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4 mitos sobre meditação e porque anda toda a gente a falar nisto

Aqueles que dançavam pareciam loucos para aqueles que não escutavam a música.

Nietzsche

Hoje em dia fala-se muito em meditação e mindfulness o que gera grandes paixões e também grandes resistências o que é completamente natural com coisas que desconhecemos. Sendo uma prática que faço há muito tempo, partilho alguns dos mitos, alguns que até eu tinha antes de começar.

Mito 1: Meditar é uma coisa meia espiritual e esotérica para gente esquisita

Este mito advém de este tipo de prática poder estar associado a filosofias ou práticas espirituais ou por algumas pessoas que fazem este tipo de prática se apresentarem nesses moldes.

Mas não tem de ser. Repare que na frase anterior usei duas vezes a palavra prática porque é isso mesmo que é. Pode ser encarado como um exercício mental.

É certo que facilita uma maior relação connosco mesmos e com o mundo e pode abrir portas e curiosidade para uma vida espiritual mas não tem de ser assim necessariamente se isso o assusta ou rejeita esse tipo de coisas.

Hoje em dia é uma prática usada em empresas e por pessoas que não aprofundam essa vertente…embora possa. 🙂

Mito 2: Meditar é […]

Pst! Sai daí!

Já lhe aconteceu começar a fazer algo como uma tarefa importante que requeria concentração ou até a ler um livro e de repente percebe que algo o levou a distrair-se com algum conteúdo online ou uma conversa nas redes sociais?

Hoje em dia temos muita informação disponível e oportunidade de interagirmos com pessoas o que é ótimo mas muitas vezes entramos em piloto automático e tudo isto nos afasta de outras coisas também importantes.

Do ponto de vista profissional isto pode tomar uma dimensão nefasta já que estas pequenas distrações levam-nos a ser menos eficientes acabando por demorar 20% a 30% mais de tempo a fazer as nossas tarefas…e depois não sabemos para onde vai o tempo.

A dificuldade é que estamos programados para procurar este tipo de atividades já que nos fazem sentir bem.

Quem tem esta consciência usa a força de vontade (é o mesmo processo de resistir a uma guloseima) só que isso gasta energia emocional necessária. Podemos no entanto criar condições que limitem ou dificultem o acesso a estas tentações.

“Bolacha comprada, bolacha comida!”. Não ter guloseimas em casa é o ponto de partida para quem quer reduzir o açúcar. Calma! Não lhe estou a dizer para desinstalar as aplicações […]

Como alinhar todos em práticas e processos através de uma comunicação interna mais efetiva e criativa

No ambiente empresarial alinhar todos em práticas de trabalho e processos comuns nem sempre é fácil.

Imagine que é o promotor/criador de uma nova prática de trabalho ou processo ou que quer corrigir comportamentos e abordagens incorretas. Já lhe aconteceu a mensagem, que é tão simples para si, não passar ou encontrar resistências?

Deixo-lhe algumas dicas para se minimizar este efeito.

Envolva na criação do processo as pessoas cujo trabalho será impactado

Isso poderá ajudar a identificar potenciais riscos ou dificuldades e encontrar soluções que facilitem a vida a quem terá de realizar esse trabalho.

Por outro lado, esse envolvimento faz com que as pessoas se sintam ouvidas e importantes e, como consequência, com uma maior abertura para realizar como também para serem embaixadores junto dos colegas lidando no terreno com resistências.

Custa tempo? Talvez não tanto como o que vai gastar a lidar com as resistências ou com o trabalho que não está feito como devia.

Crie momentos de comunicação presenciais curtos em que não é quem fala mais

É claro que pode e deve enviar a informação por email/documentos para referência mas pode ter a certeza de que, se (e este é um grande SE) for lido, haverá sempre diferentes interpretações do como fazer além […]

Novo estudo descobre (!) que fazer pausas aumenta o desempenho do trabalho em equipa

As pausas têm impacto no desempenho individual e no desempenho da equipa?

