O que nos faz sentir bem em relação ao nosso trabalho?

Fala-se muito hoje em dia de motivação, em particular no ambiente empresarial, já que esta tem impacto direto nos resultados. A nível individual, a motivação tem mais impacto no sucesso de uma carreira do que inteligência, capacidade ou salário.

É um tema a que retorno com frequência, apresentado novas perspetivas, histórias, estudos com a intenção de ajudar líderes e indivíduos (sim, porque cada um é responsável pela gestão da sua motivação) a aumentarem a motivação.

Hoje trago uma Ted Talk do economista Dan Ariely (aconselho vivamente a que procure as outras Ted Talks e os seus livros se o tema das ciências comportamentais lhe interessa).

Nesta Ted Talk, intitulada “o que nos faz sentir bem em relação ao nosso trabalho?”, Dan Ariely fala-nos do impacto do sentido de propósito na motivação, em particular a nossa perceção do que o que fazemos é (1) importante/serve para alguma coisa ou que, pelo menos, (2) é reconhecido. É impressionante o impacto até nas situações simples que ele construiu para realizar as suas experiências.

Só que nem sempre conseguimos encontrar esse sentido de propósito maior naquilo que fazemos e não podemos mudar o que fazemos. Nesse caso, uma solução é mudar o modo […]

3 características das equipas de alto desempenho e 7 passos para as criar

As equipas mais produtivas e rentáveis estão integradas em culturas com uma visão onde as pessoas mantêm a excitação não por medo mas sim por paixão.

Todos nós sabemos disso.

E todos nós já trabalhámos em sítios ou realizámos projetos em que o nosso desempenho não foi o nosso melhor. Isso não significou que fossemos “incompetentes” ou fossemos pessoas sem motivação e empenho. Significou só que, naquele contexto, não conseguimos aceder aos recursos que precisávamos para ter o desempenho pretendido.

Alguns acham que a paixão, o entusiasmo, a vontade de ter um alto desempenho é uma “obrigação” de cada um e que a cultura e a liderança têm um papel limitado nesse cenário. Cada vez mais sabemos que a história não é bem assim.

Hoje quero partilhar consigo o modelo desenvolvido por Adrian Gostick e Chester Elton para o inspirar a criar equipas de alto desempenho. Se precisar de ajuda, fale comigo!

O efeito do gestor no desempenho das equipas

Há um estudo muito revelador feito numa empresa de saúde em São Francisco para avaliar o impacto dos gestores no desempenho das equipas.

Observaram que o desempenho de vários departamentos era muito diferente e começaram por classificar cada departamento como verde, amarelo e vermelho. Os departamentos […]

Porque trabalhar muito é sinal de incompetência

Anda cansado. Trabalha muitas horas. Chega a casa sem energia. A lista de tarefas e emails não acaba…e ainda lhe dizem que trabalhar muito é sinal de incompetência? Não há paciência…

Respire fundo. Vamos por partes.

Ninguém “É” incompetente

Não estou a dizer que as pessoas que trabalham muito “SÃO” incompetentes. Provavelmente “SÃO” competentes no seu trabalho. Entregam resultados. Não deixam ninguém na mão.

Ninguém “É” incompetente. A incompetência não é uma característica inata que se é ou não é. O que acontece é que há áreas que dominamos melhor do que outras, que temos mais ou menos estratégias, mais ou menos conhecimento, sabemos ou não sabemos fazer, que estamos mais ou menos motivados.

Por exemplo há pessoas que ainda não adquiriram a competência de fazer o seu trabalho em menos tempo ou saber quando parar. 🙂

Se tivermos “sorte”, teremos líderes que nos ajudam a lidar com as áreas em que precisamos de melhorar. Se não tivermos “sorte”, colocam-nos a etiqueta de “incompetentes” que por vezes é difícil de descolar.

Mais uma vez, em Portugal…

Hoje em dia, em Portugal, trabalhar muitas horas é visto como uma coisa boa, como sinal de sucesso (seja lá o que isso for): “Esforça-se tanto, é sempre o último a […]

Como tirar partido da pressão social para irmos na “manada certa”

Hoje quero partilhar uma experiência que vi há pouco tempo e que me impressionou muito por ilustrar o “efeito manada” e como por vezes somos levados a fazer coisas porque…os outros fazem.

