Como funciona a avaliação de desempenho na sua empresa: perda de tempo ou oportunidade?

Muitas empresas e instituições adotaram a ferramenta da avaliação de desempenho. Esta é uma ferramenta poderosa com alto impacto nos resultados mas que pode ter um impacto negativo criando desmotivação, descrença e conflitos.

Avaliação de desempenho contraproducente

Este tipo de processos consomem tempo de muitos intervenientes e muitas vezes geram resultados contraproducentes. Nestes cenários, estas avaliações são sustentadas por vários objetivos:

Objetivo contraproducente 1

Cumprir uma obrigação processual: nalgumas empresas realizar a avaliação é obrigatório. Ninguém valoriza ou investe o tempo necessário. Por vezes, quem avalia nem está atento à pessoa, nem trabalha com ela, nem recolhe informação. Por vezes nem investe em sentar-se com a pessoa para lhe comunicar a sua análise. Com sorte, preenche o formulário para que não seja acusado de não ter feito. Outras vezes, adia tanto tempo a comunicação que nada daquilo faz sentido.

Objetivo contraproducente 2

Premiar: nalgumas empresas este processo serve para premiar os melhores e até darem-lhes prémios financeiros. Embora todos gostem de ver o seu rendimento crescer, já começa a ser sabido que este tipo de mecanismos não funciona como mecanismo de motivação.

Para agravar a situação, há empresas onde existem curvas onde as avaliações PRECISAM de ser encaixadas. Até pode haver várias pessoas excelentes […]

Como é que a cultura das empresas pode limitar os seus resultados: 6 observações para refletir

Estratégias de gestão de tempo e organização pessoal contribuem não só para a produtividade individual e das equipas bem como para o bem-estar de todos.

Muitas vezes as empresas têm esta consciência e estão genuinamente dispostas a ajudar os seus colaboradores a terem melhores resultados nestas dimensões através de soluções de formação e coaching.

Por outro lado, tenho observado que existem práticas dentro das empresas, aquilo que acaba por ser a cultura da empresa, que dificultam que cada um utilize boas práticas de gestão de tempo e organização, limitando os resultados individuais e da equipa.

Agir sobre a cultura da empresa tem um impacto tão profundo como dar as ferramentas individuais para um melhor desempenho.

Em Portugal, e já falei nisso noutro artigo (A cultura do desenrascar compensa? Um estudo sobre os gestores portugueses) , temos a perceção que somos os maiores a “desenrascar” e que isso resolve todos os problemas. É sempre curioso perceber que essa não é a perceção de colegas estrangeiros e parceiros, alguns habituados a ambientes mais modernos e desenvolvidos. A estratégia do desenrascar e fazer em cima da hora, sem um rumo definido, vai funcionando mas é limitadora.

Quero hoje partilhar algumas práticas de cultura empresarial que tenho observado […]

O coelho que gostava de espinafres

Era uma vez um coelho que adorava espinafres. Todos lhe davam cenouras porque toda a gente sabe que os coelhos adoram cenouras. Mas este era diferente: gostava mesmo era de espinafres e só os tinha comido uma vez na vida. Olhava para as cenouras com um ar desapontado e enfado, eram cor-de-laranja, duras…e o que ele queria mesmo era espinafres que ninguém lhe dava!

Um dia conheceu uma tartaruga. A tartaruga já tinha muitos e muitos anos. Tinha viajado, devagarinho, muito devagarinho mas já conhecia muito do mundo, das pessoas e dos animais.

O coelho contou-lhe da sua tristeza. A tartaruga refletiu por uns instantes e perguntou-lhe “Já disseste a quem te dá cenouras que não gostas? Já lhes disseste que gostas mais de espinafres? Não deve ser assim tão difícil trocarem…”.

O coelho fitou-a com um ar surpreso e impaciente “Não, não vale a pena, não me ouvem”.

“Já lhes perguntaste?”, disse a tartaruga. O coelho acenou que não.

A tartaruga divertida perguntou-lhe “Então, como sabes que não te ouvem se nunca experimentaste perguntar?”

O coelho cada vez mais impaciente respondeu “Não ouvem, não querem saber e isso é muito complicado… íam lá agora arranjar espinafres em vez de cenouras, sempre me deram cenouras”.

A […]

Artigos e e-books em pdf para ler nas férias

Relembro que pode descarregar os seguinte artigos e e-books em pdf para levar para as férias.

Um escritório que se arruma sozinho
O pequeno livro do stress
Multitasking: vale a pena? Como ganhar mais horas num dia
Líderes efetivos que geram resultados

Descarregue o pacote com estes 4 ficheiros no link abaixo.

Boas leituras!

A cultura do “desenrascar” compensa? Um estudo sobre os gestores Portugueses

Em Abril de 2002, a empresa de recrutamento de executivos Ad Capita Executive Search e a Cranfield School of Management, realizou um estudo sobre os gestores portugueses. Com base num questionário a gestores seniores estrangeiros a trabalhar em Portugal, clarificou quais as características do trabalho da gestão em Portugal. Para termo de comparação, fez as mesmas perguntas a um grupo de controlo de gestores portugueses que, em geral, concordaram com as respostas dos colegas estrangeiros embora as respostas, estatisticamente, tenham sido mais neutras.

O estudo já tem algum tempo e sei que hoje alguns destes aspetos já estão a mudar, em particular para os gestores de empresas de maior dimensão e cuja necessidade de estarem num mercado global os obriga a adotarem estratégias mais alinhadas com os parceiros e competidores internacionais. Também, nestes últimos anos, há cada vez mais gestores que não só têm mais formação como também, devido à sua idade, não têm alguns “vícios” identificados no relatório que são justificados como consequência ainda do antigo regime.