Este estudo da USC Viterbi’s Information Sciences Institute (ISI) é especialmente relevante pela quantidade de pessoas envolvidas (16665) num ambiente em que o desempenho é facilmente mensurável e de um certo modo “real”. Esta equipa usou sistemas de inteligência artificial para identificar padrões no desempenho dos jogadores de jogos de equipa online.

Observaram que os jogadores que fizeram pausas regulares tendiam a ter melhores resultados do que aqueles que não faziam pausas e isso era estendido ao desempenho global das suas equipas.

O desempenho individual reduzia-se entre 8 a 10% entre o início e o fim da sessão.  No fim de uma sessão sem pausas o desempenho era pior do que a de jogadores com menos experiência mas a começarem uma sessão.

Este padrão de deterioração de desempenho pode apontar para um fenómeno chamado cognitive depletion (esgotamento cognitivo) que ocorre quando trabalhamos em tarefas que requerem atenção por longos períodos de tempo. Atenção prolongada numa única tarefa reduz o desempenho. Como os músculos durante o exercício físico, a mente também precisa de descansar.

Os jogadores mais experientes foram menos susceptíveis a esta redução do que jogadores menos experientes, como se a experiência […]

O que tirei do método “faça bem as coisas” (GTD)

Um dos métodos de gestão de tempo mais conhecidos e usados hoje em dia é o “Getting Things Done – GTD” criado por David Allen em 2001. A tradução em português, pelo menos do livro, é “Fazer bem as coisas” cujo título pode induzir em erro ou inspirar valores mais altos porque fazer as coisas não significa fazê-las bem.

Este método tem vindo a ser atualizado mas essencialmente promete trazer foco, estratégia na capacidade de cumprir objetivos, criatividade e tranquilidade (isto da tranquilidade acrescento eu porque é o que sinto).

Pessoalmente não uso este método “by the book” mas incluo muitos dos seus conceitos fundamentais na minha própria gestão de tempo e organização pessoal. E hoje quero falar disso mesmo, dos grandes insights que o GTD me trouxe já nem me lembro bem quando…mas provavelmente num momento de desespero do tipo “arrrggghhhh para onde é que me viro”.

CAPTURAR…antes de fuja?

Um dos conceitos base do GTD é o da captura das coisas para fazer: escrevo as coisas para fazer, ideias, etc. das mais pequenas às maiores para criar espaço mental. Aqui uso várias ferramentas:

  • Caderno que tenho sempre em cima da secretária. Inicio cada dia numa página em branco, e escrevo do […]

O segredo do alto desempenho ao longo do dia

“O tempo não é a coisa principal. É a única coisa.” Miles Davis

É assim que começa um dos melhores livros que li nos últimos tempos sobre O TEMPO.

Daniel Pink mostra-nos resultados surpreendentes no seu mais recente livro “Quando: Os Segredos Cientificamente Comprovados do Timing Perfeito”.

Neste artigo vou partilhar algumas das ideias mais inovadoras e práticas do livro para obter já resultados. Mas aconselho a que leia o livro, em particular se gere equipas.

O quê e quando: o segredo do alto desempenho

A maior parte das pessoas tem alguma noção de que a sua energia varia ao longo do dia. Alguns até dizem que são cotovias (funcionam melhor de manhã) e outras corujas (funcionam melhor à noite).

Daniel Pink traz-nos as evidências científicas do padrão desta variação e de como podemos tirar partido do conhecimento desse padrão para melhor desempenho.

Já há muito que trabalho este tema nos meus cursos de gestão de tempo: aproveitar o pico de energia e concentração para fazer tarefas importantes que requerem…energia e concentração!

