Pergunta-se o líder: “a minha equipa é competente?”

Progressão “natural”

Trabalho bastante com engenheiros e tenho visto esta história repetir-se vezes sem conta.

Tipicamente no início de carreira, a maior parte dos engenheiros assume funções técnicas. Com a experiência, ficam a saber cada vez mais da sua área, antecipam riscos, resolvem problemas de forma autónoma. Tornam-se especialistas. À medida que se vão especializando nessas funções, a evolução “natural” é começarem a liderar pequenas equipas e a assumirem cada vez mais funções de gestão.

Muitos têm dificuldade nesta transição porque deixam de realizar funções em que se sentem completamente confortáveis e gostam do que fazem para assumirem funções em que não conseguem obter o desempenho que estão habituados já que passam a depender mais da sua capacidade de lidar com pessoas. E às vezes têm tanta dificuldade em lidar com esta transição que continuam a querer fazer o trabalho técnico pelas pessoas que o deviam estar a fazer ou envolvem-se de tal maneira nos detalhes que não têm tempo para as novas funções.

Repare que esta história não é exclusiva dos engenheiros e passa-se noutras áreas.

Um dos maiores desafios desta transição são as expetativas que os seus líderes destas pessoas têm do seu desempenho nas novas funções e no modo como agem. […]

3 coisas que aprendi com as máquinas

Interagimos com máquinas a toda a hora: os computadores, os telemóveis, os carros, os eletrodomésticos, etc.

E as máquinas podem dar-nos lições. 🙂 Três. São três as lições.

Desliga e volta a ligar

TODA A GENTE SABE que a primeira coisa a fazer quando uma máquina não funciona é desligar e voltar a ligar. Ninguém se atreve a pedir, por exemplo, suporte informático sem ter feito isto antes.

Com as pessoas é o mesmo. Às vezes precisamos de um reset.

Pode ser um grande reset (como desligar de tudo e passar uns dias fora) ou um pequeno reset (como fechar os olhos e fazer umas quantas respirações profundas). Aprenda a fazer reset treinando a mente (inscreva-se aqui neste curso online para aprender a fazer reset).

Fazer manutenção e usar combustível adequado

As máquinas precisam de manutenção. Por exemplo, se não colocar ar nos pneus vai começar a gastar mais gasolina e até os pode estragar.

Cada um sabe quais são as coisas que ajudam a manter-se a funcionar no nível ótimo de energia e satisfação.  Para muita gente é por exemplo dormir, praticar exercício, comer alimentos que lhe tragam energia.

Manter o software atualizado

Algumas máquinas, em particular os computadores, por vezes precisam de ser atualizadas para corrigirem bugs ou […]

Essa história da liderança é uma treta…

Um “rico líder”…

Há dias numa conversa com o responsável de uma microempresa, ele dizia-me qualquer coisa como: “Um bom líder tem que se fazer respeitar, ser duro e mandar para que se faça! Porque as pessoas são preguiçosas e não pensam. Preciso de estar sempre em cima e chamar a atenção e da imagem que estão a passar para os clientes! Isto é que é liderar…não é conversas e dar-lhes liberdade. Isto é o que funciona…há tanta gente com negócios e ricos que fazem assim.”

Pois há.

E será que há outras estratégias de liderança com melhores resultados nos seus negócios?

E será que se adotassem outras estratégias de liderança, iam-se preocupar menos, ser mais dispensáveis e terem mais tempo para por exemplo fazer o seu negócio crescer ou mais tempo livre na sua vida pessoal?

Será?

Quer contratar esta pessoa?

Mais ou menos na mesma altura falei com uma pessoa que já conheço há muito tempo e em quem sempre reconheci um alto nível de competência, autonomia, empenho, motivação e entusiasmo naquilo que faz. Se é responsável por uma equipa na sua empresa, já está a pensar que gostaria de ter esta pessoa na sua equipa, certo?

Se calhar tem uma oportunidade!

Encontrei esta pessoa sem […]

Liderança em Portugal

Há umas semanas lancei um questionário para recolher informação sobre os comportamentos dos líderes em Portugal.