No entanto, alguns dos aspetos identificados continuam a acontecer e tenho observado e ouvido testemunhos disso mesmo.

Resumo de seguida algumas da conclusões do estudo cuja versão integral, em inglês, pode descarregar no link abaixo.

Relativamente […]

Porque se deve rodear das pessoas que são como quer ser

O Jim Rohn dizia que nós somos a média das 5 pessoas com quem passamos mais tempo.

Não havendo nenhum fundamento científico para esta ideia, é interessante pensarmos qual o impacto das pessoas que nos rodeiam no modo como nos comportamos e sentimos.

Alguns exemplos que já observei:

  • Quando toda a gente reclama de algo, é tão fácil reclamar também. Observo isso no ginásio. Às vezes dou por mim quase a reclamar que é difícil, que é demais, só por ouvir também as outras pessoas.
  • Quando à nossa volta as pessoas fazem uma alimentação saudável e têm preocupações com a sua saúde e energia, é tão mais fácil e inspirador fazer o mesmo.
  • Quando trabalhamos numa equipa em que o espírito de entreajuda é uma constante, é natural fazermos o mesmo.
  • Quando as pessoas à nossa volta estão bem-dispostas, de bem com a vida, entusiasmadas, isso também nos inspira a sermos assim.

Tenho observado e sentido como, para o bem e para o mal, conseguimos melhores ou piores resultados quando convivemos mais com certas pessoas.

Se há pessoas que têm características e comportamentos que gostaria de ter escolha conscientemente estar mais tempo com elas…e se for necessário, reduzir o tempo com as outras que o afastam daquilo […]

Porque não somos marionetas: novos pontos de vista para quem gosta de coisas simples e que funcionam

Hoje partilho uma ferramenta comportamental que me está a deixar muito entusiasmada já que nos permite olhar para vários tipos de situações de outro modo e encontrar novas soluções. Permite trabalhar áreas como melhorar o nosso desempenho individual e dentro de uma equipa, motivação, comunicação, gestão de conflitos, liderança e vendas. Gosto da ideia de que não somos marionetas e que quando queremos podemos fazer algo para mudar os nossos resultados. Esta ferramenta ajuda-nos a fazer isso.

Esta ferramenta comportamental chama-se DiSC. Neste artigo vou contar-lhe como o DiSC me ajudou há muitos anos e como o DiSC o pode ajudar agora. Aproveite a campanha de lançamento durante Fevereiro e Março!

O meu primeiro contacto com o DiSC

O DiSC é uma ferramenta de desenvolvimento comportamental que descreve os nossos comportamentos em 4 dimensões: Dominância, Influência, eStabilidade Conscienciosidade.objetivo-lua-disc-relatorio

Tive contacto com o DiSC já há alguns anos quando pela primeira vez preenchi o questionário DiSC que consiste num conjunto de perguntas de escolha múltipla sobre os comportamentos que temos com mais frequência.

Lembro-me de ter observado que o relatório que resultou das minhas respostas fazia todo o sentido. Sinto sempre algum desconforto quando me tentam colocar numa “caixinha” de […]

As crenças que reduzem a nossa inteligência – como sermos melhores pessoas, líderes e pais?

Fiquei encantada com o trabalho da psicóloga Carol S. Dweck que tem vindo a estudar o que é que leva pessoas inteligentes a terem comportamentos “estúpidos”. As conclusões a que ela chegou são sem dúvida muito importantes para nos guiarem a nível pessoal, na gestão de equipas e até no modo como educamos os nossos filhos.

As duas crenças

A Carol Dweck explica que existem dois tipos de crenças relativas à inteligência e que, dependendo da crença, as pessoas têm comportamentos diferentes:

  • Crença da inteligência fixa (fixed mind-set), ou seja, a inteligência é uma característica fixa da pessoa;
  • Crença da inteligência crescente (growth mind-set), ou seja, a inteligência é um potencial que pode ser desenvolvido através da aprendizagem e esforço.

Em geral 85% das pessoas escolhe e vive segundo uma destas crenças (mesmo sem ter pensado muito nisso) e o resto está indeciso ou tem uma crença hibrida. Por outro lado, alguns têm uma crença em relação a uma área específica da sua vida (como resultados académicos) ou mesmo relativamente a um tema (por exemplo a crença de que não têm jeito para a matemática e que isso é uma característica inata).

O curioso é que as pessoas, dependendo da crença, agem de maneira diferente […]

Gestão de tempo: um mito ou um caminho para a realização profissional e pessoal?

Ajudar pessoas a usarem as 24 horas do dia para realizarem o que desejam a nível profissional e pessoal, com desempenho e serenidade, é uma das áreas que mais me entusiasma. Encontro pessoas que estão dispostas a melhorar o modo como lidam com o tempo e outras que acham que isso é um mito.

Os mitos

Algumas pessoas acham que aprender sobre gestão de tempo é uma massada e que as pessoas que gerem o tempo são inflexíveis, até meias loucas e que não aproveitam a vida. A perda da flexibilidade, do viver no momento, de aproveitar a diversão, de ser espontâneo, é um dos maiores medos. Será que deixar de fazer as coisas que gosta e são importantes porque não tem tempo é ser flexível? É curioso que há uma relação entre a sensação de ter a capacidade de controlar a sua vida e a sensação de felicidade.

Outras acham que saber gerir o tempo é usar uma agenda e ter uma lista de tarefas ou ser muito “cromo” no uso de ferramentas informáticas. Isso ajuda, mas não é fundamental!

Outras acham que é inevitável viver com mais trabalho do que tempo e mais sonhos do que realizações.

Outras acham que não têm […]

Seleção de vídeos no youtube

Convido-vos a visitar o canal do youtube que criei e onde vou colocar:

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