O que este livro me trouxe de novo foi a perceção de que há padrões da variação do estado ao longo do dia, que há tarefas mais adequadas a alguns períodos de tempo e como […]

O barato sai caro e não se vê no Excel

“O barato sai caro!” é uma frase tão corriqueira e no dia-a-dia muitas vezes, com a pressão de reduzir custos financeiros, de termos “Exceis” e Dashboards cheios de indicadores positivos, pomos em causa coisas que não se podem medir como a produtividade ou a satisfação das pessoas.

Vou dar-lhe um exemplo muito simples. No meu trabalho preciso de imprimir vários materiais para os participantes nos meus cursos (eu sei, não é muito ecológico mas por outro lado a escrita à mão é uma ferramenta poderosa para apoio na reflexão). Às vezes a impressora passa uma manhã a imprimir…trrrrr…trrrr…trrrrr

No início da minha atividade, armada do meu Excel de análise financeira e de objetivos de cortar custos não essenciais, escolhi uma marca de papel mais barata. Papel é papel! Em tudo semelhante ao das marcas mais caras. Parece…mas não! Encravava, juntava folhas e não só obrigava a imprimir algumas coisas segunda vez como obrigava a um maior acompanhamento e verificação.

Tempo…é dinheiro. Resolvi experimentar outra marca de papel mais cara (já agora passo a publicidade estou a usar a marca Navigator). E o problema acabou. Como quantifico o ganho? Em euros? Não fiz a conta. Em tempo, algum e tempo perdido (e irritação […]

Uma experiência impressionante sobre o impacto dos gestores nos resultados

A estratégia mais eficaz para chegar onde queremos

Quer chegar a algum sítio? O “sítio” de cada um pode ser algo como forma física, saúde, qualidade das relações, aprendizagem, progressão profissional, desempenho.

Na vida como se chega a um sítio? Indo.

Indo como? Tipicamente um passo depois do outro.

O passo pode ser pequeno? Pode!

Muitos passos pequenos o que criam? Um caminho.

O caminho onde leva? Ao “sítio”.

Pronto.

Quer ler/aprender mais? Comprometa-se consigo mesmo a ler um capítulo por dia ou 30 minutos por dia.

Quer aumentar a sua resistência física? Comece por andar 30 minutos. Vá incluindo pequenos períodos de corrida. Procure na net planos de treino para essa progressão.

Quer mudar de emprego? Invista 30 minutos por dia a fazer o necessário para isso acontecer como atualizar o seu CV, fazer contactos, procurar oportunidades.

“Ahhh 30 minutos não dá para nada”. Não dá?

Fazendo as contas: são 3 horas e 30 minutos por semana.

Ao fim do ano são 182 horas. O que equivale a 4 semanas e meia de 40 horas de trabalho.

Passo a passo…faz-se o caminho.

Duas maneiras para os diretores de obra terem resposta aos emails e anteciparem quando não lhes respondem

Um estudo de 2012 refere que em média passamos 28% do nosso dia de trabalho a lidar com o email. Isso são pelo menos 11 horas da nossa semana. Imagino que tendo em conta a diversidade de intervenientes e assuntos que um diretor de obra tem de gerir, este tempo por vezes possa até ser maior.

Mas principalmente, o diretor de obra tem de ser capaz de dar resposta a emails e fazer seguimento de assuntos, interagindo com pessoas que estão igualmente imersas em muitas grandes e pequenas coisas para tratar.

O resultado? Não ter resposta. Ou ter respostas incompletas. Ou ter respostas pouco claras. Ou que os compromissos não sejam cumpridos nos prazos desejados.

É essencial conseguir garantir que tem as respostas que precisa e consegue dar seguimento a assuntos em falta (por exemplo fazer seguimento se não teve informação/resposta que precisava até uma determinada data) sem isso lhe trazer trabalho adicional ou ocupar espaço mental.

Tudo isto ao mesmo tempo que dá resposta a muitas outras coisas, muitas vezes a correr de um lado para o outro e a depender do telemóvel para fazer tudo isso.

Vou partilhar consigo duas maneiras de comunicar de um modo mais efetivo por email. Uma […]