A experiência

Uma mulher entra numa sala de espera de um consultório. Quando se ouve um bip, todas as outras pessoas à espera levantam-se da cadeira e voltam-se a sentar. Depois do espanto inicial e da confusão de não perceber o que os outros estavam a fazer, o desconforto social fá-la fazer o mesmo, levantar-se a cada bip, sem perceber porquê.

Mais tarde, depois de todos terem sido chamados para a “consulta”, começaram a chegar outras pessoas e ela, ao continuar a levantar-se a cada bip, conseguiu incutir esse comportamento nos outros.

Conformidade social

O efeito da pressão social leva-nos a comportar de um modo diferente daquele que gostaríamos…mesmo aqueles que acham que não são permeáveis a fazê-lo.

Isto pode-nos levar a ter comportamentos que não nos servem. Por exemplo quando toda a gente reclama de algo, é tão fácil reclamar também! Observo isso no ginásio. Às vezes dou por mim quase a reclamar que é difícil, que é demais, só por ouvir também as outras pessoas.

Por outro lado este efeito pode também […]

Seremos um país de profissionais sérios?

Excelente comida, serviço “profissional”

Nestas férias fui a um restaurante que me aconselharam pela qualidade da comida. A comida era excelente e a atitude dos empregados inspirou-me … a escrever um artigo sobre o que NÃO fazer.

Desde que entrei a atitude dos empregados foi correta: indicaram-me a mesa, alertaram-me para as mesas mais expostas ao ar condicionado, explicaram o menu. Fizeram-no sempre com um ar sério, muito direitos, sem mostrar um sorriso. Ao escrever este texto quase que escrevi profissional e aqui está o problema.

Sério não significa profissional

Sério, sisudo não significa profissional. Talvez esta ideia venha de expressões parvas como “muito riso, pouco siso”, “não lhes posso mostrar os dentes”.

Em particular em ambiente profissional, ainda há muita gente (em particular em Portugal) que acredita que mostrar uma fisionomia séria e uma atitude demasiado formal cria uma imagem de profissionalismo e confiança.

Ser sério não é ser profissional. Ser sério é ser mal disposto, antipático e de pouca confiança(!).

Sorrir ou não sorrir

Não sorrir torna-nos menos acessíveis, cria menos empatia e dificulta a comunicação. Tudo isto são características indesejáveis para quem precisa de interagir e convencer outros. E todos precisamos.

Além disso, sorrir reduz os níveis de stress, ansiedade e faz-nos sentir mais felizes. […]

Comunicação eficaz, gestão de conflitos e liderança

Muitos dos desafios que a maior parte de nós hoje enfrenta no seu trabalho não estão propriamente relacionados com desafios técnicos mas sim com pessoas.

A comunicação, a capacidade de interacção e criar compromisso, de gerir conflitos e liderar são competências tão essenciais hoje como saber usar um computador. 

Tal como usar um computador, todas estas competências se podem desenvolver. Com este objetivo, há já algum tempo que tenho vindo a trabalhar com a ferramenta DiSC com excelentes resultados, não só em treino individualizado/coaching, como também treinando grupos para:

  • Reconhecerem diferentes perfis de interlocutores e adaptarem, a sua comunicação de um modo mais eficaz;
  • Gerirem conflitos de um modo mais eficaz e aumentarem a sua influência;
  • Melhorarem a eficácia das equipas que lideram (ou onde estão integrados), reconhecendo barreiras ao desempenho, delegando de um modo mais eficaz e tirando partido dos pontos fortes de cada um, tornando-se melhores líderes;
  • Aumentarem o seu desempenho profissional, motivação, produtividade e bem-estar, melhorando várias vertentes da inteligência emocional.

Ultimamente não tenho realizado estes cursos em regime aberto mas vou fazê-lo agora em Novembro, em Lisboa e no Porto.

Se é um tema que lhe interessa e não tem capacidade de realizar este treino na sua […]

7 características das equipas com alto desempenho

Descubra se a sua equipa é uma equipa de alto desempenho com base no modelo PERFORM do Ken Blanchard. Nesta apresentação resumo as 7 características de uma equipa de alto desempenho.