Queria verificar se a realidade de outros países, em que os líderes têm dificuldade em adotar uma série de comportamentos, também se verificava cá.

Resposta curta: sim, em Portugal verifica-se a mesma realidade de outros países.

Parti de métricas internacionais que indicavam que os 5 comportamentos que os líderes têm mais dificuldade em adotar para se conectarem com as equipas e alavancarem o seu potencial são, por ordem de dificuldade:

  • falham em dar feedback (reconhecimento e redirecionar para um melhor desempenho);
  • falham em ouvir e envolver;
  • falham em usar o estilo de liderança certo (demasiada ou pouca supervisão);
  • falham em definir objetivos claros;
  • falham no desenvolvimento de outros.

Os respondentes ao questionário responderam à questão “como que frequência, quando liderado, os seus líderes adotam cada um destes comportamentos?”.

As respostas reforçam que em Portugal também existem estas dificuldades embora com um peso diferente.

O comportamento “desenvolver os outros” é o comportamento que as respostas revelaram ser menos frequente em Portugal ao contrário das respostas internacionais que indicavam que, dos 5 comportamentos indicados, era o que os líderes tinham menos dificuldade em adotar.

Destaca-se que o comportamento “ouvir e envolver” é, […]

Uma competência “fofinha” que só os melhores têm e que se treina

Venho de um meio onde sempre se valorizou a inteligência lógica. Onde a inteligência emocional é considerada uma coisa meio “esotérica”, uma competência “fofinha” (soft-skills…).

Só que, a partir do momento em que alguém domina as competências técnicas desenvolvidas com a sua inteligência lógica, o que faz realmente diferença nos resultados (e até felicidade…outra coisa meia “esotérica”) é a inteligência emocional.

Hoje vou falar um pouco sobre o que é a inteligência emocional e deixar-lhe um convite para a treinar.

O que é a Inteligência Emocional?

Uma das definições de inteligência emocional é a capacidade para monitorizar as nossas emoções e as dos outros, compreendê-las e usar esta informação para nos guiar os pensamentos e ações.

A boa notícia, segundo Daniel Goleman, é que a inteligência emocional não é inata e pode ser aprendida, ou seja, podemos escolher aprender e praticá-la.

Mas na prática, como é que a inteligência emocional se manifesta?

Segundo Daniel Goleman através de:

  1. Autoconsciência: conhecimento dos nossos estados internos, preferências, recursos e intuições;
  2. Autogestão: com base no conhecimento que a autoconsciência nos traz, somos capazes de gerir os estados internos, impulsos e recursos;
  3. Motivação: tendências emocionais que nos guiam ou facilitam atingir objetivos;
  4. Empatia: termos consciência das emoções, necessidades e receios dos […]

Como criar confiança nos seus clientes

Se as pessoas gostam de si elas o escutarão mas se confiarem em si farão negócios consigo.

Zig Ziglar

Quem trabalha na área comercial reconhece a importância de criar uma relação de confiança com os seus clientes. Para isso é essencial entregar um produto/serviço que traga valor mas também ser capaz de potenciar uma relação de empatia com os clientes.

Todos temos noção de que é mais fácil criar empatia, confiança e influenciar algumas pessoas do que outras. Pode até haver clientes que evita ou procrastina o contacto.

Muitas vezes essa dificuldade está relacionada com diferenças de personalidade, atitude e das coisas que valorizamos e que se refletem no modo como se abordam os clientes e que tipo de argumentos usamos.

As nossas preferências individuais levam-nos a agir e comunicar de um determinado modo e por vezes esse modo pode ser contraproducente.

