Lembre-se do comportamento ou hábito que quer adotar

“Quero ser mais paciente e ouvir os outros”.

“Quero estar mais focado”.

“Gostava mesmo de me sentir tranquilo”.

“Quero fazer mais pausas ao longo do dia.”

“Quero estar mais consciente”.

“Quero beber mais água”.

Quero, gostava…e o dia passa e não fazemos!

Isso é muito natural porque na maior parte das vezes é difícil contrariar o piloto automático. Muitas vezes a dificuldade extra é que nos esquecemos destes nossos objetivos.

Tenho uma sugestão para si: crie uma frase ou palavra que o lembre do que deseja e defina-a como palavra passe para aceder ao seu computador. Assim, cada vez que se ligar vai-se lembrar. Quantas mais vezes se desligar e ligar (e basicamente se não o faz, devia sempre que sai de perto do seu computador), mais se vai lembrar.

Se achar que esse tipo de palavra passe é fraco porque tem de ter muitos números e símbolos esquisitos, descubra quantos anos são necessários para descobrir a sua palavra passe neste site.

Fazer tempo para aprender

Nos últimos tempos criei a rotina de ouvir podcasts de temas que me interessam enquanto conduzo, mas sempre com atenção à estrada :).

Há pessoas que também o fazem enquanto estão a fazer outras atividades como por exemplo a cozinhar. Ainda não cheguei a essa fase. Também é bom estar por exemplo a cozinhar e a usufruir disso mesmo.

Mesmo não sendo muito tempo, o acumular de pequenos tempos traz-me ideias, aprendizagens e sorrisos que de outra forma não teria.

O passo seguinte que estou a testar nas últimas semanas é ouvir audiobooks. Confesso que sempre achei que não ia gostar em particular por ser difícil de manter a atenção. E é!

Para lidar com isso optei por algumas estratégias

  • Não estou a ouvir audiobooks de livros “técnicos”. Para mim é mais difícil de organizar as ideias e apreender o significado quando os conteúdos têm por exemplo uma estrutura (por exemplo 5 pontos para…). Nesses livros tipicamente gosto de sublinhar ou tirar notas e a ouvir é mais difícil.
  • Optei por livros com temas que me interessam. Às vezes distraio-me mas há sempre a possibilidade de andar 30 segundos para trás. Por outro lado tenho a sensação de que algumas ideias “ficam” mais. Como […]

Fazer a tarefa ou resolver o problema?

São coisas diferentes.

Há dias fui visitar o meu pai ao hospital de Santa Marta em Lisboa e ele não estava na cama. Devia já ter voltado de um tratamento noutro hospital por volta das 14 horas e às 17 ainda não tinha aparecido. Perguntei a uma enfermeira pelo meu pai e respondeu-me que ainda não tinha voltado. Isso eu já sabia. Precisei de lhe pedir explicitamente para ver a que horas tinha saído, onde estava e a que horas era previsível voltar para ter uma resposta que me ajudasse.

Chegou depois das 19 horas (acontece com alguma frequência o serviço de transportes de doentes apresentar estes atrasos talvez porque seja mais importante escolher os fornecedores mais baratos sem garantir se têm capacidade de resposta mas isso era assunto para outro artigo e estou basicamente a especular).

Mas neste caso o foco da enfermeira foi visivelmente responder à minha pergunta (que foi mal formulada, aceito!) e não resolver o problema de saber onde estava um doente que aparentemente esteve fora desde as 8 da manhã sem almoço, dependente de outros para tudo.

Eu percebi que ela estava cansada, saturada. Talvez já passasse a hora de ir embora. No entanto, isso não é uma […]

Esqueça os objetivos para 2018

Com o fim do ano muitos começam a pensar e a definir os objetivos para o ano que aí vem. Somos bombardeados pela ideia de que é a única maneira de termos “sucesso” e, pior do que isso, de sermos felizes.

