Por onde começar?

A lei dos 80/20, também conhecida por lei de Pareto, diz-nos que 20% das causas geram 80% dos resultados.

Estes números são mais ou menos indicativos mas sugerem coisas como 20% dos clientes geram 80% das vendas ou 20% dos problemas geram 80% das reclamações.

Esquecendo os números específicos, percebemos que podemos aumentar os resultados (vendas, reduzir reclamações, satisfação pessoal) com menos esforço se investirmos nos 20% que geram a maior parte dos resultados.

Em vez de investirmos em tudo ou em coisas que não trazem muito resultado, descobrir quais são aqueles 20% que potenciam os resultados levam-nos a agir com menos desperdício de energia.

Hoje proponho-lhe que use esta metodologia para refletir sobre (1) as áreas que gostava de desenvolver na sua vida ou (2) as coisas que lhe trazem “dor” na sua vida.

“Arrume” esses temas numa matriz consoante o resultado que tragam e o esforço que precisa para desenvolver essa área.

É certo que quantificar o resultado e o esforço pode não ser fácil. No entanto, conseguirá com certeza uma arrumação relativa que lhe ajudará a priorizar onde “atacar” primeiro. Para avaliar o esforço pense por exemplo no tempo, energia e investimento financeiro.


Pode pensar […]

Quando isto for “assim”…

Em situações de conflito com outros ou connosco mesmos ou de insatisfação com “a vida”, muitas vezes estamos agarrados à solução, à estratégia que nos trará satisfação. Quando isso acontecer,  quando os outros “forem/fizerem”, quando isto for “assim” vamos estar satisfeitos.

A solução pode ter a forma de coisas como relação com uma pessoa, bens materiais, experiências, condições de vida. Por exemplo, alguém pode pensar que para se sentir satisfeito precisa de estar mais tempo com alguém importante na sua vida, ou que um colega ajude mais, ou que haja silêncio, ou que ganhe mais, ou que o chefe o reconheça, ou que não haja trânsito, ou de comer algo, ou que…

O pior é quando essas soluções não dependem de nós mas do comportamento dos outros ou do “mundo”. Se nos mantivermos agarrados às soluções corremos o risco de ficar insatisfeitos.

Vale muito a pena investigarmos dentro de nós qual é a necessidade que motiva a solução que criámos. Mas investigar mesmo! Procurar perceber sem nos satisfazermos com a primeira resposta e óbvia. Estas necessidades no limite são sempre estados emocionais a que queremos aceder.

Há sempre uma necessidade e a solução/estratégia é a maneira que estamos a ver de satisfazer essa […]

O segredo das pessoas de “sucesso” para percorrerem o ciclo da vida

Acabámos de entrar no ciclo de um novo ano o que é inspirador para muitos. É um momento de recomeço, de novas intenções, de começar do zero.

Hoje proponho-lhe que este ano reconheça também a importância do ciclo semanal.

Partilho consigo este vídeo cuja mensagem me atrevo a transformar.

Todos nós, se não tivermos cuidado, percorremos a vida limitados a trilhos. Se os trilhos nos servem, isso é ótimo! E se não nos servem? E se há outros trilhos que nos servem mais?

Reconhecer a importância do ciclo semanal ajuda-nos a ir progressivamente olhando para esses trilhos e avaliando se nos estão a servir ou não.

Uma das estratégias aconselhadas pela maior parte das pessoas que anda “nisto” da descoberta de como termos melhores resultados e sermos mais felizes, aconselha a criação de um momento semanal em que paramos (!) para refletir.

Já o faço há anos e nem imagino a minha vida sem isso.

Neste momento, semanalmente, olhamos para a semana que passou e avaliamos como correu (as coisas boas e as menos boas) focando-nos na aprendizagem e não no fracasso.

