Nem sempre as suas reuniões são efetivas?

O que é uma reunião efetiva?

Há dois tipos de reuniões: reuniões efetivas e reuniões para aquecer. 🙂

As perguntas abaixo dão-lhe algumas pistas para avaliar de que tipo são as suas reuniões.

  • Chega ao fim com a sensação de não ter produzido nada?
  • Os participantes estão a ver o email ou o telemóvel?
  • Na reunião seguinte alguns assuntos estão na mesma?
  • Alguém no fim diz “Vamos lá trabalhar!”?
  • A sala ficou mais quente?

As reuniões podem ter vários propósitos (encontrar soluções, tomar decisões, planear, coordenar o trabalho, informar).

Uma reunião é efetiva quando o seu propósito é cumprido e se criam as condições para que o acordado por todos seja realizado.

Quando isto não acontece a sala ficou mais quente (cada pessoa dissipa 70W) e desperdiçou-se tempo e dinheiro.

Quanto custa uma reunião?

Não temos o hábito de pensar quando custa uma reunião. Às vezes esforçamo-nos por poupar tostões e desperdiçamos muito mais em reuniões pouco efetivas.

De um modo muito simplificado podemos calcular o custo de uma reunião da seguinte maneira:

Custo de uma reunião (em horas) = número de participantes x duração da reunião

Exemplo

5 pessoas x 1 hora e 30 minutos = 7 horas e 30 […]

5 dicas para lidar com alguém “irritante”

Só de ler o título deste artigo começou logo a pensar nalgumas pessoas da sua vida? Talvez…

Vou dar-lhe algumas sugestões para lidar com alguém “irritante”…seja lá o que isso for para cada um.

Dica #1: não lidar

Evite. Fuja. Ignore.

Não siga. Desamigue (das redes sociais).

Dica #2: ter compaixão

Lembre-se que só tem que lidar com essa pessoa um tempo limitado mas essa pessoa precisa de lidar consigo mesma todo o dia.

Dica #3: não reagir

Reagir a um comportamento irritante pode reforçá-lo.

Às vezes esse comportamento pode ser uma forma de chamar a atenção. Ao reagir está a premiar esse comportamento.

Por exemplo, se alguém está a teimar em algo (e lembre-se que ninguém teima sozinho), reagir (teimar) reforça esse comportamento.

Dica #4: encorajar o positivo

Essa pessoa é sempre irritante? Provavelmente não.

Encoraje/elogie quando não o faz.

Dica #5: mudar a atitude

Respire fundo antes de ler o que vou dizer a seguir.

As pessoas não são irritantes.

Nós é que ESCOLHEMOS sentirmo-nos irritados com determinados comportamentos que alguém adota.

É certo que a escolha não é na maior parte das vezes consciente (“Agora que ele fez isto vou ficar mesmo irritado”) e é o resultado das nossas crenças, dos nossos valores, daquilo que ACREDITAMOS estar certo.

“Se não gostas de uma coisa, […]

Tudo é urgente e os imprevistos previsíveis numa obra

Depois do artigo “Porque é a função de diretor de obra difícil“,  vou hoje continuar a escrever sobre alguns dos desafios que os diretores de obra enfrentam embora a situação seja transversal a outras profissões e estas reflexões possam ser úteis a outras pessoas.

Tudo é importante e urgente…

Hoje em dia vive-se no modo do “tudo é importante e urgente” (e a ideia errada de que se é urgente é necessariamente importante mas isso é assunto para outro artigo). A ideia de que “tudo é importante e urgente” deixa muita gente sem energia e foco para investir tempo em coisas que, não sendo urgentes, são importantes.

É curioso reconhecermos que quando operamos no modo “importante e urgente” estamos no modo REAGIR: reagimos a problemas e imprevistos, respondemos rapidamente para cumprir prazos e reagimos a emails e telefonemas que precisam de resposta rápida.

Em geral são atividades que precisamos de fazer rapidamente e bem. Por outro lado, se não lhes conseguimos dar resposta, devemos:

  • clarificar prazos (sim, nem sempre o urgente ou para ontem é real, muitas vezes é um desejo de outros até para eles próprios tirarem isso das suas preocupações)
  • renegociar prazos e gerir expetativas. Muitas vezes é melhor assumir conscientemente […]

As leis de murphy: se pode correr mal…vai correr!