Há dois tipos de informação que nos podem ajudar neste caminho:

  1. Reconhecer as nossas preferências comportamentais e de comunicação, quais os nossos pontos fortes e como é que algumas dessas preferências, em determinados contextos nos limitam
  2. Reconhecer as preferências comportamentais dos nossos interlocutores e adaptarmos os nossos comportamentos e estratégias de comunicação de modo a “falarmos” a […]

Como alterar os “rótulos” que nos são colocados ao longo do percurso profissional numa empresa de forma a inverter a imagem negativa que os outros têm de nós

Respondendo a uma das perguntas que me fizeram para o blog no âmbito da iniciativa ASKME (deixe-me perguntas para inspirar artigos no blog), vou hoje dar algumas dicas para ajudar a alterar os “rótulos” que nos são colocados ao longo do percurso profissional numa empresa de forma a inverter a imagem negativa que os outros têm de nós.

São necessários 20 anos para construir uma reputação e apenas cinco minutos para destruí-la.

Warren Buffett

Quais são os rótulos? Alucinações ou reais?

Em primeiro lugar, é importante perceber que “rótulos” são esses e distinguir os reais das alucinações.

Uma coisa é aquilo que achamos que os outros pensam de nós (que pode tanto ser verdade como também pode ser uma alucinação) e outra coisa é a impressão que os outros têm e que até já nos deram feedback.

Vou dar-lhe um exemplo de alucinação: uma pessoa acha que o chefe não o acha competente ou de confiança já que o chefe não lhe dá projetos de maior responsabilidade ou não partilha informação. O facto de o chefe não lhe dar projetos de maior responsabilidade ou não partilhar informação não significa necessariamente que não o ache competente ou de confiança. Tantas outras […]

Cursos para o segundo trimestre de 2017

Pacote especial DiSC: os 4 estilos do comercial eficaz

Se trabalha na área comercial, gostaria de ter mais facilidade em interagir com alguns dos seus clientes e consequentemente ter diferentes resultados? Por vezes, a nossa abordagem não é a mais eficaz tendo em conta o perfil da pessoa com quem estamos a lidar.

Durante Abril vou oferecer um pacote especial para o ajudar a adaptar-se aos estilos dos seus clientes e adotar estratégias de  comunicação mais eficazes para conseguir criar relações que potenciem os seus resultados.

Para isso vamos usar a ferramenta DiSC.capa-relatorio-disc

Como funciona o DiSC? Questionário + Relatório de 23 páginas

Começa por responder a um questionário online com 28 perguntas e terá acesso a um relatório de 23 páginas com o seu perfil comportamental no trabalho que descreve as suas motivações, pontos fortes e potenciais comportamentos que adota e estão a limitar os seus resultados.

 

A popularidade e validade do DiSC

Todos os anos, mais de um milhão de pessoas em todo o mundo utilizam o modelo DiSC que poderá utilizar e que está no mercado há mais de 40 anos.

Este modelo DiSC em particular é suportado por fundamentos teóricos que garantem que nos revejamos na narrativa do seu relatório. Está validado para a população portuguesa e […]

Liderança em Portugal e os 5 comportamentos que desconectam os líderes das suas equipas

Num dos livros do Ken Blanchard, uma das referências mundiais na área da liderança, ele refere que

“Quando os líderes fazem uma diferença positiva,
 as pessoas agem como se fossem donos do negócio e 
trazem o seu cérebro para o trabalho”.

Todos nós já tivemos situações em que demos ou não demos o nosso melhor como consequência dos comportamentos de quem nos liderava.

Hoje falo-lhe de alguns comportamentos que os líderes falham em adotar e peço-lhe ajuda. Gostava de ter uma ideia mais clara sobre esta realidade em Portugal. Para isso peço-lhe que responda a um questionário (rápido, muito rápido já que uma das realidades em Portugal é a falta de tempo).

O impacto da liderança no negócio

A vitalidade de uma organização (sustentabilidade a longo prazo e rentabilidade) depende:

  • Indiretamente da liderança estratégica, ou seja, da visão, cultura e questões estratégicas;
  • Diretamente da paixão das equipas e da devoção dos clientes o que depende diretamente da liderança operacional, ou seja, das políticas e processos, do comportamento dos líderes e da perceção de imparcialidade e justiça.

O impacto dos comportamentos dos líderes é cada vez menos uma coisa que se sente (e até minimiza a importância) e cada vez mais algo cujo […]