É essencial perguntarmo-nos “o que poderia ter feito diferente ou vou fazer diferente?” pois se não o fizermos […]

Esqueça os objetivos para 2019

Com o fim do ano muitos começam a pensar e a definir os objetivos para o ano que aí vem. Somos bombardeados pela ideia de que é a única maneira de termos “sucesso” e, pior do que isso, de sermos felizes.

Depois do entusiasmo da definição dos objetivos vem muitas vezes a frustração. A frustração de não os conseguir alcançar. A frustração de olhar para o ano que passou e perceber que nada mudou. A frustração de viver num estado de quase-fracasso porque estamos sempre a correr para algo.

E há também a frustração de ao chegar lá, ao realizar o objetivo, percebermos que a satisfação não é assim tão duradoura.

Não estou a dizer que definirmos objetivos não é importante. Eles guiam-nos e dão-nos propósito mas o modo como muitos de nós estamos a lidar com isso, na prática, reduz a nossa probabilidade de os alcançarmos e, principalmente, de nos sentirmos satisfeitos.

Alguns especialistas defendem uma abordagem alternativa: em vez de definir objetivos defina um sistema.

Aristóteles dizia que “Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é uma ação mas um hábito”. E a ideia é mesmo essa. Se dermos pequenos passos sistematicamente, vamos sempre avançar.

Um sistema é um comportamento que […]

Ebook com artigos de 2018

Já passou a ser uma tradição anual compilar num pequeno ebook alguns dos artigos que escrevo no blog Objetivo Lua.

O critério da escolha este ano foi aqueles que me deram mais prazer escrever. 🙂

Pode descarregar aqui o ebook de 2018.

4 mitos sobre meditação e porque anda toda a gente a falar nisto

Aqueles que dançavam pareciam loucos para aqueles que não escutavam a música.

Nietzsche

Hoje em dia fala-se muito em meditação e mindfulness o que gera grandes paixões e também grandes resistências o que é completamente natural com coisas que desconhecemos. Sendo uma prática que faço há muito tempo, partilho alguns dos mitos, alguns que até eu tinha antes de começar.

Mito 1: Meditar é uma coisa meia espiritual e esotérica para gente esquisita

Este mito advém de este tipo de prática poder estar associado a filosofias ou práticas espirituais ou por algumas pessoas que fazem este tipo de prática se apresentarem nesses moldes.

Mas não tem de ser. Repare que na frase anterior usei duas vezes a palavra prática porque é isso mesmo que é. Pode ser encarado como um exercício mental.

É certo que facilita uma maior relação connosco mesmos e com o mundo e pode abrir portas e curiosidade para uma vida espiritual mas não tem de ser assim necessariamente se isso o assusta ou rejeita esse tipo de coisas.

Hoje em dia é uma prática usada em empresas e por pessoas que não aprofundam essa vertente…embora possa. 🙂

Mito 2: Meditar é […]

Novo estudo descobre (!) que fazer pausas aumenta o desempenho do trabalho em equipa

As pausas têm impacto no desempenho individual e no desempenho da equipa?

Este estudo da USC Viterbi’s Information Sciences Institute (ISI) é especialmente relevante pela quantidade de pessoas envolvidas (16665) num ambiente em que o desempenho é facilmente mensurável e de um certo modo “real”. Esta equipa usou sistemas de inteligência artificial para identificar padrões no desempenho dos jogadores de jogos de equipa online.

Observaram que os jogadores que fizeram pausas regulares tendiam a ter melhores resultados do que aqueles que não faziam pausas e isso era estendido ao desempenho global das suas equipas.

O desempenho individual reduzia-se entre 8 a 10% entre o início e o fim da sessão.  No fim de uma sessão sem pausas o desempenho era pior do que a de jogadores com menos experiência mas a começarem uma sessão.

Este padrão de deterioração de desempenho pode apontar para um fenómeno chamado cognitive depletion (esgotamento cognitivo) que ocorre quando trabalhamos em tarefas que requerem atenção por longos períodos de tempo. Atenção prolongada numa única tarefa reduz o desempenho. Como os músculos durante o exercício físico, a mente também precisa de descansar.

