Como tirar partido da pressão social para irmos na “manada certa”

Hoje quero partilhar uma experiência que vi há pouco tempo e que me impressionou muito por ilustrar o “efeito manada” e como por vezes somos levados a fazer coisas porque…os outros fazem.

A experiência

Uma mulher entra numa sala de espera de um consultório. Quando se ouve um bip, todas as outras pessoas à espera levantam-se da cadeira e voltam-se a sentar. Depois do espanto inicial e da confusão de não perceber o que os outros estavam a fazer, o desconforto social fá-la fazer o mesmo, levantar-se a cada bip, sem perceber porquê.

Mais tarde, depois de todos terem sido chamados para a “consulta”, começaram a chegar outras pessoas e ela, ao continuar a levantar-se a cada bip, conseguiu incutir esse comportamento nos outros.

Conformidade social

O efeito da pressão social leva-nos a comportar de um modo diferente daquele que gostaríamos…mesmo aqueles que acham que não são permeáveis a fazê-lo.

Isto pode-nos levar a ter comportamentos que não nos servem. Por exemplo quando toda a gente reclama de algo, é tão fácil reclamar também! Observo isso no ginásio. Às vezes dou por mim quase a reclamar que é difícil, que é demais, só por ouvir também as outras pessoas.

Por outro lado este efeito pode também […]

Seremos um país de profissionais sérios?

Excelente comida, serviço “profissional”

Nestas férias fui a um restaurante que me aconselharam pela qualidade da comida. A comida era excelente e a atitude dos empregados inspirou-me … a escrever um artigo sobre o que NÃO fazer.

Desde que entrei a atitude dos empregados foi correta: indicaram-me a mesa, alertaram-me para as mesas mais expostas ao ar condicionado, explicaram o menu. Fizeram-no sempre com um ar sério, muito direitos, sem mostrar um sorriso. Ao escrever este texto quase que escrevi profissional e aqui está o problema.

Sério não significa profissional

Sério, sisudo não significa profissional. Talvez esta ideia venha de expressões parvas como “muito riso, pouco siso”, “não lhes posso mostrar os dentes”.

Em particular em ambiente profissional, ainda há muita gente (em particular em Portugal) que acredita que mostrar uma fisionomia séria e uma atitude demasiado formal cria uma imagem de profissionalismo e confiança.

Ser sério não é ser profissional. Ser sério é ser mal disposto, antipático e de pouca confiança(!).

Sorrir ou não sorrir

Não sorrir torna-nos menos acessíveis, cria menos empatia e dificulta a comunicação. Tudo isto são características indesejáveis para quem precisa de interagir e convencer outros. E todos precisamos.

Além disso, sorrir reduz os níveis de stress, ansiedade e faz-nos sentir mais felizes. […]

Comunicação eficaz, gestão de conflitos e liderança

Muitos dos desafios que a maior parte de nós hoje enfrenta no seu trabalho não estão propriamente relacionados com desafios técnicos mas sim com pessoas.

A comunicação, a capacidade de interacção e criar compromisso, de gerir conflitos e liderar são competências tão essenciais hoje como saber usar um computador. 

Tal como usar um computador, todas estas competências se podem desenvolver. Com este objetivo, há já algum tempo que tenho vindo a trabalhar com a ferramenta DiSC com excelentes resultados, não só em treino individualizado/coaching, como também treinando grupos para:

  • Reconhecerem diferentes perfis de interlocutores e adaptarem, a sua comunicação de um modo mais eficaz;
  • Gerirem conflitos de um modo mais eficaz e aumentarem a sua influência;
  • Melhorarem a eficácia das equipas que lideram (ou onde estão integrados), reconhecendo barreiras ao desempenho, delegando de um modo mais eficaz e tirando partido dos pontos fortes de cada um, tornando-se melhores líderes;
  • Aumentarem o seu desempenho profissional, motivação, produtividade e bem-estar, melhorando várias vertentes da inteligência emocional.

Ultimamente não tenho realizado estes cursos em regime aberto mas vou fazê-lo agora em Novembro, em Lisboa e no Porto.