Depois do entusiasmo da definição dos objetivos vem muitas vezes a frustração. A frustração de não os conseguir alcançar. A frustração de olhar para o ano que passou e perceber que nada mudou. A frustração de viver num estado de quase-fracasso porque estamos sempre a correr para algo.

E há também a frustração de ao chegar lá, ao realizar o objetivo, percebermos que a satisfação não é assim tão duradoura.

Não estou a dizer que definirmos objetivos não é importante. Eles guiam-nos e dão-nos propósito mas o modo como muitos de nós estamos a lidar com isso, na prática, reduz a nossa probabilidade de os alcançarmos e, principalmente, de nos sentirmos satisfeitos.

Alguns especialistas defendem uma abordagem alternativa: em vez de definir objetivos defina um sistema.

Aristóteles dizia que “Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é uma ação mas um hábito”. E a ideia é mesmo essa. Se dermos pequenos passos sistematicamente, vamos sempre avançar.

Um sistema é um comportamento que […]

Sugestão de rotina para aprender e focar-se no que quer

Se pensa seriamente (mas só se for seriamente) em melhorar alguma área da sua vida, deixo-lhe a sugestão de começar a escrever um diário.

Muitos de nós quando pensam num diário, pensam no registo do que nos acontece no dia-a-dia mas não é necessariamente isso. Muitos escritores, cientistas, artistas e outros profissionais mantêm um diário como para os ajudar a refletir sobre o modo como estão/se sentem no mundo, explorar ideias e focarem-se nos resultados que pretendem.

Pensar escrevendo tem a capacidade quase mágica de clarificar e organizar os nossos pensamentos. A escrita remove blocos mentais, entretendo o hemisfério esquerdo e libertando o direito para nos conhecermos melhor, ao mundo à nossa volta e vermos caminhos ainda não explorados.

Alguns estudos sobre este tema sugerem que quem mantém um diário lida melhor com situações de stress, sente menos ansiedade, aumenta o foco e capacidades cognitivas.

Pode aproveitar o início do ano para criar a rotina de algo muito simples como por exemplo escrever no início do dia as coisas que quer realizar, ou como se quer sentir, ou focar.

Resumindo: quais são as suas intenções para esse dia que pode ser qualquer coisa tão simples como sentir-se tranquilo, energético ou realizar algo específico.

Quando trazemos […]

Tudo é urgente e os imprevistos previsíveis numa obra

Depois do artigo “Porque é a função de diretor de obra difícil“,  vou hoje continuar a escrever sobre alguns dos desafios que os diretores de obra enfrentam embora a situação seja transversal a outras profissões e estas reflexões possam ser úteis a outras pessoas.

Tudo é importante e urgente…

Hoje em dia vive-se no modo do “tudo é importante e urgente” (e a ideia errada de que se é urgente é necessariamente importante mas isso é assunto para outro artigo). A ideia de que “tudo é importante e urgente” deixa muita gente sem energia e foco para investir tempo em coisas que, não sendo urgentes, são importantes.

É curioso reconhecermos que quando operamos no modo “importante e urgente” estamos no modo REAGIR: reagimos a problemas e imprevistos, respondemos rapidamente para cumprir prazos e reagimos a emails e telefonemas que precisam de resposta rápida.

Em geral são atividades que precisamos de fazer rapidamente e bem. Por outro lado, se não lhes conseguimos dar resposta, devemos:

  • clarificar prazos (sim, nem sempre o urgente ou para ontem é real, muitas vezes é um desejo de outros até para eles próprios tirarem isso das suas preocupações)
  • renegociar prazos e gerir expetativas. Muitas vezes é melhor assumir conscientemente […]

Porque é a função de diretor de obra difícil…

Muitos dos meus clientes são engenheiros e reconheço que, devido à natureza da função, em particular os diretores de obra são uma das funções da Engenharia em Portugal que enfrenta maiores dificuldades em conseguir responder aos objetivos dos projetos e simultaneamente manter um equilíbrio nas várias dimensões da sua vida. Neste artigo, vou falar sobre isso.

