Sobre os líderes que confiam…

Tive o privilégio de ser liderada por líderes com L grande com quem aprendi muito.

Quando reflito sobre uma das coisas que essas pessoas fizeram para “merecer” este L grande, uma das que se salienta foi a confiança que eu sentia depositarem em mim, mesmo quando ainda não tinha dado provas de ser capaz.

Essa confiança fazia com que eu desse tudo por tudo para NÃO OS DESAPONTAR.

O mais importante não eram os prémios, não era a minha reputação, não eram os resultados, não era o medo da sua autoridade mas sim a minha vontade de ser capaz de os ajudar na sua missão e não quebrar a confiança que depositavam em mim.

Uma confiança serena, disponível, inspiradora.

Quando falo com pessoas que estão enfrentar alguns desafios com as equipas que lideram, observo com alguma frequência que não confiam nas suas equipas ou que demonstram não confiar. Às vezes manifestam-no em pequenas coisas e comentários que fazem.

Não sei o que veio primeiro: se as razões para não confiarem foram resultado de comportamentos da equipa ou estes comportamentos foram resultado de não confiarem…mas isso realmente não interessa.

O que interessa é como é que podemos demonstrar confiança…de um modo sereno, disponível, e inspirador.

Para pensar…

Pergunta-se o líder: “a minha equipa é competente?”

Progressão “natural”

Trabalho bastante com engenheiros e tenho visto esta história repetir-se vezes sem conta.

Tipicamente no início de carreira, a maior parte dos engenheiros assume funções técnicas. Com a experiência, ficam a saber cada vez mais da sua área, antecipam riscos, resolvem problemas de forma autónoma. Tornam-se especialistas. À medida que se vão especializando nessas funções, a evolução “natural” é começarem a liderar pequenas equipas e a assumirem cada vez mais funções de gestão.

Muitos têm dificuldade nesta transição porque deixam de realizar funções em que se sentem completamente confortáveis e gostam do que fazem para assumirem funções em que não conseguem obter o desempenho que estão habituados já que passam a depender mais da sua capacidade de lidar com pessoas. E às vezes têm tanta dificuldade em lidar com esta transição que continuam a querer fazer o trabalho técnico pelas pessoas que o deviam estar a fazer ou envolvem-se de tal maneira nos detalhes que não têm tempo para as novas funções.

Repare que esta história não é exclusiva dos engenheiros e passa-se noutras áreas.

Um dos maiores desafios desta transição são as expetativas que os seus líderes destas pessoas têm do seu desempenho nas novas funções e no modo como agem. […]

Essa história da liderança é uma treta…

Um “rico líder”…

Há dias numa conversa com o responsável de uma microempresa, ele dizia-me qualquer coisa como: “Um bom líder tem que se fazer respeitar, ser duro e mandar para que se faça! Porque as pessoas são preguiçosas e não pensam. Preciso de estar sempre em cima e chamar a atenção e da imagem que estão a passar para os clientes! Isto é que é liderar…não é conversas e dar-lhes liberdade. Isto é o que funciona…há tanta gente com negócios e ricos que fazem assim.”

Pois há.

E será que há outras estratégias de liderança com melhores resultados nos seus negócios?

E será que se adotassem outras estratégias de liderança, iam-se preocupar menos, ser mais dispensáveis e terem mais tempo para por exemplo fazer o seu negócio crescer ou mais tempo livre na sua vida pessoal?

Será?

Quer contratar esta pessoa?

Mais ou menos na mesma altura falei com uma pessoa que já conheço há muito tempo e em quem sempre reconheci um alto nível de competência, autonomia, empenho, motivação e entusiasmo naquilo que faz. Se é responsável por uma equipa na sua empresa, já está a pensar que gostaria de ter esta pessoa na sua equipa, certo?

Se calhar tem uma oportunidade!

Encontrei esta pessoa sem […]

Liderança em Portugal

Há umas semanas lancei um questionário para recolher informação sobre os comportamentos dos líderes em Portugal.

