4 hábitos dos que equilibram a vida profissional e pessoal

Não temos vida profissional e pessoal. Temos uma vida só. A nossa.

Primeiro, deixe-me desconstruir o título deste artigo: nós não temos uma vida profissional e uma vida pessoal. Ponto. Temos uma vida só. A nossa. Dedicamos algum (muito) do nosso tempo ao trabalho mas isso também é a nossa vida. Dá-nos jeito compartimentar as “vidas”, dar-lhes nomes mas, em particular nos dias de hoje, as fronteiras são cada vez mais ténues.

Neste artigo vou continuar a usar estas denominações e o meu objetivo é partilhar consigo alguns hábitos que o podem ajudar a usufruir mais dos momentos em que não está a trabalhar, a tal da “vida pessoal”.

Flexível para os dois lados?

Hoje em dia usufruímos de condições que nos facilitam a vida profissional e a sua conjugação com a vida pessoal. Muitos de nós têm horário flexível ou podem-se ausentar para tratar de algum assunto. A tecnologia trouxe-nos até a possibilidade de podermos trabalhar fora do escritório o que nos permite uma maior flexibilidade e tratarmos de assuntos onde quer que estejamos.

Tenho no entanto observado que toda esta flexibilidade tende a beneficiar a nossa vida profissional. Acabamos por ter dificuldade em distanciarmo-nos do trabalho fora das horas de trabalho.

Quantos de […]

Porque é que é tão difícil manter a motivação para atingirmos um objetivo?

Porque é que é tão difícil manter a motivação para atingirmos um objetivo (por exemplo mudança de comportamentos sustentáveis como praticar exercício)? Este vídeo de 4 minutos dá algumas pistas interessantes com base na ciência.

Resumindo:

  1. Os prémios, como por exemplo dinheiro, podem reduzir a motivação, em particular em situações que requerem capacidade de resolução de problemas. O motivador mais forte para mudança de comportamento sustentável é a diversão, gostarmos do que queremos fazer, sem expetativa de recompensa externa. Não adianta escolhermos por exemplo realizar uma atividade que não nos dá prazer já que isso aumenta a probabilidade de desistência.
  2. Pensamento positivo pode reduzir a motivação. É mais produtivo identificar os obstáculos progressivos que vamos enfrentar e imaginarmos como os vamos ultrapassar.
  3. A minha estratégia favorita: evitar o “dane-se, que se lixe!” que se reflete no pensamento “se já comi um batido grande, que se dane, vou comer também um gelado grande”. Esta em particular funciona comigo ao contrário “já fui ao ginásio, que se dane…não vou comer sobremesa!”

O coelho que gostava de espinafres

Era uma vez um coelho que adorava espinafres. Todos lhe davam cenouras porque toda a gente sabe que os coelhos adoram cenouras. Mas este era diferente: gostava mesmo era de espinafres e só os tinha comido uma vez na vida. Olhava para as cenouras com um ar desapontado e enfado, eram cor-de-laranja, duras…e o que ele queria mesmo era espinafres que ninguém lhe dava!

Um dia conheceu uma tartaruga. A tartaruga já tinha muitos e muitos anos. Tinha viajado, devagarinho, muito devagarinho mas já conhecia muito do mundo, das pessoas e dos animais.

O coelho contou-lhe da sua tristeza. A tartaruga refletiu por uns instantes e perguntou-lhe “Já disseste a quem te dá cenouras que não gostas? Já lhes disseste que gostas mais de espinafres? Não deve ser assim tão difícil trocarem…”.

O coelho fitou-a com um ar surpreso e impaciente “Não, não vale a pena, não me ouvem”.

“Já lhes perguntaste?”, disse a tartaruga. O coelho acenou que não.

A tartaruga divertida perguntou-lhe “Então, como sabes que não te ouvem se nunca experimentaste perguntar?”

O coelho cada vez mais impaciente respondeu “Não ouvem, não querem saber e isso é muito complicado… íam lá agora arranjar espinafres em vez de cenouras, sempre me deram cenouras”.

A […]

Encontrar a tranquilidade, sem culpa

Partilho hoje uma história/texto adaptado e traduzido do livro “Who ordered this truckload of dung?” do Ajahn Brahm.

Muitos têm um jardim ou um espaço tranquilo mas poucos conseguem desfrutar da sua tranquilidade, em tranquilidade.

