4 lições que me ajudam a manter a rotina da pratica de exercício

Acho sempre divertido escrever sobre a prática de exercício já que o evitei durante grande parte da minha vida. Transpirar? Que horror! Mexer-me? Não! Muitos “traumas” nas aulas de educação física cujo mérito foi “deseducar” e reforçar a falta de apetência que nessa altura já demonstrava.

Lembro-me da primeira sessão de ginásio que fiz há uns anos ter dito ao professor “eu não sei correr, eu não gosto de fazer exercício”. Que bom enquadramento logo para começar!

Com o tempo fui descobrindo que gostava de praticar exercício e, olhando para trás, hoje reconheço algumas coisas que me ajudaram.

Se está a viver a história que eu vivi há alguns anos, talvez estas ideias o ajudem. Vou partilhá-las hoje já que sei que há muita gente que tem como resolução de ano novo começar a praticar exercício.

1. Tomei a decisão de que isso era importante

Acho que este foi o passo fundamental no meu caso. Em particular no início de 2016, quando fiz o balanço do ano que passou, notei que andava a “arrastar” o objetivo de me sentir mais em forma há vários anos.

Era verdade que tinha começado a praticar exercício com mais frequência e visto resultados mas ainda não eram os que […]

O que nos faz sentir bem em relação ao nosso trabalho?

Fala-se muito hoje em dia de motivação, em particular no ambiente empresarial, já que esta tem impacto direto nos resultados. A nível individual, a motivação tem mais impacto no sucesso de uma carreira do que inteligência, capacidade ou salário.

É um tema a que retorno com frequência, apresentado novas perspetivas, histórias, estudos com a intenção de ajudar líderes e indivíduos (sim, porque cada um é responsável pela gestão da sua motivação) a aumentarem a motivação.

Hoje trago uma Ted Talk do economista Dan Ariely (aconselho vivamente a que procure as outras Ted Talks e os seus livros se o tema das ciências comportamentais lhe interessa).

Nesta Ted Talk, intitulada “o que nos faz sentir bem em relação ao nosso trabalho?”, Dan Ariely fala-nos do impacto do sentido de propósito na motivação, em particular a nossa perceção do que o que fazemos é (1) importante/serve para alguma coisa ou que, pelo menos, (2) é reconhecido. É impressionante o impacto até nas situações simples que ele construiu para realizar as suas experiências.

Só que nem sempre conseguimos encontrar esse sentido de propósito maior naquilo que fazemos e não podemos mudar o que fazemos. Nesse caso, uma solução é mudar o modo […]

Para um dia especial…

Há uns tempos vi uma frase no Facebook no mural de uma amiga, daquelas frases mastigadas com base na análise do perfil, que dizia “Não guarde nada para uma ocasião especial. Ocasião especial é cada dia que se vive.”

Guardei a frase, para escrever no blog, numa ocasião especial. 🙂 Como ocasião especial devem ser todos os dias, é hoje!

Ando há uns tempos a aplicar este lema no uso de objetos domésticos. Para quê guardar as chávenas “boas” só para quando há visitas? Para quê guardar as toalhas melhores e todas as outras coisas para os dias especiais? À custa disso tenho a maior parte das toalhas com nódoas (embora estas tenham sido feitas nos dias “especiais”) mas é tão bom ter uma mesa mais bonita…todos os dias!

Todos fazemos isto, com coisas diferentes, é certo.

Uns com objetos, outros com palavras, outros com comportamentos.

Deixe de guardar objetos, palavras e comportamentos.

Use até gastar…ou será que não se gasta?

Surpreenda-se. Surpreenda os outros.

Mime-se. Mime os outros.

Escolha agora, um objeto, uma palavra, um comportamento e use-o…porque hoje é um dia especial. 🙂

Como tirar partido da pressão social para irmos na “manada certa”

Hoje quero partilhar uma experiência que vi há pouco tempo e que me impressionou muito por ilustrar o “efeito manada” e como por vezes somos levados a fazer coisas porque…os outros fazem.