Queria verificar se a realidade de outros países, em que os líderes têm dificuldade em adotar uma série de comportamentos, também se verificava cá.

Resposta curta: sim, em Portugal verifica-se a mesma realidade de outros países.

Parti de métricas internacionais que indicavam que os 5 comportamentos que os líderes têm mais dificuldade em adotar para se conectarem com as equipas e alavancarem o seu potencial são, por ordem de dificuldade:

  • falham em dar feedback (reconhecimento e redirecionar para um melhor desempenho);
  • falham em ouvir e envolver;
  • falham em usar o estilo de liderança certo (demasiada ou pouca supervisão);
  • falham em definir objetivos claros;
  • falham no desenvolvimento de outros.

Os respondentes ao questionário responderam à questão “como que frequência, quando liderado, os seus líderes adotam cada um destes comportamentos?”.

As respostas reforçam que em Portugal também existem estas dificuldades embora com um peso diferente.

O comportamento “desenvolver os outros” é o comportamento que as respostas revelaram ser menos frequente em Portugal ao contrário das respostas internacionais que indicavam que, dos 5 comportamentos indicados, era o que os líderes tinham menos dificuldade em adotar.

Destaca-se que o comportamento “ouvir e envolver” é, […]

Uma competência “fofinha” que só os melhores têm e que se treina

Venho de um meio onde sempre se valorizou a inteligência lógica. Onde a inteligência emocional é considerada uma coisa meio “esotérica”, uma competência “fofinha” (soft-skills…).

Só que, a partir do momento em que alguém domina as competências técnicas desenvolvidas com a sua inteligência lógica, o que faz realmente diferença nos resultados (e até felicidade…outra coisa meia “esotérica”) é a inteligência emocional.

Hoje vou falar um pouco sobre o que é a inteligência emocional e deixar-lhe um convite para a treinar.

O que é a Inteligência Emocional?

Uma das definições de inteligência emocional é a capacidade para monitorizar as nossas emoções e as dos outros, compreendê-las e usar esta informação para nos guiar os pensamentos e ações.

A boa notícia, segundo Daniel Goleman, é que a inteligência emocional não é inata e pode ser aprendida, ou seja, podemos escolher aprender e praticá-la.

Mas na prática, como é que a inteligência emocional se manifesta?

Segundo Daniel Goleman através de:

  1. Autoconsciência: conhecimento dos nossos estados internos, preferências, recursos e intuições;
  2. Autogestão: com base no conhecimento que a autoconsciência nos traz, somos capazes de gerir os estados internos, impulsos e recursos;
  3. Motivação: tendências emocionais que nos guiam ou facilitam atingir objetivos;
  4. Empatia: termos consciência das emoções, necessidades e receios dos […]

6 dicas práticas para lidar com quem não nos ouve (e ouvir melhor)

Em situações de conflito ou discussão de ideias, por vezes temos a sensação de que não estamos a ser ouvidos. Esta é uma das maiores dificuldades nestas situações: se não somos ouvidos, como podemos comunicar a nossa posição?

E quando sentimos que não estamos a ser ouvidos também tendemos a não ouvir o outro.

Saber ouvir cria rapport/empatia o que facilita a relação e consequentemente a capacidade de juntos chegarmos a uma solução (agrada-lhe ajudar ou fazer concessões a alguém de quem não gosta ou que o está a irritar?).

Como não pode amarrar a outra pessoa e obriga-la a ouvi-lo, pode pelo menos contribuir para que o outro sinta que está a ser ouvido na esperança que fique também mais disposto a ouvir.

Aqui há duas coisas que pode fazer:

  1. Ouvir!
  2. Como pode estar a ouvir e a outra pessoa não ter essa perceção, faça perceber que está realmente a ouvir.

De seguida deixo-lhe algumas dicas muito práticas nesse sentido.