Algumas pessoas antes de se permitirem desfrutar da tranquilidade do jardim pensam que antes têm que resolver todas as pequenas coisas que precisam de ser tratadas: cortar a relva, tratar das flores, cortar os arbustos, varrer o chão…e obviamente o seu tempo livre é consumido com uma fração de todas estas pequenas coisas. O trabalho nunca está terminado, por isso nunca têm um momento de tranquilidade.

Outros ignoram essas ferramentas e as pequenas coisas que precisam de ser feitas, sentam-se no jardim a desfrutar de uma revista, provavelmente sobre a natureza. E isso, é estar a desfrutar da revista, não a desfrutar da tranquilidade no jardim.

Outros põem de parte as pequenas coisas que têm que ser feitas, as revistas, o radio, etc. e sentam-se tranquilamente no jardim … por dois segundos. Após dois segundos começam a pensar “preciso mesmo de cortar a relva, preciso de regar as flores e apanhar aquele lixo do chão, se calhar devia ir à loja comprar mais rosas para aquele canto”. Eles estão […]

Porque se deve rodear das pessoas que são como quer ser

O Jim Rohn dizia que nós somos a média das 5 pessoas com quem passamos mais tempo.

Não havendo nenhum fundamento científico para esta ideia, é interessante pensarmos qual o impacto das pessoas que nos rodeiam no modo como nos comportamos e sentimos.

Alguns exemplos que já observei:

  • Quando toda a gente reclama de algo, é tão fácil reclamar também. Observo isso no ginásio. Às vezes dou por mim quase a reclamar que é difícil, que é demais, só por ouvir também as outras pessoas.
  • Quando à nossa volta as pessoas fazem uma alimentação saudável e têm preocupações com a sua saúde e energia, é tão mais fácil e inspirador fazer o mesmo.
  • Quando trabalhamos numa equipa em que o espírito de entreajuda é uma constante, é natural fazermos o mesmo.
  • Quando as pessoas à nossa volta estão bem-dispostas, de bem com a vida, entusiasmadas, isso também nos inspira a sermos assim.

Tenho observado e sentido como, para o bem e para o mal, conseguimos melhores ou piores resultados quando convivemos mais com certas pessoas.

Se há pessoas que têm características e comportamentos que gostaria de ter escolha conscientemente estar mais tempo com elas…e se for necessário, reduzir o tempo com as outras que o afastam daquilo […]

O que acontece ao cérebro e corpo quando usamos o telefone, tablet, computador antes de dormir

Costuma ver o email ou as redes sociais antes de dormir, até mesmo na cama? Então este artigo vai interessar-lhe.

noutro artigo falei sobre a importância do sono e algumas dicas para dormir melhor.

No vídeo que partilho hoje é explicado um fenómeno que não conhecia e reforçados os efeitos negativos do uso do telemóvel, tablet e computadores (embora não referido no vídeo o efeito é o mesmo).

Quando usamos estes aparelhos, expomos os olhos a um fluxo de luz que nos diz “não durmas, ainda não é altura” o que nos leva a não produzir melatonina que é a hormona que nos ajuda a dormir.

No vídeo, o Dr. Dan Siegel explica que enquanto dormimos os neurónios ativos descansam e que, principalmente, umas células de apoio chamadas glial cells, limpam as toxinas que os neurónios produzem.

Ele refere que 95% das pessoas precisam de dormir entre 7 e 9 horas para que essas toxinas sejam removidas.

Quando isso não acontece, e por mais orgulho que alguns tenham em dormir pouco, ficamos com menos capacidade de atenção, memória, habilidade de resolver problemas e há um desequilíbrio da insulina (que ajuda a regular o metabolismo e tem como consequência ganharmos […]

As crenças que reduzem a nossa inteligência – como sermos melhores pessoas, líderes e pais?

Fiquei encantada com o trabalho da psicóloga Carol S. Dweck que tem vindo a estudar o que é que leva pessoas inteligentes a terem comportamentos “estúpidos”. As conclusões a que ela chegou são sem dúvida muito importantes para nos guiarem a nível pessoal, na gestão de equipas e até no modo como educamos os nossos filhos.

