Porque trabalhar muito é sinal de incompetência

Anda cansado. Trabalha muitas horas. Chega a casa sem energia. A lista de tarefas e emails não acaba…e ainda lhe dizem que trabalhar muito é sinal de incompetência? Não há paciência…

Respire fundo. Vamos por partes.

Ninguém “É” incompetente

Não estou a dizer que as pessoas que trabalham muito “SÃO” incompetentes. Provavelmente “SÃO” competentes no seu trabalho. Entregam resultados. Não deixam ninguém na mão.

Ninguém “É” incompetente. A incompetência não é uma característica inata que se é ou não é. O que acontece é que há áreas que dominamos melhor do que outras, que temos mais ou menos estratégias, mais ou menos conhecimento, sabemos ou não sabemos fazer, que estamos mais ou menos motivados.

Por exemplo há pessoas que ainda não adquiriram a competência de fazer o seu trabalho em menos tempo ou saber quando parar. 🙂

Se tivermos “sorte”, teremos líderes que nos ajudam a lidar com as áreas em que precisamos de melhorar. Se não tivermos “sorte”, colocam-nos a etiqueta de “incompetentes” que por vezes é difícil de descolar.

Mais uma vez, em Portugal…

Hoje em dia, em Portugal, trabalhar muitas horas é visto como uma coisa boa, como sinal de sucesso (seja lá o que isso for): “Esforça-se tanto, é sempre o último a […]

Para um dia especial…

Há uns tempos vi uma frase no Facebook no mural de uma amiga, daquelas frases mastigadas com base na análise do perfil, que dizia “Não guarde nada para uma ocasião especial. Ocasião especial é cada dia que se vive.”

Guardei a frase, para escrever no blog, numa ocasião especial. 🙂 Como ocasião especial devem ser todos os dias, é hoje!

Ando há uns tempos a aplicar este lema no uso de objetos domésticos. Para quê guardar as chávenas “boas” só para quando há visitas? Para quê guardar as toalhas melhores e todas as outras coisas para os dias especiais? À custa disso tenho a maior parte das toalhas com nódoas (embora estas tenham sido feitas nos dias “especiais”) mas é tão bom ter uma mesa mais bonita…todos os dias!

Todos fazemos isto, com coisas diferentes, é certo.

Uns com objetos, outros com palavras, outros com comportamentos.

Deixe de guardar objetos, palavras e comportamentos.

Use até gastar…ou será que não se gasta?

Surpreenda-se. Surpreenda os outros.

Mime-se. Mime os outros.

Escolha agora, um objeto, uma palavra, um comportamento e use-o…porque hoje é um dia especial. 🙂

Como tirar partido da pressão social para irmos na “manada certa”

Hoje quero partilhar uma experiência que vi há pouco tempo e que me impressionou muito por ilustrar o “efeito manada” e como por vezes somos levados a fazer coisas porque…os outros fazem.

A experiência

Uma mulher entra numa sala de espera de um consultório. Quando se ouve um bip, todas as outras pessoas à espera levantam-se da cadeira e voltam-se a sentar. Depois do espanto inicial e da confusão de não perceber o que os outros estavam a fazer, o desconforto social fá-la fazer o mesmo, levantar-se a cada bip, sem perceber porquê.

Mais tarde, depois de todos terem sido chamados para a “consulta”, começaram a chegar outras pessoas e ela, ao continuar a levantar-se a cada bip, conseguiu incutir esse comportamento nos outros.

Conformidade social

O efeito da pressão social leva-nos a comportar de um modo diferente daquele que gostaríamos…mesmo aqueles que acham que não são permeáveis a fazê-lo.

Isto pode-nos levar a ter comportamentos que não nos servem. Por exemplo quando toda a gente reclama de algo, é tão fácil reclamar também! Observo isso no ginásio. Às vezes dou por mim quase a reclamar que é difícil, que é demais, só por ouvir também as outras pessoas.

Por outro lado este efeito pode também […]

Seremos um país de profissionais sérios?

Excelente comida, serviço “profissional”

Nestas férias fui a um restaurante que me aconselharam pela qualidade da comida. A comida era excelente e a atitude dos empregados inspirou-me … a escrever um artigo sobre o que NÃO fazer.