As leis de Murphy (resumindo, se alguma coisa pode correr mal…vai correr) tiveram origem numa base da Força Aérea nos Estados Unidos em 1949. Existem inúmeras “leis” que se enquadram nesta tão “otimista” perspetiva e hoje partilho algumas. 🙂

Se alguma coisa pode correr mal, vai correr. E vai correr mal da pior maneira, no pior momento e causando o maior dano possível.

Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

Tudo leva mais tempo do que pensamos.

A fila do lado anda sempre mais rápido.

Nunca atribua à malícia aquilo que pode ser explicado pela estupidez.

Se está tudo a correr segundo plano então de certeza que algo está prestes a correr mal.

A única coisa previsível sobre o seu dia é que algo imprevisível vai acontecer.

Será que as suas mensagens de voz são claras?

Confesso: escrevo este artigo num estado de resmunguice e para resolver um problema que tenho.

Às vezes, tenho mensagens no atendedor do telemóvel que não consigo perceber, em particular o nome da pessoa ou o contacto. E eu até quero ligar de volta mas não consigo!

Às vezes as pessoas falam tão depressa que é difícil perceber ou tirar nota.

Eu sei que posso ligar para o número de onde a chamada foi feita. Só que às vezes, as chamadas foram feitas do telefone da empresa e quando ligo para lá vou ter ao número geral e não sei quem me ligou.

Deixo algumas sugestões para deixar mensagens de áudio. Leia, a sério. Mesmo que ache que não tem este problema.

  1. Não deixe uma mensagem de áudio. 🙂 Envie uma sms ou um email. É mais fácil de processar e dar seguimento.
  2. Comece por dizer o seu nome e (e se relevante o nome da empresa da qual está a ligar) claramente, pausadamente, articulando bem as palavras.
  3. Explique o que pretende.
  4. Deixe o seu número de contacto, dizendo cada algarismo lentamente e articulando bem as palavras para que não haja enganos.

Respiro agora fundo. Se calhar era melhor eu acrescentar estas dicas na minha […]

Porque há pessoas que querem mesmo aprender a liderar melhor…

Recentemente lancei um programa de treino de liderança avançado para empresas. Criei este programa com a intenção de ajudar quem lidera equipas a adotar estratégias para lidar com os obstáculos que tipicamente os líderes enfrentam e que os impedem de potenciar os resultados das suas equipas.

Este programa tem vários formatos e um deles é o programa de treino individual. Aqui o trabalho a fazer é altamente personalizado e consiste num trabalho de estudo e reflexão do participante complementado por sessões de treino/coaching individuais onde o participante terá oportunidade de aplicar o que aprendeu à sua realidade específica.

A quem se destina o programa de treino individual?

Pelas pessoas que me têm contactado e pelas razões que me levaram a criar este formato, imagino que se está num dos cenários abaixo, talvez lhe interesse:

  • Criou a sua empresa e tem uma pequena equipa a trabalhar consigo. Talvez seja especialista na sua área de negócio mas na prática, ou nunca liderou equipas ou tem consciência que pode melhorar essa competência. Percebe que, quando isso acontecer, vai ajudar a sua equipa a ter melhores resultados e a tornar-se mais autónoma. No limite, sabe que além de melhorar os resultados do seu negócio, isso […]

Como lidar com alguém irritado

Por vezes lidamos com pessoas que estão irritadas o que dificulta a comunicação com essas pessoas. Muitas vezes demonstram a irritação falando alto e não ouvindo os nossos argumentos o que dificulta a resolução de um problema.

Hoje partilho algumas estratégias que podem ajudar nesta situação.

Tenha presente qual é a SUA intenção

Neste sistema (eu e o outro) só controlamos a nós próprios por isso vamos começar por aí.

Na situação de uma discussão mais acesa, tenha consciente qual é a sua intenção, o seu propósito. Tipicamente quer resolver um problema e a outra pessoa, devido ao seu estado de irritação, está a dificultar.

Cuidado que por vezes a sua intenção (inconsciente) é mostrar que tem razão. Essa intenção pode não ajudar a resolver o problema.

Além disso, às vezes somos influenciados pela irritação do outro e ficamos também irritados…o que também não ajuda.

