Vamos relembrar as coisas boas que temos no nosso trabalho e inspirar outros a fazê-lo?

Vivemos num mundo em que até parece mal falar bem do trabalho…e ai de quem se atrever a estar bem-disposto numa segunda-feira.

Estou a exagerar mas sinto que faz falta treinar o “músculo positivo”, a nossa capacidade de reconhecermos as coisas boas que temos no trabalho e quem sabe inspirar outros a fazê-lo.

Chamei a esta iniciativa #Trabalhonalua 🙂 e proponho que partilhe fotos de coisas que gosta no seu trabalho. Podem ser pessoas, objetos, atividades. Grandes ou pequenas. Muito especiais ou corriqueiras. Aquelas coisas que tornam o seu dia melhor.

E ao partilhar cada foto, inspire outros a fazerem o mesmo desafiando outra pessoa a fazer o mesmo.

A realidade é essencialmente aquilo a que prestamos atenção. Vamos prestar atenção a coisas boas e treinar o #MusculoPositivo?

Durante quantos dias consegue fazer este treino?

Use as hashtags #Trabalhonalua #MusculoPositivo. Pode usar o texto seguinte e também se quiser explicar porque escolheu essa foto.

Dia X

Partilho fotos de coisas que gosto no meu trabalho (pessoas, objetos, atividades). Grandes ou pequenas. Muito especiais ou corriqueiras. Aquelas coisas que tornam o meu dia melhor. Vou treinar o #MusculoPositivo.

Desafio NOME DA PESSOA para fazer o mesmo!

#Trabalhonalua #MusculoPositivo

Dois hábitos das pessoas ocupadas e de alto desempenho

Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é uma ação mas um hábito. Aristóteles.

Gosto muito desta frase porque cada vez mais acredito que a nossa capacidade de realizarmos aquilo que queremos, de termos as relações que queremos, de nos sentirmos como queremos depende da nossa capacidade de criarmos hábitos QUE NOS SIRVAM.

Muitos de nós têm medo dos hábitos e vêem a rotina como algo maçador. No entanto, não percebemos que muito, mas mesmo muito (estudos indicam que mais que 40%), do que pensamos, sentimos e fazemos está em piloto automático, são rotinas internas que criámos ao longo do tempo. E algumas, senão muitas, não nos servem e até nos afastam do que queremos.

Um dos caminhos para transformar alguma área da nossa vida é transformarmos algo que fazemos diariamente. Coisas pequenas que ao entrarem na nossa rotina passam a fazer parte de quem somos e já nem gastamos energia a pensar nisso.

Hoje não quero falar sobre como os hábitos funcionam mas sugerir-lhe dois que pode integrar no seu dia-a-dia e o vão ajudar a sentir-se mais realizado, mais descansado e até com mais tempo.

Ofereça alguns minutos a si mesmo logo quando acorda

Muita gente começa o dia […]

Controla ou desenvolve pessoas?

Acho curiosa a expressão inglesa “control freak” que podemos traduzir por controlador. Quem lidera equipas pode ter a tentação de assumir este papel para garantir os resultados que pretende.

Isto pode-se materializar por exemplo em dizer como quer que as coisas sejam feitas, andar sempre em cima a verificar ou a envolver-se em detalhes com mais ou menos importância.

Esta microgestão pode funcionar se liderar uma pequena equipa ou tiver muito tempo disponível.

Quando a equipa começa a ser maior ou o tempo não é assim tão lato, começa a ser difícil usar esta estratégia…embora muitos continuem a fazê-lo!

Qual é a solução defendida por todos os especialistas? É investir o tempo e energia em desenvolver as pessoas, em ajudá-las a tornarem-se autónomas.

Dá trabalho? Pode dar.

Gasta tempo? Sim mas a médio prazo bem menos do que continuar a controlar.

Esse tempo é um investimento que lhe vai trazer um retorno exponencial.

Como fazê-lo? Espreite aqui o programa de liderança avançado em que trabalhamos isso mesmo.

A lista de coisas que tem para fazer causa-lhe ansiedade?

Não conheço ninguém que não tenha uma lista (e pode ser uma lista na cabeça) de coisas para fazer. Quando não estamos a falar de tarefas profissionais, falamos de coisas pessoais que há a fazer.

Uma coisa curiosa com esta lista é que nunca vai acabar. Muitos de nós estão quase viciados em despachar tarefas na ilusão inconsciente de que um dia não haverá mais nada a fazer e aí, finalmente, vamos descansar.