Comecei por tomar consciência desta realidade já há alguns anos no papel de cliente quando construí uma casa e, nos últimos anos, trabalhando com vários diretores de obra no âmbito de cursos e programas de coaching.

Por isso, nos últimos meses, tenho pensado sobre como posso ajudar especificamente este grupo de profissionais. A solução não passa só por capacitá-los em melhores estratégias de gestão de tempo porque as necessidades são bem mais profundas e, inclusive, algumas refletem problemas estruturais e culturais do mercado onde operam.

Quando a ideia de fazer um programa de treino direcionado a diretores de obra começou a surgir, senti a necessidade de consolidar a minha perceção das necessidades destes profissionais e por isso, além de um questionário online, falei com vários diretores de obra, diretores de produção e fiscais.

Comecei por pensar que a maior necessidade estava essencialmente relacionada com a gestão de […]

Ebook 5 reflexões sobre produtividade, motivação e liderança

Estou a preparar-me para compilar o e-book anual com alguns dos artigos do blog Objetivo Lua publicados em 2017.

Lembrei-me de partilhar o e-book “5 reflexões sobre produtividade, motivação e liderança” que publiquei com os artigos de 2016.

Espero que lhe seja útil. Boas leituras! 🙂

Descarregue aqui o ebook

Faça duas listas

Não tenho mérito nenhum neste post e nesta ideia! Achei muito interessante quando a li num artigo do Seth Godin e por isso traduzo e partilho.

Faça duas listas. Numa delas, identifique as queixas, desrespeitos e rompimentos que correram mal:

  • Pessoas que não gostam de si.
  • Negócios que deram errado.
  • Expectativas não razoáveis.
  • Situações más.
  • Resultados infelizes.
  • Injustiças.

Tudo é legítimo, é tudo real. Não se contenha.

Na outra lista, anote os privilégios, vantagens e oportunidades que tem:

  • Os lugares onde obtém o benefício da dúvida.
  • Onde tem influência e põe coisas as mexer.
  • As coisas que vê que os outros não.
  • O que funciona e o que funcionou.
  • Os recursos que pode usar.
  • As coisas que sabe.
  • As pessoas que confiam em si.

Agora, pegue numa lista e coloque-a numa gaveta.
Pegue na outra lista e cole-a no espelho da casa de banho.

Leia a lista na gaveta uma vez por mês ou uma vez por ano, apenas para lembrá-lo.

Leia a outra lista todos os dias.

A lista diária determinará onde está a sua atenção, como interpreta o que vê e a história que conta sobre o que está a acontecer e vai acontecer.

Pode escolher onde vai colocar cada lista o que é possivelmente […]

Pergunta-se o líder: “a minha equipa é competente?”

Progressão “natural”

Trabalho bastante com engenheiros e tenho visto esta história repetir-se vezes sem conta.

Tipicamente no início de carreira, a maior parte dos engenheiros assume funções técnicas. Com a experiência, ficam a saber cada vez mais da sua área, antecipam riscos, resolvem problemas de forma autónoma. Tornam-se especialistas. À medida que se vão especializando nessas funções, a evolução “natural” é começarem a liderar pequenas equipas e a assumirem cada vez mais funções de gestão.

Muitos têm dificuldade nesta transição porque deixam de realizar funções em que se sentem completamente confortáveis e gostam do que fazem para assumirem funções em que não conseguem obter o desempenho que estão habituados já que passam a depender mais da sua capacidade de lidar com pessoas. E às vezes têm tanta dificuldade em lidar com esta transição que continuam a querer fazer o trabalho técnico pelas pessoas que o deviam estar a fazer ou envolvem-se de tal maneira nos detalhes que não têm tempo para as novas funções.

Repare que esta história não é exclusiva dos engenheiros e passa-se noutras áreas.

Um dos maiores desafios desta transição são as expetativas que os seus líderes destas pessoas têm do seu desempenho nas novas funções e no modo como agem. […]