Quando se encontra nesta situação, responda a estas três perguntas:

  1. Qual é a minha intenção nesta interação? Resolver um problema? Acalmar a outra pessoa? Encontrar uma solução? Esclarecer o que se passou? Justificar-me?
  2. Qual é o estado emocional que facilita esta intenção? O estado irritação não vai com certeza ajudar. Talvez um estado de calma, foco, paciência, empatia sejam mais facilitadores? […]

Liderança em Portugal

Há umas semanas lancei um questionário para recolher informação sobre os comportamentos dos líderes em Portugal.

Queria verificar se a realidade de outros países, em que os líderes têm dificuldade em adotar uma série de comportamentos, também se verificava cá.

Resposta curta: sim, em Portugal verifica-se a mesma realidade de outros países.

Parti de métricas internacionais que indicavam que os 5 comportamentos que os líderes têm mais dificuldade em adotar para se conectarem com as equipas e alavancarem o seu potencial são, por ordem de dificuldade:

  • falham em dar feedback (reconhecimento e redirecionar para um melhor desempenho);
  • falham em ouvir e envolver;
  • falham em usar o estilo de liderança certo (demasiada ou pouca supervisão);
  • falham em definir objetivos claros;
  • falham no desenvolvimento de outros.

Os respondentes ao questionário responderam à questão “como que frequência, quando liderado, os seus líderes adotam cada um destes comportamentos?”.

As respostas reforçam que em Portugal também existem estas dificuldades embora com um peso diferente.

O comportamento “desenvolver os outros” é o comportamento que as respostas revelaram ser menos frequente em Portugal ao contrário das respostas internacionais que indicavam que, dos 5 comportamentos indicados, era o que os líderes tinham menos dificuldade em adotar.

Destaca-se que o comportamento “ouvir e envolver” é, […]

6 dicas práticas para lidar com quem não nos ouve (e ouvir melhor)

Em situações de conflito ou discussão de ideias, por vezes temos a sensação de que não estamos a ser ouvidos. Esta é uma das maiores dificuldades nestas situações: se não somos ouvidos, como podemos comunicar a nossa posição?

E quando sentimos que não estamos a ser ouvidos também tendemos a não ouvir o outro.

Saber ouvir cria rapport/empatia o que facilita a relação e consequentemente a capacidade de juntos chegarmos a uma solução (agrada-lhe ajudar ou fazer concessões a alguém de quem não gosta ou que o está a irritar?).

Como não pode amarrar a outra pessoa e obriga-la a ouvi-lo, pode pelo menos contribuir para que o outro sinta que está a ser ouvido na esperança que fique também mais disposto a ouvir.

Aqui há duas coisas que pode fazer:

  1. Ouvir!
  2. Como pode estar a ouvir e a outra pessoa não ter essa perceção, faça perceber que está realmente a ouvir.

De seguida deixo-lhe algumas dicas muito práticas nesse sentido.

  1. Mostre que ouviu e clarifique mal entendidos dizendo por exemplo “deixa-me ver se percebi, o que estou a perceber é que…” e repita o que outro disse. Assim, caso não tenha interpretado bem, há a oportunidade de o outro o corrigir. Passando a […]

Como criar confiança nos seus clientes

Se as pessoas gostam de si elas o escutarão mas se confiarem em si farão negócios consigo.

Zig Ziglar

Quem trabalha na área comercial reconhece a importância de criar uma relação de confiança com os seus clientes. Para isso é essencial entregar um produto/serviço que traga valor mas também ser capaz de potenciar uma relação de empatia com os clientes.

Todos temos noção de que é mais fácil criar empatia, confiança e influenciar algumas pessoas do que outras. Pode até haver clientes que evita ou procrastina o contacto.

Muitas vezes essa dificuldade está relacionada com diferenças de personalidade, atitude e das coisas que valorizamos e que se refletem no modo como se abordam os clientes e que tipo de argumentos usamos.

As nossas preferências individuais levam-nos a agir e comunicar de um determinado modo e por vezes esse modo pode ser contraproducente.

Há dois tipos de informação que nos podem ajudar neste caminho:

  1. Reconhecer as nossas preferências comportamentais e de comunicação, quais os nossos pontos fortes e como é que algumas dessas preferências, em determinados contextos nos limitam
  2. Reconhecer as preferências comportamentais dos nossos interlocutores e adaptarmos os nossos comportamentos e estratégias de comunicação de modo a “falarmos” a […]