  1. Mostre que ouviu e clarifique mal entendidos dizendo por exemplo “deixa-me ver se percebi, o que estou a perceber é que…” e repita o que outro disse. Assim, caso não tenha interpretado bem, há a oportunidade de o outro o corrigir. Passando a […]

Liderança em Portugal e os 5 comportamentos que desconectam os líderes das suas equipas

Num dos livros do Ken Blanchard, uma das referências mundiais na área da liderança, ele refere que

“Quando os líderes fazem uma diferença positiva,
 as pessoas agem como se fossem donos do negócio e 
trazem o seu cérebro para o trabalho”.

Todos nós já tivemos situações em que demos ou não demos o nosso melhor como consequência dos comportamentos de quem nos liderava.

Hoje falo-lhe de alguns comportamentos que os líderes falham em adotar e peço-lhe ajuda. Gostava de ter uma ideia mais clara sobre esta realidade em Portugal. Para isso peço-lhe que responda a um questionário (rápido, muito rápido já que uma das realidades em Portugal é a falta de tempo).

O impacto da liderança no negócio

A vitalidade de uma organização (sustentabilidade a longo prazo e rentabilidade) depende:

  • Indiretamente da liderança estratégica, ou seja, da visão, cultura e questões estratégicas;
  • Diretamente da paixão das equipas e da devoção dos clientes o que depende diretamente da liderança operacional, ou seja, das políticas e processos, do comportamento dos líderes e da perceção de imparcialidade e justiça.

O impacto dos comportamentos dos líderes é cada vez menos uma coisa que se sente (e até minimiza a importância) e cada vez mais algo cujo […]

Facilite o planeamento individual ou de pequenos projetos/equipas

Estou a usar há algumas semanas a aplicação online TeamWeek para fazer planeamento de atividades e estou encantada. Já tinha recomendado o Ganttplanner noutro artigo mas esta oferece muito maior facilidade de utilização e é grátis até 5 utilizadores.

A minha necessidade era ser capaz de ter uma visão geral da minha atividade profissional de modo a priorizar e planear as atividades.

Alerto no entanto que se está habituado a gerir projetos usando aplicações como o MS Project (ou seja, faz um plano Gantt e tira partido dos recursos da aplicação para gerir o progresso do projeto) esta aplicação não lhe permite fazer isso. Permite-lhe definir tarefas, vê-las numa linha de tempo, movê-las e gerir recursos. E já é muito para a maior parte das pessoas.

Utilização 1: Planeamento pessoal ou de pequenos negócios

Esta é a utilização que lhe estou a dar. No TeamWeek represento como atividades:

  • Objetivos semanais ou mensais.
  • Atividades para um projeto (pode definir projetos e distingui-los por cores). Por exemplo, neste momento um dos projetos em que estou a trabalhar é a criação de um curso de gestão de tempo online.
  • Atividades relacionadas com o trabalho como marketing e comunicação (planeamento da comunicação e […]

Trabalhar mais horas faz-nos mais produtivos?

Já falei várias vezes sobre o culto e resultados de trabalhar muitas horas. É um tema que gera muita curiosidade e sentido de injustiça: uns porque se sentem pressionados para trabalhar mais e outros porque acham que muita gente não faz nada e que o trabalho sobra para eles.

Não vou entrar por aí.

Quero partilhar um gráfico que representa o número médio de horas de trabalho por pessoa de vários países (barras a azul) e o GDP por país (linha rosa). É certo que o GDP é muito limitativo na medida da produtividade mas dá-nos uma ideia. Os dados deste gráfico são da OCDE de 2012 mas dados de outras organizações e mais recentes parecem refletir a mesma realidade. Os picos do GDP da Noruega e Luxemburgo podem ser justificados por condições muito particulares destes países.

produtividade-horas-trabalho

Embora não exista uma relação de causa-efeito entre o número de horas de trabalho e o retorno, parece que mais horas de trabalho não são sinónimo de mais produtividade.

Por isso o que é que nos falta? Melhor planeamento e gestão de recursos? Mais foco na definição de estratégias e criação de valor?

Melhorar estas capacidades a nível organizacional, […]

Eventos e cursos para o primeiro trimestre de 2017