Desde que entrei a atitude dos empregados foi correta: indicaram-me a mesa, alertaram-me para as mesas mais expostas ao ar condicionado, explicaram o menu. Fizeram-no sempre com um ar sério, muito direitos, sem mostrar um sorriso. Ao escrever este texto quase que escrevi profissional e aqui está o problema.

Sério não significa profissional

Sério, sisudo não significa profissional. Talvez esta ideia venha de expressões parvas como “muito riso, pouco siso”, “não lhes posso mostrar os dentes”.

Em particular em ambiente profissional, ainda há muita gente (em particular em Portugal) que acredita que mostrar uma fisionomia séria e uma atitude demasiado formal cria uma imagem de profissionalismo e confiança.

Ser sério não é ser profissional. Ser sério é ser mal disposto, antipático e de pouca confiança(!).

Sorrir ou não sorrir

Não sorrir torna-nos menos acessíveis, cria menos empatia e dificulta a comunicação. Tudo isto são características indesejáveis para quem precisa de interagir e convencer outros. E todos precisamos.

Além disso, sorrir reduz os níveis de stress, ansiedade e faz-nos sentir mais felizes. […]

Comunicação eficaz, gestão de conflitos e liderança

Muitos dos desafios que a maior parte de nós hoje enfrenta no seu trabalho não estão propriamente relacionados com desafios técnicos mas sim com pessoas.

A comunicação, a capacidade de interacção e criar compromisso, de gerir conflitos e liderar são competências tão essenciais hoje como saber usar um computador. 

Tal como usar um computador, todas estas competências se podem desenvolver. Com este objetivo, há já algum tempo que tenho vindo a trabalhar com a ferramenta DiSC com excelentes resultados, não só em treino individualizado/coaching, como também treinando grupos para:

  • Reconhecerem diferentes perfis de interlocutores e adaptarem, a sua comunicação de um modo mais eficaz;
  • Gerirem conflitos de um modo mais eficaz e aumentarem a sua influência;
  • Melhorarem a eficácia das equipas que lideram (ou onde estão integrados), reconhecendo barreiras ao desempenho, delegando de um modo mais eficaz e tirando partido dos pontos fortes de cada um, tornando-se melhores líderes;
  • Aumentarem o seu desempenho profissional, motivação, produtividade e bem-estar, melhorando várias vertentes da inteligência emocional.

Ultimamente não tenho realizado estes cursos em regime aberto mas vou fazê-lo agora em Novembro, em Lisboa e no Porto.

Se é um tema que lhe interessa e não tem capacidade de realizar este treino na sua […]

7 características das equipas com alto desempenho

Descubra se a sua equipa é uma equipa de alto desempenho com base no modelo PERFORM do Ken Blanchard. Nesta apresentação resumo as 7 características de uma equipa de alto desempenho.

Uma história sobre “azares”

Há uns anos li um livro de contos filosóficos do mundo inteiro chamado Tertúlia de Mentirosos de Jean-Claude Carrière. Alguns contos são bastante profundos, outros divertidos, outros são mesmo parvos. Há um de que gosto bastante e a primeira vez que o li achei-o muito engraçado. Com o passar do tempo comecei a achá-lo mais profundo do que parece. Fica aqui a transcrição do conto.

Uma história americana do século XX apresenta um camponês paupérrimo que todos os dias vai trabalhar para o campo, com a sua vaca. É um homem honesto, que labuta para alimentar a mulher e a família.

Um dia o céu abre-se, desencadeia-se uma tempestade e um raio mata a sua única vaca.

-Mas porquê eu? – brada o camponês dirigindo-se a Deus. – Que te fiz eu? Porque me atingiste? Não serei já suficientemente infeliz?

Deus nada lhe responde.

Passam meses, anos. O camponês, cada vez mais pobre, vai trabalhar sozinho, com as suas mãos fatigadas. A sua mulher, de vez em quando, vai ajudá-lo. Leva-lhe um magro alimento. Outra tempestade revolve o céu, o raio fura as nuvens e mata-lhe a mulher.