Se é um tema que lhe interessa e não tem capacidade de realizar este treino na sua […]

7 características das equipas com alto desempenho

Descubra se a sua equipa é uma equipa de alto desempenho com base no modelo PERFORM do Ken Blanchard. Nesta apresentação resumo as 7 características de uma equipa de alto desempenho.

Uma história sobre “azares”

Há uns anos li um livro de contos filosóficos do mundo inteiro chamado Tertúlia de Mentirosos de Jean-Claude Carrière. Alguns contos são bastante profundos, outros divertidos, outros são mesmo parvos. Há um de que gosto bastante e a primeira vez que o li achei-o muito engraçado. Com o passar do tempo comecei a achá-lo mais profundo do que parece. Fica aqui a transcrição do conto.

Uma história americana do século XX apresenta um camponês paupérrimo que todos os dias vai trabalhar para o campo, com a sua vaca. É um homem honesto, que labuta para alimentar a mulher e a família.

Um dia o céu abre-se, desencadeia-se uma tempestade e um raio mata a sua única vaca.

-Mas porquê eu? – brada o camponês dirigindo-se a Deus. – Que te fiz eu? Porque me atingiste? Não serei já suficientemente infeliz?

Deus nada lhe responde.

Passam meses, anos. O camponês, cada vez mais pobre, vai trabalhar sozinho, com as suas mãos fatigadas. A sua mulher, de vez em quando, vai ajudá-lo. Leva-lhe um magro alimento. Outra tempestade revolve o céu, o raio fura as nuvens e mata-lhe a mulher.

O camponês torce as mãos de desespero e grita, de olhos no céu:

-Mas porquê? Que mais te […]

Porque fazemos coisas que são contrárias aos nossos interesses?

Às vezes fazemos coisas que são contrárias aos nossos interesses e felicidade. Hoje aprofundo uma ideia que já partilhei noutro artigo e que nos pode ajudar a realizarmos sustentadamente o que nos traz valor e faz feliz.

O guião pessoal: ajuda-nos ou sabota-nos?

Todos gostamos de histórias. Histórias entretêm-nos, ensinam-nos, inspiram-nos.

Hoje quero falar de uma história que todos trazemos connosco. Uma história que criámos ao longo da nossa vida. É a história de quem somos, do TIPO de pessoa que somos, a história que nos define. Gosto de lhe chamar guião já que muitas vezes nos guia na escolha das respostas e comportamentos que adotamos.

Ter consciência deste guião, nos outros e em nós, aumenta a nossa capacidade de influenciarmos os outros e a nós mesmos.

Alguns de nós nem tiveram consciência da criação deste guião. Muitas vezes este guião nasceu de comportamentos repetidos, do que achamos que os outros acham de nós, do que somos e gostamos ou do que somos e não gostamos.

Alguns destes guiões ajudam-nos. Alguns destes guiões sabotam-nos.

Algumas pessoas correm o guião do “eu sou muito exigente”, “eu sou muito focado”, “eu sou do tipo de pessoa que ajuda os outros”, “eu sou uma pessoa com uma vida muito […]

Porque é que é tão difícil manter a motivação para atingirmos um objetivo?

Porque é que é tão difícil manter a motivação para atingirmos um objetivo (por exemplo mudança de comportamentos sustentáveis como praticar exercício)? Este vídeo de 4 minutos dá algumas pistas interessantes com base na ciência.

Resumindo:

  1. Os prémios, como por exemplo dinheiro, podem reduzir a motivação, em particular em situações que requerem capacidade de resolução de problemas. O motivador mais forte para mudança de comportamento sustentável é a diversão, gostarmos do que queremos fazer, sem expetativa de recompensa externa. Não adianta escolhermos por exemplo realizar uma atividade que não nos dá prazer já que isso aumenta a probabilidade de desistência.
  2. Pensamento positivo pode reduzir a motivação. É mais produtivo identificar os obstáculos progressivos que vamos enfrentar e imaginarmos como os vamos ultrapassar.
  3. A minha estratégia favorita: evitar o “dane-se, que se lixe!” que se reflete no pensamento “se já comi um batido grande, que se dane, vou comer também um gelado grande”. Esta em particular funciona comigo ao contrário “já fui ao ginásio, que se dane…não vou comer sobremesa!”