A experiência

Uma mulher entra numa sala de espera de um consultório. Quando se ouve um bip, todas as outras pessoas à espera levantam-se da cadeira e voltam-se a sentar. Depois do espanto inicial e da confusão de não perceber o que os outros estavam a fazer, o desconforto social fá-la fazer o mesmo, levantar-se a cada bip, sem perceber porquê.

Mais tarde, depois de todos terem sido chamados para a “consulta”, começaram a chegar outras pessoas e ela, ao continuar a levantar-se a cada bip, conseguiu incutir esse comportamento nos outros.

Conformidade social

O efeito da pressão social leva-nos a comportar de um modo diferente daquele que gostaríamos…mesmo aqueles que acham que não são permeáveis a fazê-lo.

Isto pode-nos levar a ter comportamentos que não nos servem. Por exemplo quando toda a gente reclama de algo, é tão fácil reclamar também! Observo isso no ginásio. Às vezes dou por mim quase a reclamar que é difícil, que é demais, só por ouvir também as outras pessoas.

Por outro lado este efeito pode também […]

Dica para se lembrar dos comportamentos que quer adotar

Alguns dos meus clientes sentem dificuldade em criar ou transformar as rotinas e respostas condicionadas no dia-a-dia. Por exemplo, alguns querem-se focar em estarem mais atentos aos outros, em manterem a calma em situações difíceis, ou coisas tão simples como beberem mais água ou fazerem pausas ao longo do dia.

Até começam o dia cheios de boas intenções mas, quando chegam ao trabalho, as intenções ficam soterradas num monte de emails, solicitações e expetativas. O dia passa e esquecem-se da sua intenção. As semanas passam e as decisões que tomaram ficam esquecidas.

Hoje deixo-lhe uma sugestão para que seja “obrigado” a trazer para o seu consciente a sua intenção. Lembrar-se da sua intenção vai aumentar a probabilidade de encontrar oportunidades para a realizar.

Para aceder ao seu computador ou programas precisa de introduzir uma password? Então, crie uma password que o lembre da sua intenção. Essa password pode ser uma frase quase hipnótica que o programe a concretizar o que deseja.

Por exemplo:

  • se quer beber mais água, crie a password “beberagua”
  • se quer estar mais calmo, crie a password “sempretranquilo”.

Lembre-se de escrever a frase sempre numa forma positiva, que descreva o que quer que aconteça e não o que não quer que aconteça. Por […]

7 características das equipas com alto desempenho

Descubra se a sua equipa é uma equipa de alto desempenho com base no modelo PERFORM do Ken Blanchard. Nesta apresentação resumo as 7 características de uma equipa de alto desempenho.

O demónio que se alimentava de raiva

Há muitos e muitos anos, num reino muito distante, um demónio entrou num palácio enquanto o rei estava fora. O demónio era muito feio, cheirava mal e dizia coisas horríveis. Como os guardas estavam aterrorizados, o demónio conseguiu chegar à sala do trono e sentar-se no trono! Vendo o demónio ali, os guardas decidiram fazer algo e começaram a gritar com ele “Sai daí! Tu não pertences aí, se não saíres já… vamos atacar-te com as nossas espadas!”.

À medida que estas ameaças eram feitas, o demónio crescia, a sua cara ficava mais feia, começava a cheirar pior e a sua linguagem passava a ser ainda mais obscena.

As espadas foram agitadas no ar, os punhais mostrados e mais ameaças foram feitas. A cada palavra zangada, a cada gesto irritado, a cada pensamento com raiva, o demónio crescia mais e mais, tornava-se cada vez mais medonho.

O confronto manteve-se até o rei chegar. Quando o rei voltou, viu o demónio gigantesco no seu trono. Nunca tinha visto nada tão repulsivo.

Mas o rei era sábio. Ele sabia o que fazer.

Então, o rei disse ao demónio calorosamente “Bem-vindo ao meu palácio! Já alguém lhe deu algo para comer ou beber?”. A este pequeno gesto […]

Traga serenidade à sua mente estas férias

As férias aproximam-se e às vezes é importante saber desligar e trazer serenidade à sua mente. Partilho a história de um monge Tailandês que descobriu como o fazer. Boas férias!