O camponês torce as mãos de desespero e grita, de olhos no céu:

-Mas porquê? Que mais te […]

Porque fazemos coisas que são contrárias aos nossos interesses?

Às vezes fazemos coisas que são contrárias aos nossos interesses e felicidade. Hoje aprofundo uma ideia que já partilhei noutro artigo e que nos pode ajudar a realizarmos sustentadamente o que nos traz valor e faz feliz.

O guião pessoal: ajuda-nos ou sabota-nos?

Todos gostamos de histórias. Histórias entretêm-nos, ensinam-nos, inspiram-nos.

Hoje quero falar de uma história que todos trazemos connosco. Uma história que criámos ao longo da nossa vida. É a história de quem somos, do TIPO de pessoa que somos, a história que nos define. Gosto de lhe chamar guião já que muitas vezes nos guia na escolha das respostas e comportamentos que adotamos.

Ter consciência deste guião, nos outros e em nós, aumenta a nossa capacidade de influenciarmos os outros e a nós mesmos.

Alguns de nós nem tiveram consciência da criação deste guião. Muitas vezes este guião nasceu de comportamentos repetidos, do que achamos que os outros acham de nós, do que somos e gostamos ou do que somos e não gostamos.

Alguns destes guiões ajudam-nos. Alguns destes guiões sabotam-nos.

Algumas pessoas correm o guião do “eu sou muito exigente”, “eu sou muito focado”, “eu sou do tipo de pessoa que ajuda os outros”, “eu sou uma pessoa com uma vida muito […]

Porque é que é tão difícil manter a motivação para atingirmos um objetivo?

Porque é que é tão difícil manter a motivação para atingirmos um objetivo (por exemplo mudança de comportamentos sustentáveis como praticar exercício)? Este vídeo de 4 minutos dá algumas pistas interessantes com base na ciência.

Resumindo:

  1. Os prémios, como por exemplo dinheiro, podem reduzir a motivação, em particular em situações que requerem capacidade de resolução de problemas. O motivador mais forte para mudança de comportamento sustentável é a diversão, gostarmos do que queremos fazer, sem expetativa de recompensa externa. Não adianta escolhermos por exemplo realizar uma atividade que não nos dá prazer já que isso aumenta a probabilidade de desistência.
  2. Pensamento positivo pode reduzir a motivação. É mais produtivo identificar os obstáculos progressivos que vamos enfrentar e imaginarmos como os vamos ultrapassar.
  3. A minha estratégia favorita: evitar o “dane-se, que se lixe!” que se reflete no pensamento “se já comi um batido grande, que se dane, vou comer também um gelado grande”. Esta em particular funciona comigo ao contrário “já fui ao ginásio, que se dane…não vou comer sobremesa!”

Fatores de higiene e motivacionais para o empenho das equipas

Há uns tempos escrevi um artigo sobre “A ciência da motivação: às vezes não precisa de fazer algo, basta parar de fazer o que já faz!”.

Hoje retorno a este tema com a extrapolação de um modelo que nos pode ajudar a criar as condições que alimentam equipas empenhadas.

A pirâmide de Maslow

Nos anos 40, o psicólogo americano Abraham Maslow criou um modelo conhecido hoje como a hierarquia de necessidades de Maslow/pirâmide de Maslow para sistematizar o que motiva o Ser Humano.

Segundo este modelo, para nos sentirmos satisfeitos/realizados procuramos satisfazer várias necessidades. Maslow sistematizou estas necessidades em cinco categorias hierárquicas na forma de uma pirâmide. Teoricamente, começamos a procurar satisfazer as necessidades dos níveis mais altos da pirâmide quando as dos níveis mais baixos estão satisfeitas.

Os cinco níveis de necessidades definidos estão ilustrados na imagem.

piramide-maslow-necessidades-humanas

A hierarquia dos cinco níveis sugere que será difícil atingir a motivação e satisfação quando, por exemplo, as necessidades básicas não são satisfeitas o que, à primeira vista, parece ser intuitivo: se não temos as necessidades básicas como as necessidades fisiológicas e segurança satisfeitas dificilmente temos energia para procurar satisfazer outras nos níveis mais elevados da pirâmide.

Há quem […]