4 hábitos dos que equilibram a vida profissional e pessoal

Não temos vida profissional e pessoal. Temos uma vida só. A nossa.

Primeiro, deixe-me desconstruir o título deste artigo: nós não temos uma vida profissional e uma vida pessoal. Ponto. Temos uma vida só. A nossa. Dedicamos algum (muito) do nosso tempo ao trabalho mas isso também é a nossa vida. Dá-nos jeito compartimentar as “vidas”, dar-lhes nomes mas, em particular nos dias de hoje, as fronteiras são cada vez mais ténues.

Neste artigo vou continuar a usar estas denominações e o meu objetivo é partilhar consigo alguns hábitos que o podem ajudar a usufruir mais dos momentos em que não está a trabalhar, a tal da “vida pessoal”.

Flexível para os dois lados?

Hoje em dia usufruímos de condições que nos facilitam a vida profissional e a sua conjugação com a vida pessoal. Muitos de nós têm horário flexível ou podem-se ausentar para tratar de algum assunto. A tecnologia trouxe-nos até a possibilidade de podermos trabalhar fora do escritório o que nos permite uma maior flexibilidade e tratarmos de assuntos onde quer que estejamos.

Tenho no entanto observado que toda esta flexibilidade tende a beneficiar a nossa vida profissional. Acabamos por ter dificuldade em distanciarmo-nos do trabalho fora das horas de trabalho.

Quantos de […]

Fatores de higiene e motivacionais para o empenho das equipas

Há uns tempos escrevi um artigo sobre “A ciência da motivação: às vezes não precisa de fazer algo, basta parar de fazer o que já faz!”.

Hoje retorno a este tema com a extrapolação de um modelo que nos pode ajudar a criar as condições que alimentam equipas empenhadas.

A pirâmide de Maslow

Nos anos 40, o psicólogo americano Abraham Maslow criou um modelo conhecido hoje como a hierarquia de necessidades de Maslow/pirâmide de Maslow para sistematizar o que motiva o Ser Humano.

Segundo este modelo, para nos sentirmos satisfeitos/realizados procuramos satisfazer várias necessidades. Maslow sistematizou estas necessidades em cinco categorias hierárquicas na forma de uma pirâmide. Teoricamente, começamos a procurar satisfazer as necessidades dos níveis mais altos da pirâmide quando as dos níveis mais baixos estão satisfeitas.

Os cinco níveis de necessidades definidos estão ilustrados na imagem.

piramide-maslow-necessidades-humanas

A hierarquia dos cinco níveis sugere que será difícil atingir a motivação e satisfação quando, por exemplo, as necessidades básicas não são satisfeitas o que, à primeira vista, parece ser intuitivo: se não temos as necessidades básicas como as necessidades fisiológicas e segurança satisfeitas dificilmente temos energia para procurar satisfazer outras nos níveis mais elevados da pirâmide.

Há quem […]

Comportamentos que nos servem e limitam

Há uns dias ia de carro, a fazer uma rotunda “como deve ser”, quando uma senhora num carro começou a apitar-me, muito irritada, de dedo em riste…pelos vistos tinha-a feito travar, impedindo-a de percorrer toda a rotunda pela faixa exterior quando tentei sair. Fico sempre com vontade de dizer as estas pessoas que quando escolhem irritarem-se, se fazem feias, velhas e infelizes mas acho que isso ainda as irrita mais. Fiz-lhe um adeus em jeito de desculpa, um sorriso simpático que acho que também aumentou a irritação e continuei a viagem.

Uns minutos após a reação desproporcionada da senhora, fui ao supermercado. Ia lançada na direção das couves e assustei um senhor (nessa altura percebi que talvez estivesse um pouco acelerada nesse dia!). Mesmo tendo feito o senhor parar, ele encolheu-se, fez-se pequeno e pediu-me desculpas…quando quem deveria ter pedido desculpa era eu (neste momento deve estar o senhor a escrever no seu blog sobre as pessoas que andam aceleradas na área dos legumes do supermercado).

Fiquei a pensar nisso. Ambos tiveram uma reação desproporcionada, excessiva. Ambas as reações os prejudicam, os limitam. E provavelmente têm estas reações noutros contextos como no seu trabalho e na sua vida pessoal.

Tenho a teoria […]