Essa história da liderança é uma treta…

Um “rico líder”…

Há dias numa conversa com o responsável de uma microempresa, ele dizia-me qualquer coisa como: “Um bom líder tem que se fazer respeitar, ser duro e mandar para que se faça! Porque as pessoas são preguiçosas e não pensam. Preciso de estar sempre em cima e chamar a atenção e da imagem que estão a passar para os clientes! Isto é que é liderar…não é conversas e dar-lhes liberdade. Isto é o que funciona…há tanta gente com negócios e ricos que fazem assim.”

Pois há.

E será que há outras estratégias de liderança com melhores resultados nos seus negócios?

E será que se adotassem outras estratégias de liderança, iam-se preocupar menos, ser mais dispensáveis e terem mais tempo para por exemplo fazer o seu negócio crescer ou mais tempo livre na sua vida pessoal?

Será?

Quer contratar esta pessoa?

Mais ou menos na mesma altura falei com uma pessoa que já conheço há muito tempo e em quem sempre reconheci um alto nível de competência, autonomia, empenho, motivação e entusiasmo naquilo que faz. Se é responsável por uma equipa na sua empresa, já está a pensar que gostaria de ter esta pessoa na sua equipa, certo?

Se calhar tem uma oportunidade!

Encontrei esta pessoa sem […]

Liderança em Portugal

Há umas semanas lancei um questionário para recolher informação sobre os comportamentos dos líderes em Portugal.

Queria verificar se a realidade de outros países, em que os líderes têm dificuldade em adotar uma série de comportamentos, também se verificava cá.

Resposta curta: sim, em Portugal verifica-se a mesma realidade de outros países.

Parti de métricas internacionais que indicavam que os 5 comportamentos que os líderes têm mais dificuldade em adotar para se conectarem com as equipas e alavancarem o seu potencial são, por ordem de dificuldade:

  • falham em dar feedback (reconhecimento e redirecionar para um melhor desempenho);
  • falham em ouvir e envolver;
  • falham em usar o estilo de liderança certo (demasiada ou pouca supervisão);
  • falham em definir objetivos claros;
  • falham no desenvolvimento de outros.

Os respondentes ao questionário responderam à questão “como que frequência, quando liderado, os seus líderes adotam cada um destes comportamentos?”.

As respostas reforçam que em Portugal também existem estas dificuldades embora com um peso diferente.

O comportamento “desenvolver os outros” é o comportamento que as respostas revelaram ser menos frequente em Portugal ao contrário das respostas internacionais que indicavam que, dos 5 comportamentos indicados, era o que os líderes tinham menos dificuldade em adotar.

Destaca-se que o comportamento “ouvir e envolver” é, […]

Uma competência “fofinha” que só os melhores têm e que se treina

Venho de um meio onde sempre se valorizou a inteligência lógica. Onde a inteligência emocional é considerada uma coisa meio “esotérica”, uma competência “fofinha” (soft-skills…).

Só que, a partir do momento em que alguém domina as competências técnicas desenvolvidas com a sua inteligência lógica, o que faz realmente diferença nos resultados (e até felicidade…outra coisa meia “esotérica”) é a inteligência emocional.

Hoje vou falar um pouco sobre o que é a inteligência emocional e deixar-lhe um convite para a treinar.

O que é a Inteligência Emocional?

Uma das definições de inteligência emocional é a capacidade para monitorizar as nossas emoções e as dos outros, compreendê-las e usar esta informação para nos guiar os pensamentos e ações.

A boa notícia, segundo Daniel Goleman, é que a inteligência emocional não é inata e pode ser aprendida, ou seja, podemos escolher aprender e praticá-la.

Mas na prática, como é que a inteligência emocional se manifesta?

Segundo Daniel Goleman através de:

  1. Autoconsciência: conhecimento dos nossos estados internos, preferências, recursos e intuições;
  2. Autogestão: com base no conhecimento que a autoconsciência nos traz, somos capazes de gerir os estados internos, impulsos e recursos;
  3. Motivação: tendências emocionais que nos guiam ou facilitam atingir objetivos;
  4. Empatia: termos consciência das emoções, necessidades e receios dos […]

Como alterar os “rótulos” que nos são colocados ao longo do percurso profissional numa empresa de forma a inverter a imagem negativa que os outros têm de nós

Respondendo a uma das perguntas que me fizeram para o blog no âmbito da iniciativa ASKME (deixe-me perguntas para inspirar artigos no blog), vou hoje dar algumas dicas para ajudar a alterar os “rótulos” que nos são colocados ao longo do percurso profissional numa empresa de forma a inverter a imagem negativa que os outros têm de nós.

São necessários 20 anos para construir uma reputação e apenas cinco minutos para destruí-la.

Warren Buffett

Quais são os rótulos? Alucinações ou reais?

Em primeiro lugar, é importante perceber que “rótulos” são esses e distinguir os reais das alucinações.

Uma coisa é aquilo que achamos que os outros pensam de nós (que pode tanto ser verdade como também pode ser uma alucinação) e outra coisa é a impressão que os outros têm e que até já nos deram feedback.

