicamos, como criamos hábitos e alteramos comportamentos ou como podemos melhorar os nossos resultados profissionais.

A proposta da PNL é estudar a mente e como pensamos (neuro), como comunicamos connosco e com os outros e o impacto que isso tem (linguística) e como é que podemos trabalhar os nossos pensamentos, comunicação e comportamentos (programação) para nos sentirmos como desejamos e realizarmos o que queremos.

Tenho vindo a estudar e praticar PNL há alguns anos e encontrei aqui uma abordagem estruturada para lidar com os desafios nem sempre estruturados da nossa vida. Como coach, recorro a estas ferramentas com frequência.

Mas afinal do que se trata?

Imagine que vivemos dentro de uma caixa e vemos, ouvimos e sentimos o mundo através dessa caixa. Aquilo que nos chega será uma representação da […]

Sorria porque hoje é segunda-feira

Na segunda-feira da semana passada fui cedo à piscina. No caminho encontrei um menino que devia ter 6 ou 7 anos com um andar saltitante e um ar sorridente e entusiasmado. À frente ia uma senhora, talvez a mãe, com um ar menos bem-disposto.

Às vezes tenho a sensação que é socialmente inaceitável estar bem-disposto à segunda-feira. No facebook, na rádio, nas conversas observo as pessoas a queixarem-se, a desejarem pela sexta e a pedir que os outros confirmem que também se sentem assim. À sexta, no facebook, na rádio e nas conversas está toda a gente feliz: “sorria porque hoje é sexta-feira!”. É como se a vida só valesse a pena 30% da semana e mesmo esses 30% por vezes também não são assim tão bons. Conheço gente que ao Domingo já está “doente” porque no dia seguinte é segunda. Parece-me um desperdício de vida.

Claro que assim, semana após semana, também vamos ensinando aos meninos sorridentes e entusiasmados que não parece bem estar bem disposto às segundas. Proponho por isso um “sorria, porque hoje é segunda-feira”.

Há um tempo aprendi que podemos fazer duas coisas quando uma situação não nos agrada: mudar a situação ou o modo como nos sentimos […]

A escolha as palavras para ter mais energia

Aproveite o regresso de férias e o retomar das rotinas para criar esta nova rotina na sua vida!

As palavras que escolhemos têm um impacto profundo no modo como nos sentimos, principalmente aquelas que a nossa vozinha interna escolhe dizer-nos. Uma das expressões que nos limita recursos como a energia é o “tenho que/de”. Quando verbalizamos um “tenho que fazer isto” é como se essa coisa ganhasse o peso extra da obrigação, da impossibilidade de fugirmos disso. O curioso é que muitas vezes até são coisas que queremos e gostamos de fazer.

Proponho que esteja atento aos seus “tenho que/de” e os substitua por “quero…” ou “vou”. Experimente agora! Escolha uma coisa que vai fazer hoje. Feche os olhos e diga “eu hoje tenho de…” e depois “eu hoje quero …”. Qual foi a diferença?

Outra expressão muito comum é começar o dia com um “tenho tanta coisa para fazer hoje”. Para esta situação tenho mais uma sugestão: experimente dizer “há tanta coisa para fazer hoje”. A mim isto faz-me sentir como se um mundo de oportunidades entusiasmantes se abrissem e a escolha estivesse nas minhas mãos.

Uma estratégia simples para criar empatia e melhorar a comunicação

Uma das raízes dos problemas de comunicação e da incapacidade para criar uma relação de empatia é que muitas vezes não ouvimos os outros para os entender mas sim para responder logo de seguida, em geral para falarmos de nós e das nossas opiniões.

Tenho observado isto ultimamente em várias interações. A mais caricata foi a interação de duas velhotas que não se viam há muito tempo. Uma perguntava à outra quantos filhos tinha e quase sem ouvir a resposta começava a falar dos próprios filhos. Depois passou aos bisnetos e, depois de saber quantos a outra tinha, falava dos seus. Seguiu-se o tema do que cada um conseguiu na vida. A resposta da outra servia como base para ela falar dela mesma e mostrar “o quão mais rica era” (estou a citar). Foi uma conversa de surdos muito divertida de observar já que a outra também queria contar as suas histórias.

Quantas vezes nem ouvimos bem o que os outros nos dizem porque já estamos ligados a qualquer coisa que isso nos fez lembrar, da história que vivemos, da nossa opinião e estamos só à espera que o outro acabe de falar para contar a nossa parte. Neste processo perdemos […]

Três dicas para pais e professores que querem influenciar positivamente

Pais e professores têm intenções muito positivas quando comunicam com os seus filhos ou alunos. Querem mesmo que eles ultrapassem os seus limites e sejam cada vez melhores. No entanto, por vezes, a forma como usam a linguagem pode ter o efeito contrário. Neste artigo partilho três formas mais eficazes influenciar através do modo como comunica. Obviamente tudo isto é válido noutros contextos de comunicação, inclusive na comunicação connosco próprios.