A importância da comunicação não-verbal e como é que o estudo de Mehrabian tem vindo a ser mal interpretado

Não podemos negar que, quando comunicamos, a linguagem não-verbal (por exemplo as nossas expressões faciais, o modo como usamos o nosso corpo, o ritmo e tom da nossa voz) tem um impacto muito maior do que a generalidade das pessoas pensa e que, principalmente os perfis mais lógicos, tendem a descurar esta realidade.

Se tem assistido a programas ou seminários sobre comunicação, é provável que já tenha tido contacto com o famoso estudo de Mehrabian e a regra dos 7%-38%-55%. Neste artigo partilho como é que este estudo tem vindo a ser mal interpretado e algumas pistas sobre a importância da comunicação não verbal.

O estudo de Mehrabian: a regra dos 7%-38%-55%

No fim dos anos 60, Mehrabian e colegas fizeram um estudo de que resultou o conhecido gráfico da importância relativa das várias componentes da comunicação. Este estudo levou à generalização de que as palavras que usamos têm um peso de 7% na comunicação, o tom de voz (velocidade, tom, volume) tem um peso de 38% e a linguagem corporal (o modo como nos movemos, as nossas expressões faciais) tem um peso de 55%.

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Porque é que o estudo de Mehrabian é um […]

Porque não somos marionetas: novos pontos de vista para quem gosta de coisas simples e que funcionam

Hoje partilho uma ferramenta comportamental que me está a deixar muito entusiasmada já que nos permite olhar para vários tipos de situações de outro modo e encontrar novas soluções. Permite trabalhar áreas como melhorar o nosso desempenho individual e dentro de uma equipa, motivação, comunicação, gestão de conflitos, liderança e vendas. Gosto da ideia de que não somos marionetas e que quando queremos podemos fazer algo para mudar os nossos resultados. Esta ferramenta ajuda-nos a fazer isso.

Esta ferramenta comportamental chama-se DiSC. Neste artigo vou contar-lhe como o DiSC me ajudou há muitos anos e como o DiSC o pode ajudar agora. Aproveite a campanha de lançamento durante Fevereiro e Março!

O meu primeiro contacto com o DiSC

O DiSC é uma ferramenta de desenvolvimento comportamental que descreve os nossos comportamentos em 4 dimensões: Dominância, Influência, eStabilidade Conscienciosidade.objetivo-lua-disc-relatorio

Tive contacto com o DiSC já há alguns anos quando pela primeira vez preenchi o questionário DiSC que consiste num conjunto de perguntas de escolha múltipla sobre os comportamentos que temos com mais frequência.

Lembro-me de ter observado que o relatório que resultou das minhas respostas fazia todo o sentido. Sinto sempre algum desconforto quando me tentam colocar numa “caixinha” de […]

As crenças que reduzem a nossa inteligência – como sermos melhores pessoas, líderes e pais?

Fiquei encantada com o trabalho da psicóloga Carol S. Dweck que tem vindo a estudar o que é que leva pessoas inteligentes a terem comportamentos “estúpidos”. As conclusões a que ela chegou são sem dúvida muito importantes para nos guiarem a nível pessoal, na gestão de equipas e até no modo como educamos os nossos filhos.

As duas crenças

A Carol Dweck explica que existem dois tipos de crenças relativas à inteligência e que, dependendo da crença, as pessoas têm comportamentos diferentes:

  • Crença da inteligência fixa (fixed mind-set), ou seja, a inteligência é uma característica fixa da pessoa;
  • Crença da inteligência crescente (growth mind-set), ou seja, a inteligência é um potencial que pode ser desenvolvido através da aprendizagem e esforço.

Em geral 85% das pessoas escolhe e vive segundo uma destas crenças (mesmo sem ter pensado muito nisso) e o resto está indeciso ou tem uma crença hibrida. Por outro lado, alguns têm uma crença em relação a uma área específica da sua vida (como resultados académicos) ou mesmo relativamente a um tema (por exemplo a crença de que não têm jeito para a matemática e que isso é uma característica inata).

O curioso é que as pessoas, dependendo da crença, agem de maneira diferente […]

Mapa mental para organizar ideias, resolver problemas e melhorar aprendizagens

Diz-se que uma imagem vale mais que 1000 palavras e muita gente tem mais facilidade em perceber conceitos e organizar as ideias fazendo um esquema.

Gosto particularmente da estratégia de fazer um diagrama mind map/mapa mental.

exemplo-mindmap

 

Para que serve

Os mind maps são usados por muita gente para:

  • Organizar informação e descobrir relações para por exemplo estudar ou absorver melhor conhecimento facilitando por exemplo a compreensão e memorização em 10% comparando com tirar notas do modo convencional;
  • Apoiar sessões de brainstorming;
  • Resolver problemas e aumentar a criatividade;
  • Recolher e organizar informação para estruturar um documento ou uma apresentação;
  • Planear uma tarefa complexa ou projeto (há até quem use como lista de tarefas);
  • Definir estratégias de um negócio, projeto ou da vida;
  • Ter uma visão geral de qualquer assunto.

O que é

Provavelmente uma das razões pelas quais este método funciona tão bem é por ser intuitivo reproduzindo o modo como pensamos.

A ideia base destes diagramas é partir de um nó central, que representa uma ideia principal, e acrescentar informação relacionada em vários braços que por sua vez podem também ter outros braços. Podemos fazê-lo numa folha, num quadro branco ou usar uma aplicação informática específica. Hoje em dia há várias aplicações informáticas que […]

A ciência da motivação: às vezes não precisa de fazer algo, basta parar de fazer o que já faz!