Vou dar-lhe um exemplo de alucinação: uma pessoa acha que o chefe não o acha competente ou de confiança já que o chefe não lhe dá projetos de maior responsabilidade ou não partilha informação. O facto de o chefe não lhe dar projetos de maior responsabilidade ou não partilhar informação não significa necessariamente que não o ache competente ou de confiança. Tantas outras […]

Cursos para o segundo trimestre de 2017

Eventos e cursos para o primeiro trimestre de 2017

4 lições que me ajudam a manter a rotina da pratica de exercício

Acho sempre divertido escrever sobre a prática de exercício já que o evitei durante grande parte da minha vida. Transpirar? Que horror! Mexer-me? Não! Muitos “traumas” nas aulas de educação física cujo mérito foi “deseducar” e reforçar a falta de apetência que nessa altura já demonstrava.

Lembro-me da primeira sessão de ginásio que fiz há uns anos ter dito ao professor “eu não sei correr, eu não gosto de fazer exercício”. Que bom enquadramento logo para começar!

Com o tempo fui descobrindo que gostava de praticar exercício e, olhando para trás, hoje reconheço algumas coisas que me ajudaram.

Se está a viver a história que eu vivi há alguns anos, talvez estas ideias o ajudem. Vou partilhá-las hoje já que sei que há muita gente que tem como resolução de ano novo começar a praticar exercício.

1. Tomei a decisão de que isso era importante

Acho que este foi o passo fundamental no meu caso. Em particular no início de 2016, quando fiz o balanço do ano que passou, notei que andava a “arrastar” o objetivo de me sentir mais em forma há vários anos.

Era verdade que tinha começado a praticar exercício com mais frequência e visto resultados mas ainda não eram os que […]

O que nos faz sentir bem em relação ao nosso trabalho?

Fala-se muito hoje em dia de motivação, em particular no ambiente empresarial, já que esta tem impacto direto nos resultados. A nível individual, a motivação tem mais impacto no sucesso de uma carreira do que inteligência, capacidade ou salário.

É um tema a que retorno com frequência, apresentado novas perspetivas, histórias, estudos com a intenção de ajudar líderes e indivíduos (sim, porque cada um é responsável pela gestão da sua motivação) a aumentarem a motivação.

Hoje trago uma Ted Talk do economista Dan Ariely (aconselho vivamente a que procure as outras Ted Talks e os seus livros se o tema das ciências comportamentais lhe interessa).

Nesta Ted Talk, intitulada “o que nos faz sentir bem em relação ao nosso trabalho?”, Dan Ariely fala-nos do impacto do sentido de propósito na motivação, em particular a nossa perceção do que o que fazemos é (1) importante/serve para alguma coisa ou que, pelo menos, (2) é reconhecido. É impressionante o impacto até nas situações simples que ele construiu para realizar as suas experiências.

Só que nem sempre conseguimos encontrar esse sentido de propósito maior naquilo que fazemos e não podemos mudar o que fazemos. Nesse caso, uma solução é mudar o modo […]

3 características das equipas de alto desempenho e 7 passos para as criar

As equipas mais produtivas e rentáveis estão integradas em culturas com uma visão onde as pessoas mantêm a excitação não por medo mas sim por paixão.

Todos nós sabemos disso.

E todos nós já trabalhámos em sítios ou realizámos projetos em que o nosso desempenho não foi o nosso melhor. Isso não significou que fossemos “incompetentes” ou fossemos pessoas sem motivação e empenho. Significou só que, naquele contexto, não conseguimos aceder aos recursos que precisávamos para ter o desempenho pretendido.

Alguns acham que a paixão, o entusiasmo, a vontade de ter um alto desempenho é uma “obrigação” de cada um e que a cultura e a liderança têm um papel limitado nesse cenário. Cada vez mais sabemos que a história não é bem assim.

Hoje quero partilhar consigo o modelo desenvolvido por Adrian Gostick e Chester Elton para o inspirar a criar equipas de alto desempenho. Se precisar de ajuda, fale comigo!

O efeito do gestor no desempenho das equipas

Há um estudo muito revelador feito numa empresa de saúde em São Francisco para avaliar o impacto dos gestores no desempenho das equipas.

Observaram que o desempenho de vários departamentos era muito diferente e começaram por classificar cada departamento como verde, amarelo e vermelho. Os departamentos […]

Porque trabalhar muito é sinal de incompetência

Anda cansado. Trabalha muitas horas. Chega a casa sem energia. A lista de tarefas e emails não acaba…e ainda lhe dizem que trabalhar muito é sinal de incompetência? Não há paciência…

Respire fundo. Vamos por partes.

Ninguém “É” incompetente

Não estou a dizer que as pessoas que trabalham muito “SÃO” incompetentes. Provavelmente “SÃO” competentes no seu trabalho. Entregam resultados. Não deixam ninguém na mão.

Ninguém “É” incompetente. A incompetência não é uma característica inata que se é ou não é. O que acontece é que há áreas que dominamos melhor do que outras, que temos mais ou menos estratégias, mais ou menos conhecimento, sabemos ou não sabemos fazer, que estamos mais ou menos motivados.

Por exemplo há pessoas que ainda não adquiriram a competência de fazer o seu trabalho em menos tempo ou saber quando parar. 🙂

Se tivermos “sorte”, teremos líderes que nos ajudam a lidar com as áreas em que precisamos de melhorar. Se não tivermos “sorte”, colocam-nos a etiqueta de “incompetentes” que por vezes é difícil de descolar.

Mais uma vez, em Portugal…

Hoje em dia, em Portugal, trabalhar muitas horas é visto como uma coisa boa, como sinal de sucesso (seja lá o que isso for): “Esforça-se tanto, é sempre o último a […]