A minha agenda e a aplicação que uso para gerir as minhas tarefas são fundamentais para eu manter a sanidade. Uso essas ferramentas para planear o que há a fazer a nível profissional e pessoal mas também registo aí ideias que tenho, conteúdos que quero consumir, coisas que me quero lembrar de pensar, atividades recorrentes da minha vida, etc.

Para algumas pessoas a vista dessa informação toda agrupada poderia trazer alguma ansiedade e confesso que há dias em que sinto isso.

Nos últimos tempo tenho andado a fazer uma experiência derivada do treino de mindfulness. No treino de mindfulness treinamos a nossa atenção em estar aqui e agora.

O que tenho feito é lembrar-me disso repetindo com alguma frequência para mim mesma que

Eu encaro o que estou a fazer agora como […]

Como resistir à tentação

Resposta rápida: remover a tentação.

Todos nós somos “tentados” no dia-a-dia por coisas que gostaríamos de conseguir evitar.

Alguns de nós são tentados por comida.

Outros por distrações.

Outros por comportamentos que não nos servem.

Resistir à tentação é difícil porque implica gastar energia.

Chamamos a esta energia FORÇA DE VONTADE. Muitos de nós acreditam que ter ou não força de vontade é uma característica inata e pessoal mas isso não é verdade.

De uma maneira muito simplista considere que, tal como a força muscular, a força de vontade se gasta ao longo do dia (como? quando se usa!) e pode ser fortalecida.

Mas hoje não quero falar-lhe de como fortalecer a força de vontade. Quero deixar-lhe a sugestão mais simples para nem ter de a usar (e gastar).

Se a tentação não existir é muito, muito, muito mais fácil não nos deixarmos seduzir por ela.

Remova as tentações do seu ambiente

Por exemplo, se tem dificuldade em resistir à tentação de doces a solução é nem os comprar. “Bolacha comprada, bolacha comida!”. (E se a desculpa é que precisa de ter estas coisas em casa por causa das crianças, aconselho-o a ver a reportagem “Somos aquilo que comemos”. )

Se tem dificuldade em resistir à tentação de […]

O que fazer primeiro?

 

Matriz das prioridades

Em qualquer formação de gestão de tempo lhe falam sobre a matriz das prioridades/ Eisenhower que nos ajuda a olhar para as atividades que temos em mão e a analisá-las do ponto de vista da importância e da urgência.

Como nos pode ajudar?

Esta não é uma ferramenta que eu aconselhe usar no dia-a-dia mas traz vantagens noutros contextos:

  • Ajuda-nos a automatizar no nosso cérebro a avaliação da prioridade das tarefas com base na sua urgência e importância;
  • Ajuda-nos a trazer uma maior consciência para as tarefas (e a sair do piloto automático) e a identificar soluções para criarmos tempo;
  • Traz-nos uma estrutura para parar e definir prioridades quando está tudo a acontecer ao mesmo tempo (esta é a minha favorita).

Urgente e importante

Vou explorar agora um pouco esta matriz.

Estas duas dimensões, importância e urgência, levam-nos a trazer para o consciente que há uma diferença entre urgente e importante que contraria um pouco a noção atual de que se é urgente é importante o que não é necessariamente assim.

É curioso reconhecermos que quando operamos no modo “urgente” estamos no modo REAGIR.

Quando operamos no modo “importante” estamos no modo do controlo, no modo AGIR.

Na figura […]

Nem sempre as suas reuniões são efetivas?

O que é uma reunião efetiva?

Há dois tipos de reuniões: reuniões efetivas e reuniões para aquecer. 🙂

As perguntas abaixo dão-lhe algumas pistas para avaliar de que tipo são as suas reuniões.

  • Chega ao fim com a sensação de não ter produzido nada?
  • Os participantes estão a ver o email ou o telemóvel?
  • Na reunião seguinte alguns assuntos estão na mesma?
  • Alguém no fim diz “Vamos lá trabalhar!”?
  • A sala ficou mais quente?

As reuniões podem ter vários propósitos (encontrar soluções, tomar decisões, planear, coordenar o trabalho, informar).

Uma reunião é efetiva quando o seu propósito é cumprido e se criam as condições para que o acordado por todos seja realizado.

Quando isto não acontece a sala ficou mais quente (cada pessoa dissipa 70W) e desperdiçou-se tempo e dinheiro.

Quanto custa uma reunião?

