As pausas têm impacto no desempenho individual e no desempenho da equipa?

Este estudo da USC Viterbi’s Information Sciences Institute (ISI) é especialmente relevante pela quantidade de pessoas envolvidas (16665) num ambiente em que o desempenho é facilmente mensurável e de um certo modo “real”. Esta equipa usou sistemas de inteligência artificial para identificar padrões no desempenho dos jogadores de jogos de equipa online.

Observaram que os jogadores que fizeram pausas regulares tendiam a ter melhores resultados do que aqueles que não faziam pausas e isso era estendido ao desempenho global das suas equipas.

O desempenho individual reduzia-se entre 8 a 10% entre o início e o fim da sessão.  No fim de uma sessão sem pausas o desempenho era pior do que a de jogadores com menos experiência mas a começarem uma sessão.

Este padrão de deterioração de desempenho pode apontar para um fenómeno chamado cognitive depletion (esgotamento cognitivo) que ocorre quando trabalhamos em tarefas que requerem atenção por longos períodos de tempo. Atenção prolongada numa única tarefa reduz o desempenho. Como os músculos durante o exercício físico, a mente também precisa de descansar.

Os jogadores mais experientes foram menos susceptíveis a esta redução do que jogadores menos experientes, como se a experiência criasse uma certa resiliência. Talvez porque a experiência permite automatizar alguns processos, pensar menos e por isso gastar menos energia.

Às vezes fazer um pouco menos, permitir-se a parar e descansar é a maneira de recuperar. O desafio é que muitos de nós julgam que o produzir continuamente é a solução para sempre mais produtivos…será? Este estudo sugere que não.