Fatores de higiene e motivacionais para o empenho das equipas

Há uns tempos escrevi um artigo sobre “A ciência da motivação: às vezes não precisa de fazer algo, basta parar de fazer o que já faz!”.

Hoje retorno a este tema com a extrapolação de um modelo que nos pode ajudar a criar as condições que alimentam equipas empenhadas.

A pirâmide de Maslow

Nos anos 40, o psicólogo americano Abraham Maslow criou um modelo conhecido hoje como a hierarquia de necessidades de Maslow/pirâmide de Maslow para sistematizar o que motiva o Ser Humano.

Segundo este modelo, para nos sentirmos satisfeitos/realizados procuramos satisfazer várias necessidades. Maslow sistematizou estas necessidades em cinco categorias hierárquicas na forma de uma pirâmide. Teoricamente, começamos a procurar satisfazer as necessidades dos níveis mais altos da pirâmide quando as dos níveis mais baixos estão satisfeitas.

Os cinco níveis de necessidades definidos estão ilustrados na imagem.

piramide-maslow-necessidades-humanas

A hierarquia dos cinco níveis sugere que será difícil atingir a motivação e satisfação quando, por exemplo, as necessidades básicas não são satisfeitas o que, à primeira vista, parece ser intuitivo: se não temos as necessidades básicas como as necessidades fisiológicas e segurança satisfeitas dificilmente temos energia para procurar satisfazer outras nos níveis mais elevados da pirâmide.

Há quem […]

Seja para aumentar a sua satisfação no trabalho, criar um novo negócio ou “simplesmente” viver mais com satisfação, descubra o seu IKIGAI!

Por vezes ajudo pessoas que estão insatisfeitas com o seu trabalho a identificarem outros caminhos.

O conceito de IKIGAI pode ajudar. Ikigai é um termo japonês (os japoneses são sempre espetaculares a desenvolverem conceitos simples e a darem-lhes “bons” nomes) que podemos traduzir como “razão de ser” ou “razão pela qual acordamos de manhã”.

Este propósito pode ser realizado ao fazermos as coisas que gostamos, em que somos bons e que ao mesmo tempo o mundo precisa e alguém está disposto a pagar.

ikigai-pt

Quando investimos o nosso tempo no nosso Ikigai temos uma energia extraordinária e os resultados acontecem.

Curiosamente Dan Buettner na Ted Talk abaixo identifica que o Ikigai é um dos 9 fatores para viver mais do que 100 anos.

Seja para aumentar a sua satisfação no trabalho, criar um novo negócio ou “simplesmente” viver mais com satisfação, descubra o seu IKIGAI!

O impacto das nossas expetativas e palavras nos resultados

Já noutros artigos falei sobre o impacto por exemplo das palavras nos resultados/desempenho dos outros, tanto em funções de liderança como também no papel de pais (e.g. Três dicas para pais e professores que querem influenciar positivamente).

Hoje quero voltar a falar neste tema, na perspetiva das expetativas que temos da capacidade e desempenho de outras pessoas.

As expetativas dos professores têm impacto no desempenho dos alunos

Por exemplo, sabia que as expetativas de desempenho que um professor tem dos alunos influenciam o resultado destes?

Nos anos 60, em São Francisco, fizeram uma experiência. Deram um teste banal de IQ aos alunos mas disseram aos professores que este teste ia prever quais dos alunos viriam a ter um aumento dramático do seu desempenho no futuro. Depois do teste, criaram turmas arbitrariamente (ou seja, com alunos que não se tinham propriamente distinguido) e informaram os professores que essas turmas agrupavam os alunos que, com base no teste, demonstravam mais potencial.

Os investigadores seguiram essas turmas e verificaram que os alunos das turmas cujos professores pensavam estar a trabalhar com turmas com maior potencial revelaram melhores resultados, em particular um aumento do IQ.

As expetativas dos professores resultaram numa melhoria de resultados. Observaram também como é que […]