Não temos o hábito de pensar quando custa uma reunião. Às vezes esforçamo-nos por poupar tostões e desperdiçamos muito mais em reuniões pouco efetivas.

De um modo muito simplificado podemos calcular o custo de uma reunião da seguinte maneira:

Custo de uma reunião (em horas) = número de participantes x duração da reunião

Exemplo

5 pessoas x 1 hora e 30 minutos = 7 horas e 30 […]

Como podia ter poupado 60 horas de trabalho

Esta semana descobri uma coisa que me vai fazer poupar muito tempo no meu trabalho

É uma das estratégias que trabalho por exemplo nas formações de gestão de tempo que facilito: levar as pessoas a refletirem como podem simplificar ou automatizar tarefas recorrentes que realizam. Nesse sentido, o uso da tecnologia pode fazer diferenças muito significativas.

Vou contar-lhe a situação que vivi esta semana. Eu escrevo todos os artigos do blog, como este que está a ler agora, num ficheiro Word e depois copio esse texto para o blog (que é feito com base no WordPress). Só que quando colo o texto do blog a formatação original (títulos, pontos, etc.) fica transformada e por isso na maior parte dos casos preciso de fazer a formatação toda novamente.

Eu sei que não parece um grande esforço mas é algo que faço todas as semanas e muitas vezes leva a enganos.

Até que esta semana estava a fazer uma tarefa muito semelhante mas com muito maior volume de trabalho: introduzir textos relativos a um curso online que vou lançar muito em breve.

Enfadada com a tarefa e a começar a prever o tempo que isso me ia demorar porque o texto tinha uma formatação complexa, resolvi […]

5 dicas para lidar com alguém “irritante”

Só de ler o título deste artigo começou logo a pensar nalgumas pessoas da sua vida? Talvez…

Vou dar-lhe algumas sugestões para lidar com alguém “irritante”…seja lá o que isso for para cada um.

Dica #1: não lidar

Evite. Fuja. Ignore.

Não siga. Desamigue (das redes sociais).

Dica #2: ter compaixão

Lembre-se que só tem que lidar com essa pessoa um tempo limitado mas essa pessoa precisa de lidar consigo mesma todo o dia.

Dica #3: não reagir

Reagir a um comportamento irritante pode reforçá-lo.

Às vezes esse comportamento pode ser uma forma de chamar a atenção. Ao reagir está a premiar esse comportamento.

Por exemplo, se alguém está a teimar em algo (e lembre-se que ninguém teima sozinho), reagir (teimar) reforça esse comportamento.

Dica #4: encorajar o positivo

Essa pessoa é sempre irritante? Provavelmente não.

Encoraje/elogie quando não o faz.

Dica #5: mudar a atitude

Respire fundo antes de ler o que vou dizer a seguir.

As pessoas não são irritantes.

Nós é que ESCOLHEMOS sentirmo-nos irritados com determinados comportamentos que alguém adota.

É certo que a escolha não é na maior parte das vezes consciente (“Agora que ele fez isto vou ficar mesmo irritado”) e é o resultado das nossas crenças, dos nossos valores, daquilo que ACREDITAMOS estar certo.

“Se não gostas de uma coisa, […]

Fazer a tarefa ou resolver o problema?

São coisas diferentes.

Há dias fui visitar o meu pai ao hospital de Santa Marta em Lisboa e ele não estava na cama. Devia já ter voltado de um tratamento noutro hospital por volta das 14 horas e às 17 ainda não tinha aparecido. Perguntei a uma enfermeira pelo meu pai e respondeu-me que ainda não tinha voltado. Isso eu já sabia. Precisei de lhe pedir explicitamente para ver a que horas tinha saído, onde estava e a que horas era previsível voltar para ter uma resposta que me ajudasse.

Chegou depois das 19 horas (acontece com alguma frequência o serviço de transportes de doentes apresentar estes atrasos talvez porque seja mais importante escolher os fornecedores mais baratos sem garantir se têm capacidade de resposta mas isso era assunto para outro artigo e estou basicamente a especular).

Mas neste caso o foco da enfermeira foi visivelmente responder à minha pergunta (que foi mal formulada, aceito!) e não resolver o problema de saber onde estava um doente que aparentemente esteve fora desde as 8 da manhã sem almoço, dependente de outros para tudo.

Eu percebi que ela estava cansada, saturada. Talvez já passasse a hora de ir embora. No entanto, isso não é uma […]