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Há umas semanas, aceitei o convite do Bruno Silva e do Ruben Marques para o podcast “A fórmula do sucesso” para falar sobre: Sucesso. 🤦
E uma das razões pelas quais aceitei foi porque é um conceito que me deixa desconfortável. Sempre que escrevo sobre sucesso adiciono um “seja lá o que isso for”. Por isso, quando me convidaram foi claro para mim que não tinha uma definição que me deixasse satisfeita, que o conceito me deixava desconfortável, e que era um bom incentivo para pensar sobre isso.
E comecei por procurar descobrir de onde vinha este desconforto.
E descobri que este desconforto está relacionado com a ideia de que sucesso é obter um resultado, e que atualmente esses resultados (que definem o tal do sucesso) parecem ser cada vez mais impostos pela sociedade, no fundo uma construção que nos tenta convencer que quando “isto” acontecer aí, aí! vais estar bem. E o “isto” pode ser reconhecimento, posição, retorno financeiro, número de seguidores, likes, ser capaz de dar resposta a tudo, e podia continuar a listar “istos”.
Esta ideia não me convence e descobri porquê. (Reparem que este desconforto e o não me convencer é mesmo só a minha experiência).
Primeiro, porque está baseada no pressuposto de que quando o “isto” acontecer será satisfatório. Mas pelo que tenho estudado e pela minha experiência pessoal, quando chegamos ao “isto” vai sempre haver outro “isto” a seguir, a meta está sempre a fugir e não foi por atingir o “isto” que estamos bem.
Segundo, havendo esta necessidade humana de estar bem, é possível que os meios escolhidos contrariem o estar bem.
Por um lado, associamos o resultado (o “isto”) à evidência de qualidades internas, do nosso valor, do nosso mérito o que leva a um viver num estado de não ser suficiente, desadequado, incapaz. Ninguém fala nisto, mas não é à toa que há a síndrome do impostor, e cada vez mais, em portas fechadas, nas sessões individuais de mentoring e coaching, as pessoas me falam nisto.
Por outro lado, o meio para satisfazer o resultado de estar bem pode por em causa o resultado de estar bem. Recordando a pesquisa que fizemos para os episódios especiais sobre burnout do podcast Casa Trabalho Casa, este é causado por excessiva carga de trabalho, não termos controlo na nossa vida, ambientes tóxicos com conflitos, desconfiança, injustiças, e conflitos entre os nossos valores e objetivos pessoais e da empresa/vida que estamos a viver. E não é preciso entrar em burnout para o meio que escolhemos para o sucesso e estarmos bem, nos faça sentir mal.
Por isso, ajuda-me reconhecer que a definição de sucesso depende de cada um, e que, talvez o mais importante seja reconhecer se a definição que estamos a usar é o resultado do que a cultura nos impinge, ou de reconhecer o que é realmente importante para cada um.
O sucesso não é sobre como a tua vida parece para os outros. É sobre como te parece para ti. Michelle Obama
Então, e qual é a minha definição de sucesso? 🤓
Acho que neste momento é mesmo muito abrangente (o que facilita o sucesso 🤭): deixar o mundo um pouco melhor (roubando a definição do Ralph Waldo Emerson).
E o mundo são vários mundos:
O meu mundo: gostar do que faço e viver 7 dias por semana (em vez de 2).
O mundo em geral: poder contribuir para que um líder tenha resultados e crie um ambiente de trabalho inspirador (e como tanta gente reclama do seus “chefes”, até me arrepia a ideia de poder inspirar “chefes” a terem equipas que reclamam menos). É receber mensagens dos ouvintes do Casa Trabalho Casa a agradecer por os termos ajudado a reconhecerem que estavam em burnout e a irem procurar ajudas. É poder contribuir para que cada um aumente o seu autoconhecimento, gestão interna, resiliência, bem estar, e aprenda o que quer para conseguir realizar o que pretende para ter sucesso (seja lá o que isso for🙃)
Conversei sobre isto e muito mais com o Ruben e o Bruno.
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AO COMANDO DA OBJETIVO LUA

Ana Relvas, Ph.D & Consultora de Desempenho
Ana Relvas é a propulsora da Objetivo Lua, projeto que cresceu da sua vontade em ajudar outros a concretizarem o seu potencial e foi construído sobre uma carreira de mais de 10 anos como Gestora e Engenheira Aeroespacial.
É esta experiência que, aliada à formação como Coach e Master Practitioner em Programação Neurolinguística, permite entender os desafios profissionais atuais e desenhar programa para cada pessoa, equipa ou empresa.