A monção na Tailândia é de Julho a Outubro e durante este período os monges param de viajar e trabalhar e recolhem-se para estudar e meditar. Há uns anos, um monge conhecido estava a construir um novo edifício no seu mosteiro. Quando chegaram as chuvas, o monge parou os trabalhos e enviou os trabalhadores para casa. Era a altura de haver sossego no mosteiro.

Uns dias depois, uns visitantes apareceram e viram o edifício meio construído e perguntaram quando é que seria terminado. Sem hesitar o monge respondeu “O edifício está terminado”. O visitante ficou muito surpreendido e perguntou “Como está terminado? Não tem telhado, portas ou janelas e as paredes estão incompletas. Há material por todo o lado. Vai deixar isto assim? É louco?”

O velho monge sorriu e calmamente respondeu “O que está feito está terminado” e foi-se embora para meditar.

Referência: Esta é uma das histórias de um livro de contos muito divertido e inspirador sobre como lidar com as dificuldades da vida. Aconselho-o vivamente para as férias a quem […]

O impacto do exercício físico na prevenção e recuperação do cancro

Pessoalmente sei que, pelo histórico familiar, tenho alguma probabilidade vir a ter doenças que podem causar sofrimento, tirar a autonomia e a vida.

Encaro isso como um jogo. Existe um conjunto de cartas na mesa que aumentam a probabilidade de isso acontecer? Muito bem! Já que é um jogo que estou a jogar (e que não me perguntaram se quero), eu quero também poder jogar as minhas cartas, assumindo comportamentos que podem reduzir a probabilidade dessas doenças.

A prática de exercício físico é uma dessas cartas.

Abaixo partilho um documentário feito na Austrália sobre algum trabalho que tem aí vindo a ser feito sobre o efeito positivo do exercício físico no cancro. O documentário não tem legendas mas se percebe inglês vale a pena ver.

Existem vários estudos neste sentido e neste documentário partilham alguns resultados.

  • Doentes a realizarem quimioterapia foram também acompanhados num programa de exercício personalizado. A eficácia do tratamento foi melhor bem como o modo como lidaram com efeitos secundários como náusea e fadiga.
  • O exercício fortalece o sistema imunitário em particular no mecanismo natural que este tem para lidar com células cancerígenas.
  • Pessoas que praticam exercício físico moderado duplicam as hipóteses de sobreviverem ao cancro.
  • O tipo de exercícios pode fazer toda a diferença. […]

4 hábitos dos que equilibram a vida profissional e pessoal

Não temos vida profissional e pessoal. Temos uma vida só. A nossa.

Primeiro, deixe-me desconstruir o título deste artigo: nós não temos uma vida profissional e uma vida pessoal. Ponto. Temos uma vida só. A nossa. Dedicamos algum (muito) do nosso tempo ao trabalho mas isso também é a nossa vida. Dá-nos jeito compartimentar as “vidas”, dar-lhes nomes mas, em particular nos dias de hoje, as fronteiras são cada vez mais ténues.

Neste artigo vou continuar a usar estas denominações e o meu objetivo é partilhar consigo alguns hábitos que o podem ajudar a usufruir mais dos momentos em que não está a trabalhar, a tal da “vida pessoal”.

Flexível para os dois lados?

Hoje em dia usufruímos de condições que nos facilitam a vida profissional e a sua conjugação com a vida pessoal. Muitos de nós têm horário flexível ou podem-se ausentar para tratar de algum assunto. A tecnologia trouxe-nos até a possibilidade de podermos trabalhar fora do escritório o que nos permite uma maior flexibilidade e tratarmos de assuntos onde quer que estejamos.

Tenho no entanto observado que toda esta flexibilidade tende a beneficiar a nossa vida profissional. Acabamos por ter dificuldade em distanciarmo-nos do trabalho fora das horas de trabalho.

Quantos de […]