Cada vez mais temos consciência do impacto do modo como as pessoas se sentem no trabalho no seu desempenho e nos resultados da empresa. Num estudo recente considerando o universo de trabalhadores dos Estados Unidos, sobre o qual vou escrever em breve, identificaram que só 30% dos trabalhadores se sentem comprometidos com o trabalho (o termo original é engaged, que podemos descrever como uma mistura de empenho, entusiasmo, paixão, esforço). Estar disponível para dar o esforço extra já não é suficiente para que os resultados se concretizem.

O dinheiro não satisfaz

Vários factores são fundamentais para a motivação e retenção. Muitos gestores ainda acreditam que os prémios monetários são a resposta. Cada vez mais estudos sugerem que os bónus funcionam para tarefas simples e mecânicas mas que para tarefas que envolvem capacidades cognitivas e criativas, este incentivo tem o efeito de piorar (!) o desempenho. Veja o vídeo Drive: A surpreendente verdade sobre o que nos motiva (cerca de 11 minutos).

Isto não quer dizer que a retribuição monetária não tenha um impacto muito importante na motivação: tem impacto e negativo na motivação em situações em que as pessoas são mal pagas. Como usar então o dinheiro como fonte de motivação? Pagar […]

Novos cursos que o vão ajudar a realizar os seus sonhos para 2015

Comece já a preparar 2015 e espreite estes cursos que o poderão ajudar a melhorar os seus resultados profissionais e pessoais.

Convido-o a espreitar o curso Gestão de stress: energia e resiliência, factores com grande impacto no modo como usamos o tempo, como nos sentimos e nos nossos resultados. Parte deste curso ajudará também a melhorar o modo como comunica consigo e com os outros já que isso é muitas vezes uma fonte de stress. Se decidir participar inscreva-se assim que puder já que o grupo do curso de Gestão de Stress será muito pequeno para um maior acompanhamento individual.

 

curso gestão de stress

 

Porque o tempo é limitado aprenda a criar tempo para as coisas importantes para si melhorando resultados e aumentando foco, eficiência, eficácia e serenidade neste curso de gestão de tempo.

gestão de tempo

 

Seleção de vídeos no youtube

Convido-vos a visitar o canal do youtube que criei e onde vou colocar:

objetivo-lua-youtube

Modelo de liderança situacional

Ensinaram-nos em pequenos que devíamos fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Do ponto de vista da liderança e da comunicação, em geral, este é um conceito que nos pode trazer problemas já que como somos todos diferentes e temos necessidades diferentes, agir com os outros como gostaríamos que agissem connosco pode não nos trazer os resultados que pretendemos.

O modelo de liderança situacional do Ken Blanchard é muito útil para refletir e definir comportamentos que tragam melhores resultados neste campo. Além de enfatizar que o estilo de liderança deve ser diferente consoante a pessoa com quem interage, este modelo dá um passo à frente: o estilo de liderança deve ser diferente consoante a tarefa ou objetivo que a pessoa está a desempenhar. Todos nós temos alto desempenho e motivação para fazer algumas coisas e menos noutras, talvez por nunca as termos feito ou não estarmos confiantes nas nossas capacidades.

Imagine que lidera um excelente e autónomo técnico e que esta pessoa passa a ter funções de gestão de equipa. Relativamente às tarefas de gestão esta pessoa provavelmente não está tão à vontade e não pode ser liderada do mesmo modo que era quando as suas responsabilidades eram tarefas […]

O vício da ilusão do não-sozinho

Tenho a sorte de ter alguns amigos que preferem pessoas em que podem mexer e olhar nos olhos a pessoas através de máquinas…talvez seja por alguns deles não se darem muito com algumas destas máquinas o que do meu ponto de vista egoísta é uma sorte.

Olhe à usa volta. Quantas vezes já viu grupos de pessoas, aparentemente juntas, cada uma ligada ao seu telemóvel…talvez até a falarem e a partilharem coisas uns com os outros…”olha a foto do prato que vou jantar”…like, like, like.

phubbing-telemovel

 

Há também outro fenómeno interessante que é fingirem-se ocupados a telefonar ou enviar sms para evitar pessoas e interação social (parece que 30% das pessoas faz isto). O fenómeno de ignorar os outros usando um o telemóvel até já tem um nome: phubbing e uma campanha humorística contra isso.

 

phubbing-campanha

Um estudo no Reino Unido revelou que as pessoas entre os 18 e 34 anos estão tão viciados no seu telemóvel que lhe mexem em média quase de 10 em 10 minutos. Acima dos 34 anos a média passa para a ordem dos 21 minutos e este tempo vai […]

Faz reuniões para aquecer?

Muita gente se queixa do tempo que passa em reuniões e que muitas vezes não são produtivas. Há até quem diga no fim da reunião “vamos lá trabalhar”. O ser humano dissipa cerca de 70W por isso, se junta muita gente, acaba por aquecer a sala…mas provavelmente não é esse o resultado mais importante. 🙂

Uma reunião custa dinheiro (contabilize o custo médio/hora de cada participante e multiplique-o pela duração da reunião). O valor gerado pela reunião vale a pena o investimento de tempo/dinheiro? Deixo hoje algumas boas práticas para tornar as reuniões mais produtivas. No limite, se a reunião não lhe traz valor ou pode obter o mesmo resultado de outro modo, não faça a reunião. Se a organização da reunião não depende de si, pode sempre passar este artigo a quem a organiza ou oferecer-se para o fazer. Partilho também alguns cartoons do Scott Adams que  descrevem muito sagazmente o que se passa em muitas empresas. Clique nas imagens para ver melhor.

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Antes da reunião: a preparação

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 Preparar a reunião é um passo essencial para que esta seja […]