As duas crenças

A Carol Dweck explica que existem dois tipos de crenças relativas à inteligência e que, dependendo da crença, as pessoas têm comportamentos diferentes:

  • Crença da inteligência fixa (fixed mind-set), ou seja, a inteligência é uma característica fixa da pessoa;
  • Crença da inteligência crescente (growth mind-set), ou seja, a inteligência é um potencial que pode ser desenvolvido através da aprendizagem e esforço.

Em geral 85% das pessoas escolhe e vive segundo uma destas crenças (mesmo sem ter pensado muito nisso) e o resto está indeciso ou tem uma crença hibrida. Por outro lado, alguns têm uma crença em relação a uma área específica da sua vida (como resultados académicos) ou mesmo relativamente a um tema (por exemplo a crença de que não têm jeito para a matemática e que isso é uma característica inata).

O curioso é que as pessoas, dependendo da crença, agem de maneira diferente […]

Stop Todo List

A maior parte das pessoas tem listas de tarefas algumas até intermináveis.

Hoje proponho-lhe que crie uma nova lista mas desta vez com coisas para parar de fazer. Reflicta por uns minutos e tome a decisão de parar de fazer o que faz e não lhe traz valor!

Inspire-se:

Algumas das coisas na nossa lista de tarefas não nos trazem valor e consomem tempo importante para coisas importantes. O que é que se deixar de fazer não tem grande impacto?

O que é que se deixar de fazer lhe trará tempo que lhe permitirá criar coisas de grande impacto?

Quais são as coisas/atitudes na sua vida que quer deixar de fazer?

Esta é uma lista que não faz mal deixar crescer! Inspire-se no fim do ano e faça a lista das coisas que vai deixar de fazer em 2015!

Para além da nobre arte de fazer coisas, há também a nobre arte de deixar coisas por fazer. A sabedoria da vida assenta em eliminar os não-essenciais. Provérbio Chinês

6 estratégias para transformar a decisão de ano novo de fazer exercício numa rotina

Confesso que durante muitos anos detestei fazer exercício…e por isso não fazia. Até que um dia tomei a decisão de viver muitos anos com saúde. A parte do “com saúde” é muito importante já que tenho observado o impacto que muitas doenças trazem à autonomia e capacidade de viver uma vida plena. Percebi que a prática de exercício é essencial para reduzir a probabilidade dessas doenças e também uma boa estratégia para me sentir bem.

É curioso que alguns participantes nas minhas formações têm decidido criar o hábito da prática de exercício só que alguns têm dificuldade em sustentar o entusiasmo inicial e criar essa rotina na sua vida. Aproximando-se o fim do ano, muita gente desenha objectivos para o ano seguinte e este é um dos que costuma estar nessas listas em particular por causa da culpa dos quilos extra com as festas que cada vez começam mais cedo.

Neste artigo dou algumas pistas que, caso tenha tomado esta decisão, o podem ajudar a aumentar a probabilidade de criar um hábito dessa decisão.

1. Faça alguma coisa que goste

Há quem associe prazer ao resultado que vai obter com a prática de exercício (como perder peso, ficar mais saudável, sentir-se melhor e […]

Porque é que às vezes fazemos coisas que são contrárias aos nossos interesses?

Às vezes fazemos coisas que são contrárias aos nossos interesses e felicidade. Hoje partilho uma ideia que nos pode ajudar a realizarmos sustentadamente o que nos traz valor e faz feliz.

O princípio da consistência

Um dos princípios da influência identificados por Robert Cialdini é o da consistência e este princípio é por vezes explorado por quem quer influenciar outras pessoas.

A consistência, ou seja termos os mesmos comportamentos do passado ou de acordo com aquilo que pensamos/pensam que somos, é uma característica altamente valorizada na sociedade. Quando alguém se contradiz, muda de opinião, volta com a palavra atrás, ou muda algum comportamento que até essa altura sempre teve, muita gente acha que essa pessoa tem duas caras, não sabe o que quer ou até tem algum problema mental. A consistência está associada com qualidades pessoais e intelectuais e intimamente ligada à estabilidade e honestidade de um indivíduo. Vários estudos têm observado que para manter a imagem de consistência muitas vezes temos atitudes que não são do nosso melhor interesse, principalmente porque não paramos para pensar nisso.

Exemplos de como o desejo de consistência nos pode limitar ou fazer crescer

A necessidade de sermos consistentes pode-nos levar a comprar uma coisa que não queremos/precisamos e […]