Os jogadores mais experientes foram menos susceptíveis a esta redução do que jogadores menos experientes, como se a experiência […]

O que tirei do método “faça bem as coisas” (GTD)

Um dos métodos de gestão de tempo mais conhecidos e usados hoje em dia é o “Getting Things Done – GTD” criado por David Allen em 2001. A tradução em português, pelo menos do livro, é “Fazer bem as coisas” cujo título pode induzir em erro ou inspirar valores mais altos porque fazer as coisas não significa fazê-las bem.

Este método tem vindo a ser atualizado mas essencialmente promete trazer foco, estratégia na capacidade de cumprir objetivos, criatividade e tranquilidade (isto da tranquilidade acrescento eu porque é o que sinto).

Pessoalmente não uso este método “by the book” mas incluo muitos dos seus conceitos fundamentais na minha própria gestão de tempo e organização pessoal. E hoje quero falar disso mesmo, dos grandes insights que o GTD me trouxe já nem me lembro bem quando…mas provavelmente num momento de desespero do tipo “arrrggghhhh para onde é que me viro”.

CAPTURAR…antes de fuja?

Um dos conceitos base do GTD é o da captura das coisas para fazer: escrevo as coisas para fazer, ideias, etc. das mais pequenas às maiores para criar espaço mental. Aqui uso várias ferramentas:

  • Caderno que tenho sempre em cima da secretária. Inicio cada dia numa página em branco, e escrevo do […]

O segredo do alto desempenho ao longo do dia

“O tempo não é a coisa principal. É a única coisa.” Miles Davis

É assim que começa um dos melhores livros que li nos últimos tempos sobre O TEMPO.

Daniel Pink mostra-nos resultados surpreendentes no seu mais recente livro “Quando: Os Segredos Cientificamente Comprovados do Timing Perfeito”.

Neste artigo vou partilhar algumas das ideias mais inovadoras e práticas do livro para obter já resultados. Mas aconselho a que leia o livro, em particular se gere equipas.

O quê e quando: o segredo do alto desempenho

A maior parte das pessoas tem alguma noção de que a sua energia varia ao longo do dia. Alguns até dizem que são cotovias (funcionam melhor de manhã) e outras corujas (funcionam melhor à noite).

Daniel Pink traz-nos as evidências científicas do padrão desta variação e de como podemos tirar partido do conhecimento desse padrão para melhor desempenho.

Já há muito que trabalho este tema nos meus cursos de gestão de tempo: aproveitar o pico de energia e concentração para fazer tarefas importantes que requerem…energia e concentração!

O que este livro me trouxe de novo foi a perceção de que há padrões da variação do estado ao longo do dia, que há tarefas mais adequadas a alguns períodos de tempo e como […]

A estratégia mais eficaz para chegar onde queremos

Quer chegar a algum sítio? O “sítio” de cada um pode ser algo como forma física, saúde, qualidade das relações, aprendizagem, progressão profissional, desempenho.

Na vida como se chega a um sítio? Indo.

Indo como? Tipicamente um passo depois do outro.

O passo pode ser pequeno? Pode!

Muitos passos pequenos o que criam? Um caminho.

O caminho onde leva? Ao “sítio”.

Pronto.

Quer ler/aprender mais? Comprometa-se consigo mesmo a ler um capítulo por dia ou 30 minutos por dia.

Quer aumentar a sua resistência física? Comece por andar 30 minutos. Vá incluindo pequenos períodos de corrida. Procure na net planos de treino para essa progressão.

Quer mudar de emprego? Invista 30 minutos por dia a fazer o necessário para isso acontecer como atualizar o seu CV, fazer contactos, procurar oportunidades.

“Ahhh 30 minutos não dá para nada”. Não dá?

Fazendo as contas: são 3 horas e 30 minutos por semana.

Ao fim do ano são 182 horas. O que equivale a 4 semanas e meia de 40 horas de trabalho.

Passo a passo…faz-se o caminho.